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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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VIRTUDE E VIRTUDES

 

1. Não me parece que a virtude tenha hoje grande cotação. O que actualmente parece ser mais valorizado tem a ver com o ter, o prazer e o poder, a qualquer preço. Daí que, quando se está minimamente atento, se veja o que se vê — apenas exemplos: a calamidade da corrupção; o estado da Justiça; bancos a afundar-se e os contribuintes a pagar; por mais apoios que cheguem da Europa, milhões, mais milhões, mais milhares de milhões, parece que caem num abismo sem fundo e o que é facto é que continuamos sempre na cauda (onde estão a organização e o investimento inteligente?); a irresponsabilidade pelos erros cometidos: alguém conhece alguém que se assuma como responsável (capaz de responder, que é isso que quer dizer responsável) por um erro ou mesmo um crime?…

Degraçadamente, a virtude ou uma pessoa virtuosa, de virtudes, parecem hoje associadas a beatice e menoridade. Mas isso não é de modo nenhum correcto, mesmo de um ponto de vista meramente etimológico. De facto, virtude  — do latim vir, virtute —, é, como pode ler-se no Dicionário de Língua Portuguesa, de José Pedro Machado, “o conjunto das qualidades que dão valor ao Homem, moral e fisicamente; carácter distinto do Homem, mérito essencial, valor característico, virtude, qualidades morais; qualidades viris, vigor moral, energia, coragem, valentia; a virtude, a perfeição moral.”

Virtude é uma força ou energia que actuam, potência activa, capacidade ou poder de agir. Mas, entenda-se, para evitar equívocos: esse poder é um poder específico, isto é, a qualidade própria de um ser: por exemplo, se o bom remédio é aquele que cura bem, bom veneno é aquele que mata bem. Através do exemplo do veneno, percebe-se que, como explica o filósofo André Comte-Sponville no seu Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, uma obra com assinalável êxito editorial, inclusivamente na tradução portuguesa, virtude é poder, e o poder basta à virtude: pedimos a alguém que nos desculpe pela nossa ausência, pois, em virtude de uma doença, não pudemos comparecer, e também é claro que uma faca excelente, nas mãos de uma pessoa má, continua excelente; mas não faz excelente a pessoa nem a moral. Porquê? A virtude de uma pessoa é o que a realiza humanamente, é o poder que afirma a sua qualidade própria, isto é, a sua humanidade, como dizia Montaigne: “Nada existe de tão belo e legítimo como ser Homem bem e devidamente”. A virtude é a capacidade para agir segundo a exigência de humanidade: “é o que também chamamos as virtudes morais, pelas quais uma pessoa parece mais humana ou dotada de mais qualidades”, a ponto de, sem elas, ser qualificada de inumana. Numa palavra, praticar a virtude é estar de acordo com a humanidade em nós e dignificá-la.

No sentido mais estrito, as virtudes são as potências activas propriamente humanas, que precisam de ser exercitadas para se tornarem um hábito operacional que as capacite para a acção recta e perfeita, ajustada às exigências mais profundas da natureza humana e tornando o Homem bom pura e simplesmente. As virtudes enquanto inclinação adquirida para o bem ou hábitos operativos bons formam como que uma segunda natureza no Homem, e vão ao encontro da definiçãio clássica proposta por Aristóteles: “Virtude é aquilo que torna bom aquele que a possui e torna boas as suas obras”.

Remando contra a corrente — repito: quem é que se atreve hoje a falar da virtude e em virtudes? —, A. Comte-Sponville viaja por dezoito virtudes: a polidez, a fidelidadade, a prudência, a temperança, a coragem, a justiça, a generosidade, a compaixão, a misericórdia, a gratidão, a humildade, a simplicidade, a tolerância, a pureza, a doçura, a boa-fé, o humor, o amor.  Ah, que falta fazem elas todas! Como espinosista consequente, A. Comte-Sponville não fala da esperança — não dizia Espinosa que a esperança, por ser carência (ainda não se tem o que se espera), é inquietação, ignorância e impotência?

O cume da virtude é o amor, porque aí se manifesta a força máxima da alegria de ser e do ser. Claro que, se se ficasse no eros, não se superaria o perigo da armadilha permanente e consequente tristeza que reside na identificação de sexo e amor — por isso, a castidade também é uma virtude, na medida em que o abuso da sexualidade é condenável. Há eros, mas há também a philia (amizade), que se define por três substantivos: benevolência, beneficência e, sobretudo, confidência, e agapê (o amor para lá do eros e da philia, amor universal e desinteressado, que ama os próprios inimigos). Deus é Amor, pois é a identidade da Vontade infinita e do Bem infinito. Que alegria maior para o Homem do que estar de acordo com o ser, querer que exista tudo quanto existe, regozijar-se com a existência de tudo quanto é, fruir a sua bondade? Não constitui uma bênção ouvir alguém dizer: “Sou feliz porque existes, é bom que existas”? O que seria a minha vida sem ti? Em última análise, a fé cristã em Deus baseia-se na experiência de que, em última análise, é Ele que justifica a nossa existência: valemos para Ele, Ele reconhece-nos, dá-nos valor.

