
De 1 a 7 de fevereiro de 2021
A decisão aprovada por unanimidade na Assembleia da República visando conceder honras de Panteão Nacional a José Maria Eça de Queiroz constitui um ato de elementar reconhecimento em relação a quem é referência indiscutível das culturas de língua portuguesa. No lugar cívico de homenagem a figuras referenciais da história portuguesa, está em causa a valorização do Panteão, de modo a melhor dignificar uma identidade nacional antiga, aberta, complexa e fecunda.

PANTEÃO NACIONAL
Em Portugal, o estatuto de Panteão Nacional está hoje atribuído ao antigo templo de Santa Engrácia em Lisboa, ao Mosteiro Santa Cruz em Coimbra e ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha), onde se encontram os túmulos dos dois primeiros reis de Portugal e dos fundadores da Dinastia de Avis. No Panteão estão sepultadas figuras nacionais marcantes e são ainda recordados, através de “cenotáfios”, os nomes de: Nuno Álvares Pereira, Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e Luís de Camões. O mosteiro dos Jerónimos funcionou provisoriamente como Panteão, mas não tem hoje esse estatuto formal, ainda que tenha os túmulos de Vasco de Gama e de Luís de Camões, na nave do templo, de Alexandre Herculano, na antiga Sala do Capítulo e de Fernando Pessoa. Em S. Vicente de Fora, está o Panteão da Dinastia de Bragança, onde se encontram sepultados membros da família real que reinou após a Restauração de 1640. No entanto, trata-se aqui de um Panteão familiar. Desde a antiga Grécia e depois em Roma, a palavra Panthéon designava o templo onde se honravam os deuses com culto reconhecido. A palavra é grega e significa literalmente “todos os deuses”. Em Roma, o Panteão que chegou aos nossos dias é a homenagem ao cônsul Marco Agripa (63-12 a.C.), que o mandou construir em 27 a.C. No ano 80, foi praticamente destruído por um incêndio. Quatro décadas depois, o imperador Adriano (76-138) ordenou a sua reconstrução. Foi o cristianismo que, em virtude da doação de um rei bizantino ao Papa Bonifácio IV no século VII, salvou o monumento da pilhagem e da destruição, adotando o orago de Santa Maria e Todos os Santos. No Panteão de França, em Paris, a construção como templo religioso foi iniciada em 1764, por encomenda de Luís XV, em ação de graças por ter recuperado de uma grave enfermidade. A obra apenas foi concluída em 1790, depois da Revolução tendo sido então transformado num edifício secularizado, com a função de homenagear os vultos que se notabilizassem na pátria. Também na Abadia de Westminster, em Londres, estão sepultadas grandes figuras britânicas como William Shakespeare, Isaac Newton e Charles Darwin. Foi assim a partir duma tradição ora religiosa ora secular que foram criados os Panteões Nacionais.
