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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

  W.   WENCESLAU DE MORAES   E encontrámos Wenceslau com Camilo Martins de Oliveira e José Tolentino Mendonça… Quioto é uma cidade especial. Aqui sente-se a tradição japonesa, como sinal de um povo antigo, sereno, amável e hospitaleiro. Estamos na antiga cidade imperial, qualidade que perdeu em 1868, depois de ter havido entre os séculos […]

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A FORÇA DO ATO CRIADOR

   Ilustração de Anna Ruepp   “… in danger of losing his shadow…”Carl G. Jung in The Undiscovered Self   Nascido em 26 de julho de 1875, Carl Jung foi o psiquiatra suíço responsável pela criação da psicologia analítica, que explora a importância da psique individual e sua busca pela totalidade. Jung popularizou termos comuns da psicologia, […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

  V.   VASCONCELOS (CAROLINA MICHAELIS DE)   Falo-vos de uma mulher excecional. Na rua da Cedofeita, na cidade do Porto, a casa dos Vasconcelos era um centro onde se reuniam os mais influentes intelectuais do seu tempo, empenhados na vida cívica e no lançamento das bases de um progresso baseado na cultura e na liberdade. […]

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FRANCISCO: PEÇO-VOS EM NOME DE DEUS

  Na sequência da Jornada Mundial da Juventude, ficam aí algumas reflexões a partir de um livro de Francisco, “Os ruego en nombre de Dios. Por un futuro de esperanza” (Peço-vos em nome de Deus. Por um futuro de esperança). Soube que, entretanto, foi traduzido para português, na Editorial Presença: “O que Vos Peço, em […]

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ABECEDÁRIO DA CULTURA DA LÍNGUA PORTUGUESA

  U. UTOPIA E QUINTO IMPÉRIO   O folhetim fantasmático chega a um ponto crucial. Tomás Morus celebrizou-se pela publicação do discurso de um português de nome Rafael Hitlodeu, sobre a melhor Constituição de uma República. Esse texto fundamental tem feito correr rios de tinta, sobretudo a partir do seu misterioso título – «Utopia». A etimologia […]

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A Vida dos Livros

A VIDA DOS LIVROS

  De 21 a 27 de agosto de 2023   O “Dicionário de Autores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa” de Aldónio Gomes (de saudosa memória) e Fernanda Cavacas constitui um documento fundamental para a compreensão da diversidade da Língua Portuguesa.     O CASO DE ALFREDO MARGARIDO Se nos ativermos ao «Dicionário de Autores […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

  POEMA DE ANA MARQUES GASTÃO       Vinho hipocraz Jamais saberei a distância dos lábiosao nariz ou da faúlha a chão luminoso.Somos sempre menos do que de maisbelo fizemos e do mais, ingratos,esquecemo-nos. Da soletração levamoso vinho hipocraz, do frio a água, do fogoo vapor de um sopro abafado a perdiz. Se me olho sem nome e me vejo numnome onde tudo e nada trago, saboreio,botão a botão o fruto, o lascar da pedra,o corte áspero da foice. Sou a altura doque oiço, a cegueira do que como e, quandobebo, entrega-se o corpo a um sono demorte que transformo em outro caminho. Mas se é luz que vejo num céu-da-bocade frases rasas e quentura gémea,que se solte a língua da boca, os cabelosda cabeça, se rasgue a memória vedada,véu de uma suave, amarrada linha de fiode prata e granulado funcho, e eu adormeçade lábios e gosto no peito de meu amado. in Adornos, 2011   Hippocras wine I will never know the distance from the lipsto the nose or from the spark to the fire-lit ground.We are always less than that we have mostbeautifully done and everything else, ungrateful,we forget. From the spelling we takethe hippocras wine, from the cold the water, from the firethe vapours of braised partridge. If I look at my nameless self and see mein a name to which I bring everything and nothing, I taste,bud by bud, the fruit, the slicing of the stone,the harsh cut of the sickle. I am the loudnessof what I hear, the blindness of what I eat and, whenI drink, my body is abandoned to a deadlysleep that I turn in another direction. But where I to see light inside a palateof even sentences and congenial warmth,let then the tongue be loosened in my mouth, the hairof my head, let the forbidden memorybe torn, veil of a softly fastened line of silverthread with fennel beads, and let me sleep,lips and pleasure, on the breast of my beloved. © Translated by Ana Hudson, 2010

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ANTOLOGIA

  MELANCOLIA DE UM ALEGRETTO…por Camilo Martins de Oliveira Diz Eduardo Lourenço: “o que eu sou como ser mortal (o que todos somos) está contido na melancolia absoluta do allegretto da Sétima Sinfonia”. Diz-se que Pio XII, na agonia da sua morte, pediu para ouvir como companheiro de viagem esse segundo andamento da sinfonia de […]

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