Que outra coisa é o amor senão esta bênção, esta alegria? Embora exigentes, a virtude e as virtudes não são um fardo e um constrangimento. Pelo contrário, quando se pensa adequadamente, vê-se claramente que são qualidades, valores morais vividos e encarnados, cujo fruto é a alegria, o contrário da tristeza. Como escreveu Espinosa, a virtude só pode ser força de espírito e, assim, sempre alegre!

 

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

Escreve de acordo com a antiga ortografia
Artigo publicado no DN  | 26 JUNHO 2021

9 comentários sobre “VIRTUDE E VIRTUDES

  1. Gostei Senhor Anselmo Borges, é a Republica na sua plenitude, tantas ajudas que o buraco é tão fundo que vai tudo.

    Nós em Portugal temos 155 mil milhões de PIB e ainda falta os novos valores deste ano. Temos uma dívida global de 743 mil milhões a nossos credores, com juros de demora perto dos 10 mil milhões de euros mês. Nós mais cedo que esperamos vamos todos para o buraco, mesmo que paguemos os 100% ao Estado Português durante 100 anos a divida vai sempre existir com valores mais baixos perto dos 70% do PIB. E para isto acontecer, não podem existir ferias, nem subsídios, nem reformas, como é que as pessoas vão viver ?

    Se mudarmos de sistema de Republica para a Monarquia Tradicional, muitas das dividas deixam de ter sentido, porque estão afetas à entidade Republica Portuguesa, a Monarquia é outra entidade que tem outros valores, na qual eu não vou assumir erros da Republica, da Banca, de empresas que receberam milhares de milhões de euros que os desviaram, para estas situações o Rei, não vai assumir tais compromissos que não lhe dizem respeito.

    O Rei vai assumir sim, o bem estar do Povo Português, as reformas, alimentação dos Portugueses e o investimento do Reino em prol dos Portugueses.

    A Monarquia Portuguesa, não pode conter em seu domínio uma maquina pesada como é a Função Pública, não pode conter tais fundos que estão a prejudicar o Portugal, 80% da população paga para 20%, isto é inconcebível e dizem se, democratas e liberdade e igualdade, é tudo treta.

    A Monarquia terá os seus representantes máximos, constituída por famílias ou casas e estas são o garante do Portugal.

    Teremos os Magistrados (Senhores Juízes, sem o Ministério Publico, estes eu não quero mesmo), Militares, Guarda Nacional do Reino que engloba todas as policias e guardas prisionais, como temos aqui ao lado, na minha outra terra Espanha. Teremos valências de Educação, Saúde e Impostos no qual esta parte é extremamente importante para o comum dos mortais, os impostos reduzem se a 1/8 por ano de entidades coletivas e singulares. Qualquer pessoa que adquira um imóvel ou móvel paga uma vez o imposto, não paga todos os anos do mesmo artigo IMI, acabou.

    Os deputados vão embora, porque não os quero cá, nem os partidos, acabam se as subvenções, acabam se as fugas de capitais para outras situações, acaba o voto, deste os partidos recebem de subvenção por cada pessoa que vote, os partidos recebem 3,45€ por cada voto e isto agora subiu, uma fantochada.

    O Povo Português não pode, não deve pagar impostos para viver, para respirar, se estão numa democracia e liberdade, como é possível, 13444 fundações e entidades singulares, não pagarem impostos e outros pagam por eles, outros recebem pensões vitalícias, outros tem reformas milionárias, outros como os futebolistas ganham fortunas para chutar numa bola, isto tão ridículo, que ficamos a pensar, mas onde está a ciência para esta gente chutar numa bola ! Temos tantos portugueses que vestem a camisola do seu clube, por gosto, o resto estão a estragar os clubes, estragar a festa.

    Existem muitas situações que na Monarquia irão mudar, todas estas empresas de diversão de chutar na bola, tem que reduzir os seus passivos e não podem depender da banca, definir o valor máximo de trabalho, o valor máximo de reforma, depois de termos estas situações resolvidas, tudo entra nos eixos, o Rei obriga que todos entrem nos eixos, para termos as contas certas, para o anonimo português, não pague os erros Grosseiros dos outros.

