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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

Marcel Proust

O “Vira” não é só minhoto…

Minha Princesa de mim: Minha de mim não é fórmula, muito menos enfática ou pleonástica. É, ousarei dizê-lo?, a expressão aparentemente contraditória do amor que te tenho: pois te chamo minha e sei que não te possuo, nem possuir desejo, e logo digo de mim, porque de ti sou. Possuído não, mas descoberto, encontrado pela […]

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Crónica da Cultura

Os Memoráveis, a Ópera Por Todos Nós: um iluminado encontro

É um facto que um sentido de responsabilidade democrática ainda não substituiu o da responsabilização autoritária que, à toa, ainda existe por todo o lado, num processo de malícia situada e lentamente abafadora de memórias, de futuros e de passados por honrar. A minha querida Amiga Lídia Jorge tem boa razão quando neste seu romance […]

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A cidade de Aldo Rossi

‘A cidade deve ser compreendida como arquitetura. Por arquitetura, designo não só a imagem visível da cidade e a soma das suas diferentes arquiteturas, mas a arquitetura como construção, a construção da cidade ao longo do tempo.’, Aldo Rossi A cidade é produto da arquitetura, mas também repositório da história. Aldo Rossi (1931-1997) evoca a […]

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“Remains II (Family II)” de Annette Messager

A instalação ‘Remains II (Family II)’ de Annette Messager apresenta peluches pendurados numa parede – os inteiros estão vazios, os bocados estão cheios. As formas são amorfas e absorvem tudo. As partes dos corpos dos bonecos são disformes, parecem patas, pernas ou caudas.  Ralph Rugoff, no prefácio do catálogo da exposição ‘Annette Messager. The Messengers’ (Hayward […]

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A Vida dos Livros

“A máquina de fazer espanhóis” e a melancolia portuguesa

Recordamos hoje o romance “A máquina de fazer espanhóis” de Valter Hugo Mãe (Porto Editora, 2021) por ocasião da homenagem ao seu autor no Bibliotecando em Tomar que teve lugar no último fim de semana. Sociedade antiga e complexa Com originalidade, apercebemo-nos de como uma sociedade antiga e complexa vive inúmeras contradições. António Jorge Silva […]

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© Diego Delso, delso.photo, CC BY-SA

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Crónica da Cultura

No longo tempo do mundo

Sabe-se que os territórios da literatura atravessam fronteiras em todas as direções, constituindo mesmo uma estadia para uma outra vida e para um outro tempo de viver a vida. No longo tempo do mundo, a literatura faz-nos viver vida e morte numa passagem com inúmeras ruínas e admiráveis gaivotas. Mas muito é o que nos […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

     Wordsworth 239. DOS LUGARES E MEMÓRIAS DO TEMPO Há lugares do tempo de que podemos ter ou não consciência da inscrição que gravaram na nossa memória.   A sua permanência interior (em nós) é testemunho de que há na natureza lugares que nos acompanham ao longo de toda a vida, consciente ou inconscientemente, e […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  Sede das Nações Unidas      224.  A CIVILIZAÇÃO NÃO É IMUNE À BARBÁRIE   Barbárie, numa interpretação mais literal e usual, é sinónimo de atrocidade,  bestialidade, brutalidade, crueldade, rudeza, selvajaria, denunciando um mal radical, maioritariamente impulsivo, racionalmente difícil de compreender. Como sinonímia de civilização, há o desenvolvimento, erudição, florescimento, humanização, uma visão da […]

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Artigos de Opinião

COISAS QUE SE GUARDAM

  As pessoas que guardam coisas dividem-se, e às vezes combinam-se, em escuteiros e sentimentais:  os escuteiros guardam coisas porque acham que podem vir um dia a precisar delas; o seu modelo é a caixa de parafusos; os sentimentais guardam coisas porque já foram importantes para si; o seu modelo é a colecção de postais. […]

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ANTOLOGIA

  A PALAVRA DE JOÃO BÉNARD DA COSTALEAL SOUVENIR 1.  Por que é que se volta repetidamente a certos lugares que, de viso próprio, nunca escolheríamos? Por que é que se malogram sucessivamente visitas a outros certos lugares, tanto e há tanto tempo desejadas? São duas perguntas sem resposta ou com a mesma resposta que […]

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