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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

Epidemia da solidão e desumanização tecnológica?

1. A velocidade transformadora da tecnologia acelerou a impessoalidade.  Para David Byrne, as relações interpessoais foram asfixiadas e abolidas  pelo progresso tecnológico, em nome da eficiência e produtividade. Lojas sem empregados, encomendas na Amazon, o streaming da Netflix e da Spotify, aplicações como a Uber, a Alexa e a Siri, suprimiram as interações com assistentes, […]

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O grande silêncio do universo

Não será a ciência um punho erguido contra o silêncio do universo, a pedir-lhe que fale? Há a esperança, baseada na ideia de que, na penumbra das estrelas de um cosmos silencioso, existem outras vidas com um olhar virado para nós, observando-nos.       Dada a colossal quantidade de estrelas com planetas, e mesmo que apenas […]

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Exéquias de Fernando Pessoa

O reconhecimento tardio e póstumo

Todos trazemos e levamos uma história digna de ser reconhecida.   Há vidas que, enquanto vivas, passam anónimas, despercebidas, discretas e silenciosas diante do mundo, embora imensas e intensas dentro de si. Peregrinam à margem do aplauso, do elogio, do louvor, da hagiografia, sem se imporem, só se dando pela sua presença após a sua ausência, […]

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O papel quer bem aos olhos

O tempo passa, a idade avança, o progresso tecnológico evolui, o uso dos telemóveis e das redes sociais deslumbra, sem nos consciencializarmos que ler assiduamente em aparelhos com ecrãs que têm por base radiações e fontes luminosas faz mal aos olhos. Por maioria de razão ao olhar e ler regularmente no telemóvel, dada a sua […]

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Eça de Queiroz

Progresso e excesso de civilização

Viveu-se um período de júbilo criador, durante todo o século XIX e XX, até aos nossos dias, com numerosos inventos e descobertas que faziam crer que o progresso estava intimamente ligado ao desenvolvimento tecnológico e científico. Cientistas e sábios tornaram-se verdadeiros especialistas respeitados e, por vezes, idolatrados, pela sua autoridade e pelos seus trabalhos. Ciências […]

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Fernando Pessoa por Almada Negreiros

Linguagens do Silêncio

Fernando Pessoa dizia que escrever era a sua maneira de estar só. Há pessoas que sempre foram atraídas pelo silêncio. Adoram essa ideia. É um privilégio. E há-as que não conseguem estar sozinhas. Não conseguem ouvir-se a si mesmas. Não conseguem estar em silêncio. Pessoa, à semelhança de outros, e entre eles tantos escritores, tinha […]

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Filósofo em meditação de Rembrandt

Um questionamento constante da realidade

Sendo uma enunciação ou formulação geradora de porquês geradores de outros porquês, a filosofia é o apogeu de um questionar constante e permanente da realidade.     Não sendo pensável pelo modelo de articulação problema-solução, nem pela experimentação e observação, mas sim pelo pensamento abstrato e reflexão crítica, não é uma ciência, nem é desejável que o […]

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Da amizade presencial, epistolar e virtual

É curioso que nos tempos contemporâneos a amizade tenha tendência a aprofundar-se e a consolidar-se através da internet e das redes sociais, mais do que pelo contacto físico regular.  A tecnologia, com toda a sua variedade de plataformas de mensagens instantâneas, facilita e potencia esse relacionamento. É também curioso constatar que a amizade virtual tem […]

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Diversidade, uniformização e unidade com diversidade

Quem aprecia a diversidade e a pluralidade, aplaude a diferença, a singularidade e a especificidade, em contraste com a monotonização e a uniformização, em que tudo se unifica e nivela segundo um esquema cultural homogéneo. Há que fazer uma opção entre a vontade de igualizar, padronizar e uniformizar a visão do mundo, e quem escolhe […]

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"Golconda", de René Magritte

Tentar fintar o destino

Há dois dias na nossa vida que não têm 24 horas: aquele em que nascemos e morremos. Poucas coisas são tão certas na nossa existência como o dia em que viemos e partimos, assim como o envelhecimento. Esta inevitabilidade nunca impediu os humanos de tentarem fintar o destino.   Este querer humano e finito de desafiar […]

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