    Eu tenho um clube e sempre gostei dele, nunca lá fui ao Estádio assistir aos jogos, mas é o meu clube até tem brasão. Eu tendo posição, não posso, não devo ser parcial, como observo muitos, a fazer tristes figuras, mas isto é a Republica, eles podem tudo. Eles podem fazer comícios, eles podem sair, eles podem fazer o que querem, porque criam as Leis para eles. Os outros escravos, não podem sair de casa, não podem ir a discoteca, não podem ir ao café, não podem ir ao restaurante, é mais uma Ditadura, pagam as multas de saírem.

    João Felgar

  2. Eu estou aqui no Centro Nacional de Cultura, porque as pessoas com o mínimo de Cultura, de leitura, musica, arte, teatro, são todos pessoas razoáveis e aceitáveis.

    E na Monarquia todos vós serão sempre aceites da vossa diferença de opiniões. A cultura faz parte de Portugal como de qualquer povo.

    Eu sei que sou algo importante, mas descobri toda a verdade da minha família, os Pulcher, Vimarae e Felgar, não é importante ter o Título, não é importante ter a Coroa, não é importante ser quem sou, o Rei. O importante nesta vida é saber para Onde nós queremos ir e sermos felizes.

    João Felgar

  3. Os livros da Inquisição falam de D. Manuel I rei de Portugal ter sido um dos Reis mais apoiantes da Igreja Católica, isto é o que a Igreja Católica Romana e Apostólica, conta.

    Agora vamos aos registos de D. Manuel I e das relações que este Rei D. Manuel I tinha com os Reis Judeus e trago em latim.

    DAVID ÆTHIOPIÆ REX. Legatio David Aethiopiæ Regis, ad Sanctissimum D. N. Clementem Papā VII. vnà cū.obedientia, eidem sanctiss. D. N. præstita. Eiusdem Dauid Aethiopiæ Regis Legatio, ad Emanuelem Portugalliæ Regem. Item alia legatio eiusdem Dauid Aethiopiæ Regis, ad Joannem Portugalliæ Regem. De Regno Aethiopiæ, ac populo, deq moribus eiusdem populi, nonnulla. Bononiæ apud Jacobum Kemolen Alostensem. Mense Februario. An. M.D.XXXIII. 4to.

    A-F 3 in fours.

    Botschafft des Groszmechtigsten Konigs Dauid, ausz dem grossen vñ hohen Morenland, den man gemeinlich nennet Priester Johan, an Babst Clemens den Sibenden, zu Bononia verhört in offnem Consistorio am xxix. tag Januarii Anno M.D.xxxiii. Dieses Büchleins inhalt. Erstlich, Ein kurze beschreibung des Morenlands, sampt der handlung im Consistorio. Zum andern, ein Sendbrieff des Königs von Portugal an Babst Clement den Siebenden. Zum dritten, Ein Sendbrieff des Moren königs, an König Emanuel von Portugal. Zum vierden, Ein Sendbrieff des Moren königs, an König von Portugal. Zum fünfften zwen Sendbrieff des Moren konigs an Bapst Clement. Ein kurz Sumarium von dissem Morenkonig, seinē Völkern, vnd iren Sitten am Ende dises Buchleins. Zu letzt, Ein Sendbrieff des Bischoffs der grossem stadt Temixtitan in der Newen erfundenn welt, gen Tolosa in Frankreich geschriben. [O. O. u. 7.) 4to. G. M.

    Agora vou mostrar vos, o que sempre disse, David fez parte do Reino de Portugal desde D. Afonso Henriques, sempre e continua até João V.

    Confirmar’ona refurreyçam co grande poder, is. ir com’o Sinetiflimo Sacramento o inundo. Icunn. 19. est inibi omnis porestas in cælo, & in rerra. azer o Anjo cita advertencia à S. Iofcpli no E quc a Lgreja canta neste dia, fazia Dios a mef. Hul. 28. ncia a Portugal: jofeph fih David! Recognofce fumet domui David: Mlustres Portuguclis rc., cit: Principe, que nasce en dia tan alegro, a 1.do Rcy.prometido a el Rey D. Alfonso Henriques: primsyro fūd.dor de sua Cafe Real.Vcde ncileco molc dcfcmpenba Dcos de sua palavra, como cumpre sua promeffa for hūa no hcr a Sereulli na Senhorabo. na Catherina:l’ide impletum in ea:Scovedes incftcdi.R cncuberto,veliolicys a seu tempo Rey descuberto,feftis jalohcys mays avāti Rey cöfirma Jo: Recognofce quod promissum cst doinui David. Pfal.18.n. Melhor o Propheta Rey. Diz, que os dias (cfallam:Dies diei eructai verbum:& nox nofti indicar scientiam:

    lesus, Nazarenus Rex ludæorum; & Ioann. 19. n chagas gloriosas na payxam gloriosa, qucro? payxam glorificada na refurrcyçam , em que o adre o acclamou Rey, & Senhor do mundo co poder : Data eft mihi omnis potestas in cælo , & in z poys o Propheta Rcy:Dies dici eructat verbum, ies nativitatis diei paffionis,& dies paffionis diei reEs :: 0 dia.do nascimento de Chrifto quanto à la com o dia do nascimento politico desculento na payxam dolorosa, quando foy acclama. cludea: Iesus Nazarenus Rex Iudæorum: E o dia mento politico com o dia do nascimento mi.. a: payxao glorificada com a resurrcyçam, quacclamado Rey de todo o mundo : Data est mihi fas in cælo; & in terra: Ecm que modo fc faila.. rogoandosc entre sy mesmos. Hum dia cra pre* looutro,cra amochador,mestre,& Ayo do outro, 1:0 que havia de ser ,, & cofinava o que Te havia : Dies prior de poftero die fignificat , & prædicat. Vz:
    alteri quasi monitor, & pædagogus fit. erara Escritura pera a festa, que temos Dies dici crbium. Dies nativitatis diei palfionis, dies paffionis “rection. Dies prior de postero die fignificat, & prædi monitor, & pedagogus. Nasceo V. Mag.nctic dia 19. de Março de 1604 & jà cftc dia fallava como primcyrod Dezembro de 1640. trinca & seys annos anies que fofic;& o princyro de Dezembro com o vigeria mo dia delunho do anno de 1647. dia do Corpo de Dcos, sctc annos antes que vicssc. là o Nascimento natural
    , o como mestre,& pregador cn sınavao que se avia de fazer no Politico,& o Politico apregoava o Milagroso. Dizia o Nacural: Vinde Politico, porquc cu jâ chogey.

    João Felgar

  4. A casa da Austria que deu acesso ao Reino de Castela, Leão e Portugal, com o mesmo sangue, David e Samuel sempre fizeram parte da família, desde Afonso IV de Castela, D. Afonso Henriques de Portugal e sempre foi assim.

    Os ditos Santos da Católica, tantas vezes que excomungaram reis portugueses, que tive que ir procurar a verdade.

    A Igreja Católica Romana e Apostólica, viviam da Politica, das guerras que fazia entre povos, era só isto que tinham e hoje, estão em Estados Independentes como o de Portugal e mandam nas forças armadas portuguesas e tem lá a sua coutada religiosa.

    Nobedientem SAULEM Ifraëlitarum Regem solio exturbat DE. VS; ci DAVIDEM duium Paftorem insigni pictate juvenem substituit, qui fa ceret omnes voluntates eius. Noui Regis in, auguracionem peragit SAMUEL lenticulâ olei, quia difficilis ac diuturna lueta hominem manebat, priusquam Regni plenam pollellionem adipisceretur. Poterat quidem facilem sibi fternere gradum ad Thronum obtruncato hoste, fed maluit pius Rex, foepiùs Patriâ carere, quàm regnare Parricida, barbarum ac impium ratus, fanguine regio potiùs quàm paludamento purpurari. Nec habet necesse viam ferro aperire ad folium; nam impius Rex sua manu ( quia competentior non erat) fibi necem macurat, ut magna exempla facilè fectacores inueniunt , inchoatum facious Amalecites perpetrar. Ad nuntium sublati Regis ingemiscic DAVID, Parentem putares non hoftem perdidiffe: Iceleratum ministrum necis ulciscitur, ne probaffe videretur.

    PROLOGVS
    Enio Israelis in Coelesti Curia, causam fùam follicitè agente, D. Prouidentia in confeffu Princi-
    palium Vircutum deliberat, cui ex illis Regniilius moderamen committendum fic: Varijs varia fentientibus caufa pro IVSTITIA &PI. ETATE deciditur, quæ idcirco communicato inter fe confilio, SAULEM Regno exuere, eiq; PIV M ac IV STVM DAVIDEM fubftituere constituunt. Dum hæc in fuperiori Theatro aguntur,inimo Romanum Imperium, RegnisBocmiz, Hungariæ alijsq;stipatum, de FERDINANDO III. PIO ac IV STO Cæsare sibi gratulacur, úrq; diu imperet, Faustis ac clamacionibus apprecatur,

    João Felgar

  5. E por uma questão de coerência e de verdade, o meu propósito aquando da Implementação da Monarquia Portuguesa é manter com todos os direitos que me assistem, a religião Judaica como parte integrante do Reino de Portugal.