VENCIDOS, MAS VENCEDORES
Se há figura histórica em Portugal cuja presença no Panteão Nacional se justifica plenamente, é o autor de Os Maias e de A Ilustre Casa de Ramires, como romancista que retratou a sociedade portuguesa do final do século XIX em termos que nos permitem compreender melhor de onde vimos e quem somos. Não significa isto que a sociedade contemporânea não tenha mudado. Mudou muito, mas prevalecem elementos duradouros que nos permitem pôr em confronto o que resiste e o que se transforma. Ainda se usa a expressão vencidismo para caracterizar a geração de Eça de Queiroz – no entanto não tem sentido negativo essa expressão, uma vez que a palavra “vencidos” nasceu como uma ironia (“battus de la vie”) que o tempo não confirmou como fatalidade profética, mas sim como orientação crítica e como obrigação de uma modernização cosmopolita e europeia. Não transigir com a mediocridade e o atraso foi a marca dessa geração de 1870. E se virmos bem, Eça de Queiroz, sendo um diplomata a viver fora de Portugal, foi sempre na perspetiva de português que retratou a nossa sociedade. A marca própria está na visão citadina que sempre imprimiu à sua obra, enquanto alguém como Camilo Castelo Branco (romancista de primeira água, a merecer também as honras de Panteão) foi mais próximo do país profundo rural, apesar da sua extraordinária cultura erudita. Afinal, é uma geração que não se deu por vencida, tendo ousado diversas tentativas políticas, que pecaram tantas vezes por uma razão fora do tempo ou pela fragilidade dos meios disponíveis. Contudo, até aos nossos dias essa geração foi transversal na sua inequívoca influência, marcando (pode dizer-se) as várias famílias políticas e correntes de opinião na cultura e nas artes, dos conservadores aos modernistas. Como dirá Oliveira Martins a Ramalho Ortigão, a propósito de “As Farpas”: “V. e o Queiroz reúnem os dois modos eminentemente modernos de rir. A um o espírito francês, ao outro o humorismo alemão. Enquanto um põe fria e secamente o problema e tira dele todas as conclusões, lógicas até ao absurdo, o outro fantasia com uma ironia dolorosa e profunda”… Esse sentido crítico, esse pendor picaresco fazem parte da necessidade inconformista e da exigência de superação da indiferença. E em Os Filhos de D. João I, diz Oliveira Martins: “Ocorre, portanto, indagar qual vale mais, se vencer, ou ser vencido? Convém perguntar se num mundo incompleto e imperfeito, como tudo o que é real, a bondade, a virtude, a nobreza e esse bater de asas para o ideal, representado à imaginação dos gregos na fábula de Ícaro, não serão em verdade causas de permanente desgraça? Feira de ironia, a realidade parece condenar aqueles que ousam querer desvendar-lhe as leis, quebrando o selo terrível do mistério. Contraditório na essência íntima do seu próprio ser, o mundo esmaga quem se propõe vencê-lo, desflorando-lhe a intimidade dos segredos. Viver é ignorar”. No fundo, o desvendar desse mistério e o tentar propor soluções para os problemas pode não ter resultados imediatos, mas é suscetível de abrir caminhos futuros. Eis o que procurou a geração de Eça de Queiroz. No debate parlamentar, o deputado José Luís Carneiro lembrou que este preito de homenagem constitui também um agradecimento à família de Eça, que legou o seu património material e imaterial à Fundação sediada em Santa Cruz do Douro, em Baião, agora presidida pelo bisneto do escritor, Afonso Cabral. E recordou o papel de Manuel de Castro, neto do romancista, que presidiu à Câmara de Baião, e de D. Maria da Graça Salema de Castro, promotora de um extraordinário projeto de desenvolvimento, que constitui a afirmação do património cultural como irradiação de iniciativas que através da memória promovem a emancipação dos povos e a justiça social. E assim se concretiza a fidelidade ao pensamento de Eça de Queiroz e da sua geração – para quem o País não poderia ser condenado ao atraso e à mediocridade. E as “honras de Panteão Nacional” significam reconhecimento de um excecional contributo cultural e cívico.
Guilherme d’Oliveira Martins
Oiça aqui as minhas sugestões – Ensaio Geral, Rádio Renascença
Que as Almas dos meus antepassados e Reis, estejam em paz
Versos hebraicos que foram pratica comum nos reinos da Europa, outros usurparam a linguagem e não souberam nem sequer evoluir.
