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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

XXXI.  História longa – Memória rica…

Recordando António Alçada Baptista, termino o Folhetim de 2024 com uma dedicatória à língua portuguesa ou ao livro da nossa língua que maior projeção mundial tem. De facto, é uma obra pioneira na literatura mundial. Mais do que um livro de viagens, trata-se de um modo inteiramente novo e original de fazer uma narrativa. Com […]

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XXX.  Recordar Camões no Quinto Centenário do seu Nascimento

 Camões é um todo que, se soubermos lê-lo, nos enche de ventura, não sendo por acaso símbolo pátrio. A sua obra multifacetada está na encruzilhada das grandes componentes culturais das nossas letras. A lírica é inultrapassável, na tradição trovadoresca, a épica ombreia com a melhor tradição clássica, e todos os géneros que o autor pratica […]

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XXIX.  A busca de uma identidade: que cultura portuguesa? (2)

Como disse Sophia de Mello Breyner: «Me dói a lua me soluça o mar / E o exílio se inscreve em pleno tempo» (Livro Sexto, 1962). Como Unamuno bem pressentiu e Eduardo Lourenço interpretou, com rigor e perfeição, somos feitos de lirismo e de história trágico-marítima – sem esquecer o picaresco, que salienta António Tabucchi, […]

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XXVIII.  A busca de uma identidade: que cultura portuguesa? (1)

De que falamos quando referimos a Cultura Portuguesa? De continuidades e de mudanças, de características singulares e de convergências, de identidades e diferenças, de desafios e respostas. Não basta um sobrevoo na cultura geral, que mais não significa do que um contacto superficial com a criação e a arte, esquecida da complexidade, do que avança […]

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XXVII.  O universalismo da cultura portuguesa: língua como fator de diversidade e de encontro

O idioma é essencial para a afirmação de uma identidade, mas também para enriquecer pelo diálogo culturas e civilizações. A língua portuguesa projetou-se em todos os continentes. Quando falamos dela, consideramos uma longa história, a partir do galaico-português, língua antiga, que cedo alcançou assinalável maturidade. O português ou o espanhol jamais foi dialeto um do […]

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XXVI.  Portugal hoje – que relacionamento com a Europa e o Mundo?

A cultura europeia é pluralista, dinâmica e renovadora. Longe de uma identidade harmonizadora ou de uma lógica de uniformidade, o “património comum” leva-nos, na lógica da herança e da tradição, ao bem comum europeu, como ação inovadora como fator de coesão, de harmonia e de emancipação. A identidade europeia é construída por várias identidades, é […]

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XXV.  Sophia de Mello Breyner – Símbolo do Portugal do século XXI

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) é uma das grandes referências da poesia contemporânea e da cultura portuguesa. Clássica e moderna, encontra e prolonga Fernando Pessoa por um caminho próprio e diferente. E Eduardo Lourenço afirmou que “desde os tempos de Pascoaes, a poesia portuguesa esforçava-se por conciliar Apolo e a sua mítica expressão solar […]

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XXIV.  Democracia e opção europeia

Quando lembramos as datas fundamentais do constitucionalismo português (1820, 1834, 1910 e 1974), verificamos que correspondem à necessidade de concretizar a democracia como permanente atenção à liberdade, à responsabilidade e à participação, enquanto cidadania ativa, como respeito mútuo e defesa dos valores éticos. Em 1820 e na Constituição de 1822 o absolutismo cedeu lugar à […]

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XXIII.  Almada Negreiros: A Força da criação

É fundamental sermos capazes de nos vermos projetados no espelho da crítica e a poesia encarrega-se de perscrutar diversos caminhos. Mais do que encontrar soluções, que não cabem à arte, trata-se de iluminar e de ajudar a ver. Impõe-se, porém, cuidar do entendimento dos símbolos, o que obriga à consideração, segundo Pessoa, da simpatia, da […]

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XXII.  O século das guerras e o fim lento da autarcia

A partir da implantação da República em 5 de outubro de 1910, culturalmente a «Renascença Portuguesa» constituiu um exemplo de como o republicanismo, com diversas leituras, exerceu uma influência simbólica na evolução do século XX português. Recorde-se que no dealbar do movimento, Teixeira de Pascoaes e Raul Proença apresentaram dois projetos de manifesto que, apesar […]

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