    Eu peço a todos os Judeus que retornem a Portugal, era a vossa casa na Monarquia e sempre foi assim desde o seu principio desde 744 na criação do Reino de Portugal. O Estado de Israel que existia na Palestina desde 1948, em Portugal existiu desde 744 a 1910.

    A Monarquia tem princípios básicos Justiça que funciona. Na Republica nada funciona prescrevem os crimes, roubam e continuam impunes.

    Na Monarquia deve existir a Pena Capital, a forca, o povo Português não pode pagar os erros Grosseiros de chicos espertos que roubam aos mil milhões e nada lhes acontece, mas os criminosos não são só os que roubam, são todos aqueles que ajudam a prescrever os crimes, sejam eles juristas, magistrados, a Lei tem que funcionar na Monarquia.

    Na Monarquia eu pretendo reativar o Reino da Áustria como parte integrante de Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Marrocos, Helvéticos, França, os atuais membros da Aristocracia da Europa são bastardos, estão contaminados com sangue turco, dos bourbons e orleans.

    Nós na Monarquia desde 1451 a 1718 tivemos uma União Europeia, criamos mecanismos de sustentabilidade de eliminação de custos e entre ajuda entre Estados e eramos uma Família de sangue e tivemos riqueza.

    A Cultura deve manter tradições de região para região, cada terra tem a sua forma de estar, tem os seus hábitos, a sua fonética, as suas formas pagãs, as tradições seculares das touradas, que aqui poderá ser eliminados os ferros nos animais, mas a Festa deve continuar, o Rei quer que continue.

    Os trajes do folclore, as musicalidades devem se manter, são meios de uma riqueza cultural que poucos Povos contem e devamos impulsionar esta divulgação. Num site da Bohemia, uma senhora teve uma excelente ideia, postou no seu site, todos os trajes do folclore dessa região desde o seu princípio e mostra a evolução da riqueza dessas danças culturais que a Bohemia passou também para Portugal.

    João Felgar

  6. Isto são alguns exemplos dos principies de Felgarum ou de Walgerio por Eberhardus

    Eberhardus Quintus, hàrum omnium regionum Princeps, à Rollone Dano, Walachriâ Infuä fpoliatur.Infulani Longicollum è Brabantia, Radbodum, , è Frifia, in auxilium vocant : quos junétos Rollo vincit,&à victoriâ,fingulos perfequitur, Firmatoque parto hic imperio, in Franciam properat, regifque gener, Neuftriæ dote, fieri, virtute belli promeruit. Hoc füb Principe Zelandi, Francique cum Danis, : & Normannis in unum gentis corpus coalefcunt. Hunnioram Galliæ, ufque ad has Infülas populantur. Eberhardus Princeps, à Walgario Friföne interfeétus. Is, Gerolphi filius, Comitatui Zelandiæ vicino, præfuit, amicus Normannis, qui Infülarum noftrarum aliquas adhuc infidebant.

    Alemanniæ Dux in lucem edidit Albericum, feu Begonem I. Alsatiæ comitem, nec non Ettonem, five Ettichonem Episcopum Argentinensem, qui A. 765. obiit. Ex Alberico feu Begone I. natus suit Eberhardus I. Alsatiæ Comes, qui ad A. 780 ;Genealogica Stirpis Lotharingica ab Eberhardo IV. Alfitia Comite, usquead Carol Um I. Lotharingiæ Ducem.L^berhardus IV. Alfetiæ Comes Hugonis I. filius primogenitus conjugio 4 sibi copulavit Eadivam Anglorum Regis filiam , sororem Edgitæ Uxoris Ottonis M. Romanorum Imperaoris ; Joannem IV. Ducem Bragantiæ sibi Regem elegere.” Galli in Belgio;

    Genealogiae Rudolphi I. Romanorum Imperator primam lucem afpexit A. 1218. Calendis Maii, & quidem in gentilitio fuo Caftro Limburg , quod in Brisgoia fitum;Series genealogica Stirpis Habsburgo-Außriacæ ab ERNESTo Ferreo Außriae Duce usque PHILIPPUM Pulchrum Regem Caftiliae, Archiducem Auftriae duarum linearum Auftriaco-Hjfpanicæ & Aigftriaco-Germanicæ Parentem

    Maxaemylianus I, filius huicnepotes CAROLVS V, : FERDINANDVS, nofiri MAXHEiMYLIANI pater fùccefsit: qui fupca rioreanno, RODOLPHVM filium i – decimum à Rodolpho Habsburgenfi (qui faftigium dignitatis Caefarea. pria j mus in hanc familiam attulit) fé viuo s elígí Imperatorem, fingularí hauddubíë i Dei conflituentis & transferentis Imeperia, confilio & beneficio erga Geramaniam exímío, curauít.