Awan d’wash-maya Pai nosso que está no céu
nith-qa-dash shmakh Santificado seja o Teu nome
teh-teh mal-ku-thakh venha teu reino
neh-weh tzew-ya-nakh seja feita Tua vontade
ay-ka-na d’wa-shma-ya ap b’ar-aa assim no céu também na terra
haw-lan lakh-ma d’sun-qa-nan yaw-ma-na dá-nos o pão que necessitamos neste dia
w’ash-wuq lan khau-bayn e perdoa-nos nossas dívidas
ay-ka-na d’ap akh-nan assim como nós
shwa-qan l’kha-ya-wayn perdoamos aos nossos devedores
w’la ta-lan l’nes-yu-na e não nos conduza ao julgamento
e-la pa-tzan min bi-sha mas livra-nos do mal
me-tol d’di-lakh hi mal-ku-tha porque Teu é o reino
w’khay-la w’tesh-bukh-ta e o poder e a glória
l’al-am al-min Am-een para sempre eternamente Amém
E para todos os anónimos e muitas outras famílias que estiveram com os Reis devem ser todos relembrados e que estejam todos em paz, seja no Panteão da Republica, como nos antigos Mosteiros
João Felgar
Caro Senhor Guilherme d´Oliveira Martins,
A vida não é como a conhecemos, não, a casa Martins vem de França por Trencavel com ligação a Goulart, mas em Portugal foi sempre muito difícil encontrar a vossa verdade.
Muitas das vezes aparece em registos da Nobreza Portuguesa, Monarchia Lusitana, mas muito pouco coisa. Os seus antepassados de Joaquim Pedro Oliveira Martins, retratam os filhos de D. João I, uma obra notável com documentos em latim e outras provas.
Anno 1231 (era 1269) 1 d´agosto – Guimaranes
Venda de uma herdade a S. Thyrso por Fernão Martins. Facta carta. … in curia domini regis Sancii secundi …. coram Petro Martini superjudice domini regis…. Quitum temporis curiales erant : D. Petrus Johannis maiord. cur., D. Martinus Johannis signifer, Magister Vincencius electus gardensis cancellarius : Cart. de S. Thyrso, G. de Goim n.o 11, nos Extr. da Acad.
No 4 — Anno 1236 (era 1274) 7 de janeiro— Coimbra.
Doação de Arronches ao mosteiro de Santa Cruz. Confirmam: D. Mart. Joh. sign. c., D. Gons. Men. t. Lamecum, D. Roder. Sancii t. Elboram, D. Egid. Velasquiz t. Sausam, D. Mart. Gil t. Ripam Minii, D. Petr. Joh. t. Turres Novas, D. Val. Men. t. Braganciam, D. Men. Garcia t. Transserram, D. Fern. Joh. t. Balutarios, D. Petr. Laurentii t. Penaguiam, Magister Vincentius episc. egit. cancell. Os mesmos prelados, menos Tiburcio de Coimbra. Figuram, além d’isso, o abbade de Alcobaça, Pedro, D. Rodrigo Gil prior do Hospital, D. Pedro Costa commendador do Templo, o sobrejuiz do reino Pedro Martins, e varios oficiaes da corôa, como o copeiro, o eichão, etc.: L. 1 de Aff. III f. 18 no Arch. Nacion.
Os Franceses, não escreviam Martins nem Oliveira, era Martin e Oliverium e o nascimento desta casa vem de Trencavel e eramos todos Judeus
Anno a nativitate Christi mcci.regnante Philippo rege, mense Martii. Notum sit, etc. quod ego Raymundus Rogerii Fuxi comes , bona et spontanea voluntate, postposito omni malo ingenio , recipio te Raymundum Rogerii vicecomitem Biterris, consanguineum meum, videlicet in fide et mei, et sub mea protectione et tutela ; tali modo , ut in omni tempore dum vixero sim tibi et tuis bonus ac fidelis adjutor et defensor, scilicet contra comitem Tolosae, et contra cunctos alios homines qui tibi vel tuis malum facient; exceptis meis propriis hominibus, dc quibus convenio tibi, quod si male se habuerint apud te , et voluerint de te accipere justitiam, hoc cognito, de illis ero tibi adjulor et defensor, omni occasione remota. Itemque ego praefatus Kaj mundus Rogerii Fuxi comes, laudo ctcomenio bona fideatque sine fraude, tibi prxdirto consanguineo ineo Raymundo Rotgerii vicccomiti Bitori, quatinus totum hoc sicut suprascriptum est teneam, et faciam libi et tuis, et nunc in perpetuum; et hoc juro tibi manu