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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

Antigamente, a escola (I)

1 – Não, antigamente a escola não era risonha e franca, como no pré-histórico poema (“O Estudante Alsaciano”) que, em versão portuguesa, aprendi com a minha Avó e galhardamente recitava – ao que me contaram – empoleirado num banco do Jardim da Estrela, para pasmo dos basbaques e vergonha da minha Mãe, que me surpreendeu, aos […]

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Antologia

A música entre muitas rotas

Num texto introdutório a “S. Francisco Xavier – A Rota do Oriente”, produzido por Jordi Savall, escreveu Rui Vieira Néry: “Como reagiram todas essas diferentes culturas ao impacto da música ocidental, e como reagiram os músicos peninsulares aos sons desconhecidos das tradições locais? As vihuelas e as guitarras que iam a bordo estabeleceram contacto com […]

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música
Gil Vicente

Origens do Texto-Espetáculo em Portugal

Pretendemos agora abordar as grandes referencias do teatro no ponto de vista de espetáculo, sendo certo que o espetáculo teatral envolve necessariamente um texto, mesmo cantado e com apoio musical, – ou na alternativa, estaremos perante dança, mimica, o que se quiser, mas não propriamente teatro. Tal como aliás, um texto dialogado pode não significar […]

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A Gravidade e a Graça

1 – Antigamente, era lamúria de lavradores. Todos os anos eram maus, sobretudo todos eram piores do que o ano passado, que já tinha sido péssimo. Agora, continuam a ser os lavradores – ao que parece, espécie em vias de extinção – mas também todos os que não são lavradores. Por exemplo, e para me acercar […]

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Orfeu e Eurídice

Entre Orfeu e Eurídice

Minha Princesa de mim (serás?): Olho para o “Orfeu e Eurídice” do Jean Raoux, quadro exposto aqui, no J. Paul Getty Museum de Los Angeles. Pintura talvez já moldada por uma qualquer achega iluminista: uma alma do séc. XVIII interroga um mito clássico e interpreta-o. O lírico Orfeu dá a mão direita à infeliz Eurídice, […]

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Nota breve sobre Teatros Universitários

Nesta série de evocações e análises do espetáculo teatral, é justo fazer uma referência, mesmo que breve, às iniciativas ligadas às Universidades. O movimento não é apenas dos nossos dias, muito embora se registe um desenvolvimento do interesse e sobretudo da estruturação de grupos universitários com continuidade, subordinados a uma estética e a uma doutrina, chamemos-lhe […]

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João Osório de Castro, dramaturgo e homem de teatro

Bem se pode dizer que João Osório de Castro é uma figura atípica do teatro português. Pela dramaturgia em si mesma, pela ação e iniciativa no meio teatral português, mas também, ainda, pela forma como conciliou essa atenção e vocação pelas atividades do teatro, com uma vida empresarial em áreas bem distintas e bem definidas da […]

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Alexandre Herculano

Herculano, Garrett e o teatro

A obra e a imagem de Alexandre Herculano não é propriamente a de um escritor e homem público especialmente ligado ao teatro, ao contrário dos seus contemporâneos Garrett e mesmo Castilho – os três, como sabemos, são adequadamente considerados os introdutores/ iniciadores do romantismo na literatura dramática portuguesa. Mas há as obvias diferenças, e no […]

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A Poesia da Morte

1 – Os meus avós paternos tiveram nove filhos, nascidos entre 1880 e 1900. Nada de excecional, nesses tempos e no meio social que era o deles. Mais excecional é que desses nove, oito tenham chegado a adultos, já que “isso de crianças morre muito” como dizia uma velha criada minha, também vinda desses tempos. Só […]

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Auto-retrato de Almada Negreiros

Almada põe “o público em cena”

Trata-se aqui de uma das menos conhecidas e estudadas peças de Almada Negreiros, escrita em Madrid em 1931 e durante anos dada como perdida, exceto numa versão publicada na revista inglesa “Adam” numa inesperada tradução em inglês de Charles David Ley e ao que parece publicada por engano: o que se propunha era a publicação […]

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