    Felgarum principes ex familia Auftriaca, primum Maximilianus uxoris jure Marice Burgundæ. Cap. II. Philippus pulcher. Cap. III. Çarolus V. Imperator. Cap. IV. Philippus II. Cap. V. Albertus & Ifaa bella. Cap. VI. Philippus IV. Cap. VII. Carolus II. Rex. Cap. VIII, Carolus VI. Imperator. Cap. IX. Maria Teresa.

    Philippo. Valesio. Eono. (1) Burgundionum. Felgarum. et. Christiani. orbis. Maximo. Principi

    Archiducis Alberti Pj Felgarum Principit. Antver. typis Plantin. 1622.4.; Bergue S.J^immoch, Felgarum & Belgicâ

    Ferdinardi Auftriaci Felgarum Gubernatoris à S. P. Q. Antuerpienfi decreta , & adornata cum figuris & iconibus, à P P. Rubenio ,delineatis, & commentario Cafperii Gevartii. Antuerpiæ, à Tulden, 1641.

    Amavie illam Corcaillimus Archidux idcnique Felgarum

    Regiæ Philippi IV. ad Marchioncm de Caracena Belgii Hifpanici Gubernatorem;Jus Felgarum circa Buliarum Pontificiarum Receptionem : y el otro : Defenfio Belgarum confra Evocationes , & Peregrina judicia

    Belgarum manes Primceps,bello am pace utaris; ubique potés, qui Orientis & Occidentis termimos circumduéla gloria tenes ; alibi dominus, hic pater ; alibi feeptro, hic affeftu imperams. INimirum, alia Felgarum, alia aliorum comditio et.

    Eorum uma pars, quam Gallos obtimere diximus,imitium capit àflumine Rhodamo;comtineturque Garummâ flumime, ôceamo,finibus Felgarum: attingit etiam, à $equamã & Helvetiâ ,fumem Rhenum: vergit ad/è- ptemtriones. Belgæ

    João Felgar (Felgarum é em Latim)
    Rei

  7. Na Republica contam sobre a suposta revolução de uns conjurados D. Antão de Almada e os irmãos Francisco Jorge de Mello, reparem nisto. Este Francisco de Mello era capitão de Philippe IV de Espanha e era Governador de Marques de Tordelaguna. La Casa de Melo de Portugal, o Portugal de Melo es una casa nobiliaria española originaria.

    Agora vamos entender deste Francisco de Mello lutava contra quem ! e a favor de Philippe IV de Espanha. O que se inventa em Portugal, para esta dita família Mello do Estado Novo, que pretendeu ter protagonismo nas Republicas. E deixo vos as cartas originais de Francisco de Mello que lutava a favor de Philippe IV contra os turcos.

    O meu 7 avô Paterno, Jorge Mello era Duque do Infantado, título criado por João IV.

    Relacion de los progreffos de las armas de S.M.C. Governadas por Don Francisco de Mello, Marques de Tordelaguna de la Campaña del año 1642, dirigida à S. M Don Phelipe IV, por Juan Ant. Vincart. in. fol. Velour Cram. d. f. t. Ms. sur papier de 170 pages. Voyez la note précédente. 

    Carta de Don Francisco de Mello Governador General de Flandes,al Conde de Hennin,dc 21.dc.Março 1642.

    He recibido la carta que V.S. me ha escrito en is. de Febreros it Mello à quedo con toda estimacion de las demostraciones de su buena vonluntad, y agradezco mucho à V.S.el parecer. Lan buen Flamenco,
    como yo dejeo ser, y afiftir à todo quanto fuere de su mayor condeniencia en las ocasiones que se ofrecieren, y la asistencia de V.S.en el servicio de su Mageftad Cefarea es digna de aprobacion , y de
    s yo me huelgo particularmente. Dios guarde à V.S. muchos años, Bruselas à 11.de Marfo 1642.

    Era firmado Francisco de Mello. Hazon al mismo intento oras dos cartas del milmo Don
    Francisco de Mello la primera al Conde de Honnin, que ya sc svia lrñalado con el Regimiento de Infanteria s le avian conferido 3 la otra al Marques de Castel. Rodrigo, Embaxador al Emperador.

