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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

© Diego Delso, delso.photo, CC BY-SA

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Crónica da Cultura

No longo tempo do mundo

Sabe-se que os territórios da literatura atravessam fronteiras em todas as direções, constituindo mesmo uma estadia para uma outra vida e para um outro tempo de viver a vida. No longo tempo do mundo, a literatura faz-nos viver vida e morte numa passagem com inúmeras ruínas e admiráveis gaivotas. Mas muito é o que nos […]

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"Golconda", de René Magritte

Tentar fintar o destino

Há dois dias na nossa vida que não têm 24 horas: aquele em que nascemos e morremos. Poucas coisas são tão certas na nossa existência como o dia em que viemos e partimos, assim como o envelhecimento. Esta inevitabilidade nunca impediu os humanos de tentarem fintar o destino.   Este querer humano e finito de desafiar […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

     Wordsworth 239. DOS LUGARES E MEMÓRIAS DO TEMPO Há lugares do tempo de que podemos ter ou não consciência da inscrição que gravaram na nossa memória.   A sua permanência interior (em nós) é testemunho de que há na natureza lugares que nos acompanham ao longo de toda a vida, consciente ou inconscientemente, e […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  209. COISIFICAR OU VIVER O TEMPO Descontentes e frustrados com nós próprios procuramos, muitas vezes, os mais variados modos de evasão. Não é só a alucinação da velocidade, a droga, o sexo, as compras e o consumo compulsivo. É tido como escapismo tudo quanto excede as necessidades primárias dos humanos em condições normais de […]

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Antologia

ANTOLOGIA

Viver fora do tempo?por Camilo Martins de Oliveira Minha Princesa de mim:  Tem sido esta a minha sina: viver fora do meu tempo, e sempre necessariamente nele. Será estúpido, talvez, irrealizável certamente. Mas é assim, e mais não posso. Não é presunção, nada tem a ver com desejo ou vontade. É, simplesmente, um olhar do coração […]

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CARTAS À PRINCESA DE AGORA E SEMPRE

     Minha Princesa de sempre :    Não recordo, não registei, nem sequer medi o tempo decorrido desde a última carta que te escrevi. Talvez por me sentir mais desvinculado da duração de tudo, finalmente mais preso à memória das coisas e das vidas como essencial substância da minha consciência do presente… como se […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  91. FICÇÕES DO TEMPO   Santo Agostinho, em Confissões, reconhece três tempos: “Um presente das coisas passadas, um presente das coisas presentes, e um presente das coisas futuras. O presente das coisas passadas é a memória; o presente das coisas presentes é a vida, e o presente das coisas futuras é a espera”. A […]

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O TEMPO TODO INTEIRO

  Na proximidade da Estação Fluvial de Belém, deparamo-nos com o belo memorial que homenageia Sophia de Mello Breyner e Menez – Espaço entre a Palavra e a Cor, Sophia / Menez. Perante a obra de azulejos, compreendemos que se trata de um encontro singular em que a sensibilidade artística de dois nomes maiores da […]

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A FORÇA DO ATO CRIADOR

O flâneur aceita perder-se no tempo e no espaço de uma cidade. “Pour le parfait flâneur, pour l’observateur passionné, c’est une immense jouissance que d’élire domicile dans le nombre, dans l’ondoyant, dans le mouvement, dans le fugitif et l’infini. Être hors de chez soi, et pourtant se sentir partout chez soi ; voir le monde, être […]

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