tactis sacrosanctis quatuor evangeliis. et ex omni hoc, dono tibi fidejussores et mandatores: Rotgerius de Comenge , et R. Guilaberti, et Guillielmus Jordani , et Petrus Rotgerius dc Mi- rapisce , Ato Arnaudi de Castello – Verduni , Bertrandus de Aniort, Isamus de Prolan, Poncius Ademari de Rodela; omnes isti mandaverunt et juraverunt facere et tenere tolum hoc sicut suprascriptum est, tactis sacrosanctis quatuor evangeliis. Item similiter ego Raymundus Rotgerii vicecomes Biterris convenio et concedo tibi praedicto Raymundo Rotgerii Fuxi comiti consanguineo meo, et tuis, talem eandemque convenientiam , qualem tu facis mihi in haccarta, et cunctas ipsas istas conventiones quales tu mihi facis, similiter ego faciam , et tenebo tibi et tuis erga omnes homines omni tempore dum vixero, et hoc juro tibi manu tactis sacrosanctis quatuor evangeliis , et dono tibi fide jussores et mandatores per me Aimericum de Rocafort, Oliverium de Saixacho, Arnaudum Raymundi vicarium Carcassensem , Raymundum de Terme
SANCHE I. du nom, roy de Portugal, eut encore le nom de Martin, à cause v3qu’il naquit un lundy n. novembre, jour de la fête de ce Saint, en 1154. Il suivit fort roy son pere dans ses expeditions militaires ; eut en 1178. le commandement de son armée, à la tête de laquelle il entra dans l’Andalousie ; poussa les Maures-jusqu’à Seville, leur enleva la ville de Trienna ;
Viva a Democracia e à Liberdade no Portugal seja ele Republica e ou Monarquia
João Felgar
Com estes trechos que lhe faculto, isto quer dizer que a casa Martins ou Martin ou Martini é filio de Infante Regis, pertence me à minha família, nós valemos mais por ter Sangue de Linhagem e sua importância aristocrata.
Outros que se dizem duques, condes, marques, viscondes e barões, não tem a linhagem, não tem uma gota de sangue de reis Portugueses.
Os Reis Portugueses, tem particularidades que estes impostores querem a todo custo serem algo que nunca nesta vida e noutra pretendem, usurpam valores, nomes, títulos e temos entidades religiosas e outras do poder politico, no Portugal que dão importância, pelo meu direito em linha paterna, essas entidades não serão bem vindos aquando da Monarquia.
A verdade vem sempre ao de cima, quem foi o iluminado em Portugal, que deu uma fundação a pessoas que não são nada aos Infantes Portugueses e depois o povo onde me incluo, não se sabe nada de nada, fazem as coisas a belo prazer.
DECRETO. Tomando em consideração o Relatorio dos Ministros e Secretarios d’Eslado das differentes Repartições,’ e Tendo ouvido o Conselho d’Estado: Hei por bem, em Nome da Rainha, Decretar o seguinte:
Art. unico. () Infante D. Miguel, Usurpador da Coroa da Rainha, é pelo presente Decreto destituido, e exauthorado de todas as honras, prerogativas, privilegios, isempções, e regalias, que na qualidade, e pelo titulo d’lofante lhe pertenciam, e não poderá ser mais tratado, ou nomeado tal nestes Reinos. Os mesmos Ministros, e Secretarios d’Estado assim o tenham entendido, e façam executar. Palacio das Necessidades, em dezoito de Março de mil oitocentos e trinta e quatro. – D. PEDRO, Duque DE BRAGANÇA. – Joaquim Antonio d’Aguiar . – José da Silva Carvalho. Agostinho José Freire. — Francisco Simões Margiochi.
Depois os políticos querem que se vote nas eleições, depois querem manter o status quo e escondem as realidades, eu fico perplexo com as situações.
Somos todos cidadãos da Republica, mas de facto existem muitos Reis, muitos duques nesta Republica, são diferentes do comum dos mortais do povo.
Viva a liberdade dos outros, viva a democracia com Estados de Emergência como se estivéssemos no Estado Novo. Estão com saudades desse tempo, estão.
João Felgar