    Carta de Don Francisco de Mello al Conde de Hennin, dc Ganre à 21.de lulio 1643. Recibo la carta de V.S. de 4. de Iulio , y teniendo tan particu Lares noticias de los buenos servicios hechos al Emporadoc f que tambien fon de no pequeña eftimacion ) me hallo obligado a procurar dar à V.S.soda la satisfacion. que defea, y en efta conformidad fe mandarà ver ju pretension con toda buona voluntad, para que tenga buen sucesso;, entretanto,y siempre he querido. af: fegurarla , que pondrè todo cuydado, para que continue , V, S.com gusto , y con mas medios de poder se sustentar en el servicio de for Magestad Cefarea (que no le puede ser de menos merità , que si se empleafse en el del Rey nuestro Señor. ) Dios guarde à Vis miss chos años, de Gante da 1. de Iulio 1643.

    Don Francisco.de Mello Marquès de Tordelaguna.

    1643.

    Otra del mismo al Marques de Castel-Rodrigo, Embasador entonces en Viena, clorica de Bruselas a 30 de  Noviembre  1643. El hijo del Duque de Bournorrville, Conde de Hennin, se halla firviendo al Emperador con un Regimiento, y el Gobierno de Ham;y porque dizen , que con puntualidad,  y devemos estimar los servicios que se bazen à fu Magistad Cefarea. Porque mejor lo consiga, estimaré que V.E.le ampare y favorezca , en lo que allà se ofrecieres porque los que toman este camino,parece ( conforme al tiempo en que se hallan) eligen lo mejor. Dios guarde à V.E. mu. chos años de Brufelas à 30. de Noviembre 1643.

    Don Francisco de Mello Marquès de Tordelaguna

    Não inventem nada na Republica. Não mintam, isto são alguns dos sites que tem notas e bibliografias:
    Se trouxessem documentos como eu trago, em latim, da época em Espanhol e português arcaico, mas não fazem nada disso.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Restaura%C3%A7%C3%A3o_da_Independ%C3%AAncia
    https://www.revistamilitar.pt/artigo/20
    MENDONÇA, Isabel (2005). Do Palácio De Belém. Lisboa: Museu da Presidência da República. 301 páginas

    João Felgar

  8. Na monarquia Portuguesa y Espanhola, tenho toda a informação, para calar Militares Coronéis, Generais, Políticos, Presidentes da Republica, deputados e outros, Historiadores, Genealogistas, e Oportunistas. Eu fico muito triste com os Militares Portugueses, vocês são todos supra inteligentes, triste.

    Doze Frutos de la Muy Antigua y Ilustre Casa de Bournonvillehttps://books.google.pt › books
    Estavan CASELLAS · 1680
    Carta de Don Francisco de Mello Governador General de Flandes , al Conde de Hennin , dc 21.dc. … con el Regimiento de Infanteria s le avian conferido 3 la otra al Marques de Castel . … Don Francisco.de Mello Marquès de Tordelaguna .
    Elogios y Pruevas, paginas 369 a 370.

    La Feliz Campana Y Los Dichosos Progressos, Que tuvieron las …books.google.com › books
    Gabriel de la Vega · 1643
    C A M P A Ñ A Y LOS DICHOSOS PROGRESSOS

    Que tuuieron las Armas de su Magestad Catolica el Rey Don Phelipe quarto en estos Payses Bajos el aoño de 1642. siendo gouernadas por el Exmo. Señor Don Francisco de Mello, Marques de Tordelaguna.

    Compuesta por Gabriel de la Vega efcriuano publico aprouado por el Rey nuestro Señor y Señores de f# fupremo, y Real Consejo , 7 natural de la Ciudad de Malaga.

    DedICADA
    A Don lacinto de Vera y Moscoso, Sargento Major, General de Batalla por su Magestad, y Coronel de yn Regimien co de la Armada de la Alzaçia. M. DC. XLIII.

    Discvrso sobre la importancia de la gverra maritima; o, … – Página 1books.google.pt › books·
    1643.. APPROBADO DE SV MAGESTAD , Y EMPEÇA DO A PONER POR OBRA Por el Excellentissimo Señor Don Francisco de Mello Marques de Tor de Laguna y Conde de Assumar , Go , bernador y Capitan General de los Estados de Flandes …

    SOBRE LA IMPORTANCIA DE L A GVERRA MARITIMA;
    O, M E D I O de abaxar el altiuez de los Holandeses,
    APPROBADO DE SV MAGESTAD, Y EMPEÇA DO A PONER POR OBRA Por el Excellentissimo Señor Don Francisco de Mello Marques de Tor de Laguna y Conde de Assumar, Gobernador y Capitan General de los Estados de Flandes y Borgoña,
    EN LA PERMISSION QVE DIÓ A LOS VASSALLOS DE D!CHOS ESTADOS DE FORMAR COMPANIA DE CORSO Iuntamente Cox algunos acuerdos muy vtiles para facilitar el conseguimiento de lo que se pretende por estas armazones. 1643.

    Na Monarquia eu não sou Político, nem Militar como os Senhores, tenho um olho num mundo de cegos. Vou ter que provar a minha existência, provar os vossos erros grosseiros, provar que sou melhor que vocês todos.

    João Felgar
    Rei

  9. Comigo ninguém brinca, parem de inventarem na Republica, trago documentos originais.

    Don Francisco de Melo y Portugal, I. Marquès de Villescas, y de Tordelaguna, Conde de Afumar, Gentil-Hombre de la Camara de trava, y S.M.Embaxador Extraordinario cu Roma, Governador de Milán, y de Flandes, Virrey de Aragoui , y Cataluña , cuya ascendencia, y saccssion efcrivieron los Santa Martas en el tom. 2. defu Historia de la Casa de Francia, lib.44.pag.923. y se lee en las Relaciones de la Casa de Alarcon, pag 50.

    DE LA RE Y N A DE LAS FLORES LOA, Y ENTREMES:
    Que representaron en el Palacio de Bruselas, dia de los Reyes, de este año de 1 6 4 3. las Illmas Señoras, mi Sra Doña BEATRIZ, mi Sra Doña MENCIA, y mi Sra Doña MARIA DE MELLO,Hijas del Excmo Señor D. FRANCISCO de Mello, Marques de Tordelaguna.
    Por D. JACINTO DE HERRERA SOTOMAYOR, Alcayde (por su Magestad, de la fortaleza de Venquerencia, en el Maestrazgo de Alcantara, y de el Parque de Bruselas . Ayuda de Camaray Bibliotecario,que fue del Sermo Señor Cardenal Infante Don FERNANDO , que sea en gloria.Al lllmo Señor Don GASPAR CONSTANTINO VE MELLO, Conde de Asumar, Hijo primogenito del Excmo Señor D. FRANCISCO DE MELLO, Marques de Tordelaguna.

    Aglaia, nova Thalia, novaEuphrofyne , suum te Mercurium habent, & tuum,ut fic dicam , nomen per Flores comitantür. Vide Patrem, Virtutum omnium, & Civilium & Militarium,exemplar: vide Filias: Patris elegantias referunt. Referunt Matris, veræ Heroïnæ, & ex inclyta VILLENARVM familia ; quæ inter alia lumina hanc Stellam, inter alias delicias hunc Florem habet, ANTONIAM,velut 4%, ur in nomine animi ornamenta æstimemus. Matris igitur imagines Filiæ funt, & multum Patris habent, quasi dicam, multum Floris , multum Mellis. Ipfę, Flores, tam pulchrè dicere in Theatro aufæ , quàm fortiter illein

    Caftris, & in acie agit: totam indutæ Floram (sed Caftam,) totam Venerem (sed Caleftem; ) ut ille Martem. Sic etiam cùm victoriis ejus lætæ applaudunt, plausum vicifsim, five socco humiles, kve cothurno sublimes,promerentur. Quid ni verò applaudant? Expugnatæ compendio Urbes Poliorcetem fuum agnoscunt; & viđi proelio ad Caftelletum hoftes , adhuc gemunt. Dignus Triumphis Fortissimus ille belli Imperator: digni Floribus Triumphi erant. Sed profe&ò quicquid in Musis illis Gratiísque laudo, Flores fuêre. Ego verò dum eximium in his omnibus ingenium tuum suspicio, Illustrisfimum quoque D. GASPAREM CONSTANTINVM DE MELLO; Comitem Assumarium, Excellentissimi Marchionis de Tordelaguna, Fi. lium unicum, tanquàm Florem, veneror : verè Florem, & cui tam elegans ingenii tui opus meritò consecratum eft.Tu quidem tum aliis Scriptis tuis prorsùs amoenis, tum lepidissimo, & maximè tamen serio hoc Dramate oftendis, Scenama , live Comicam, five Tragicam , Sapientiæ proximam effe ; illam apud Gręcos Latinosque in pretio olim habitam, nunc quoque apud Hispanos plenâ laude forêre. Poëma ipfum nonnifi Adonidis hortus eft, Versus Flores, Flos ipfe tų ; HYACINTHI nomine, nisi Gemma dici malis. Flos Apollinis HYACINTHVS eft : & tu Apollinis. In Florem mutaverat HYACINTHVM Apollo; tu Nymphas in Flores; dignus , qui non HYACINTHvs tantùm, fed Apollo, me plaudente, appelleris.

    João Felgar

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