
Foi em 2010, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Antes de iniciar a sua conferência, Jorge Sampaio chamou-me. Para me pedir que não me esquecesse de escrever um texto sobre a Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa.
Também para relembrar o empenho de Jorge Sampaio no diálogo das civilizações, das culturas, das religiões, retomo o texto de então com pequenas alterações.
Era a primeira vez que se celebrava, de 1 a 7 de Fevereiro (2011), a Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa, na sequência de uma Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, tomada por unanimidade no dia 20 de Outubro de 2010 e proclamando a primeira semana de Fevereiro de cada ano a “World Interfaith Harmony Week” (Semana Mundial da Harmonia Inter-Religiosa), semana da harmonia entre todas as religiões, fés e crenças.
A Assembleia Geral fê-lo, lembrando várias resoluções e declarações suas anteriores, todas no sentido da promoção de uma cultura da paz e não-violência, compreensão, harmonia e cooperação inter-religiosa e intercultural, diálogo entre as civilizações, eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação com base na religião ou na crença, louvando múltiplas iniciativas a nível global, regional e local para a mútua compreensão e harmonia inter-religiosa, e reconhecendo, por um lado, a necessidade imperiosa do diálogo entre os diferentes credos e religiões em ordem a uma maior compreensão mútua, harmonia e cooperação entre os povos, e, por outro, que os imperativos morais de todas as religiões, convicções e credos fazem apelo à paz, à tolerância e ao mútuo entendimento.
A Assembleia Geral reafirma que a compreensão mútua e o diálogo inter-religioso “constituem dimensões importantes de uma cultura de paz” e encoraja todos os Estados a apoiar a difusão da mensagem da harmonia e boa vontade inter-religiosa em todas as igrejas, mesquitas, sinagogas, templos e outros lugares de culto durante esta semana, “fundada no amor de Deus e do amor ao próximo ou no amor do bem e do próximo, cada um segundo as suas próprias tradições ou convicções religiosas”.
Na sua mensagem de 1 de Dezembro de 2010 sobre esta Semana, Jorge Sampaio, alto-representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, depois de declarar que a Aliança procura reduzir tensões criadas por divisões culturais que ameaçam a estabilidade e a paz das e entre as comunidades e sociedades, e, por conseguinte, apoiar os esforços dos Estados, da sociedade civil e de outros actores na construção de bases de confiança e respeito entre as diversas comunidades, incluindo as religiões, saudou com entusiasmo esta Resolução das Nações Unidas. “O seu objectivo é abrangente e inclusivo, vinculando as pessoas de todas as religiões, fés e crenças.” Por isso, convidava os membros da Aliança das Civilizações, as organizações da sociedade civil, comunidades religiosas, escolas, universidades a informar-se sobre a iniciativa e a promovê-la.
Penso que o diálogo inter-religioso tem, como aqui tenho sublinhado, vários pressupostos. O primeiro diz que, antes de sermos religiosos ou não, somos seres humanos: une-nos a humanidade comum. Outro pressuposto essencial tem a ver com a laicidade —separação da(s) Igreja(s) e do Estado — e o fim da leitura literal dos textos sagrados das religiões.
Os pilares desse diálogo poderiam sintetizar-se assim: 1. Embora não sejam igualmente verdadeiras, todas as religiões são “reveladas” e contêm verdade. 2. Nenhuma tem a verdade toda, pois todas estão referidas ao Absoluto, mas nenhuma o possui. 3. O fundamentalismo é fruto da ignorância ou da ânsia pelo poder totalitário. De facto, quem é o ser humano, finito, para ter a pretensão de possuir o Fundamento? 4. O diálogo inter-religioso impõe-se pela própria dinâmica religiosa: se nenhuma religião possui a verdade toda, devem todas dialogar e exercer a autocrítica. 5. Os ateus que sabem o que isso quer dizer podem dar um contributo fundamental, já que mais facilmente se apercebem da superstição e inumanidade que as religiões podem transportar.
Há muito tempo que o famoso teólogo Hans Küng tinha prevenido: “Não haverá paz entre as nações sem paz entre as religiões. Não haverá paz entre as religiões sem diálogo entre as religiões. Não haverá diálogo entre as religiões sem critérios éticos globais. Não haverá sobrevivência do nosso planeta sem um ethos (atitude ética) global, um ethos mundial.”
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Escreve de acordo com a antiga ortografia
Artigo publicado no DN | 2 de outubro de 2021
O Senhor Jorge Sampaio, foi um Republicano com a sua intervenção na sociedade e fez o seu papel.
Falam muito das ordens Seraficas, Beneditas, Dominicanas, Franciscanas, Pés descalços, e outras como parte da Católica. Pois eu trago algo diferente da conversa da Igreja Católica, aqui mostra que os Beneditos são Hebraicos, como todas as outras ordens supostamente da Católica e que nunca o foram.
Cristianismo = Judaísmo
Benedictum quod venit regnum patris nofiri David: cujus scilicet restauratio per Melliam futura, & tam diu exspectata , am tandem venit. Vnde quod hic addit Matth. Benedictus qui venit &c. Lucas cxprimit, Benedi&tus qui venit Rex, id cft omni benedictione & prosperitate repleatur Rexiste noster Mellias. Q!’I VENIT , non tamquam feipfum ingerens , sed IN NOMINE DOMINI, id est missus à Deo, & perfonam gerens Dei, vifitantispopulum suum. OSANNA IN ALTIS:IMIS , fupple audistur, ut fit quasi ardens populi cxhortatio ad exclamandum magnis vocibus Oranna Regi suo vel, in , positum est pro , ex , hoc fenfu: Osanna , feu falus ac prosperitas, veniat Rogi nostro divinitus de cælis altislimis. Similis phrasis cft Pfal. 148. v. 1. Laudate Domini’m de colis, lat:detecllm in excelfis, id elt de excelsis : est enim repetitio Hebræis familiaris.
HOSANNA, Benedict US venieNS IN NOMINE DOMINI Rex ile Israelis. Diversimode festivos hosce clamores Evangeliftæ referunt.’ Matthæus: Hosanna Filio David: Benedictus, qui venit in nomine Domini : HoSanila in altisimis. Marcus : Hosanna : Benedi&tus, qui venit in nomine Domini : benedictum quod venit Regnum Patris nofiri David: Hosanna in excelsis. Lucas: Benedictus, qui venit Rex in nomine Domini : pax in cælo & gloria in excelsis. Hoc facile conciliabitur, quia in tanta turba varia verborum gratulantium prolatio procul dubio audita fuit (i). Verba noftri Evangeliftae maximam partem desumta sunt ex Ps. cxvIII.25.
SAVOYE. Sabaudia, Jean Savoye fit son Testament l’an 1327. Guillaume Savoye , Capitaine Chatelain de la Buisiere, fut son fils, qui avoit épousé dés l’an 1821. Françoise de Salvaing , fille d’Aimoner de Salvaing. H. fit son Testament l’an 1643. par lequel il ordonna que cent Prestres aflirteroient à ses Obreques. Il est le bisaycul d’Olivier de Savoye, Sieur de la Chau, fils de David Savoye & d’Izabeau de Morard, fille de Pierre de Morard
Savoie foi sempre uma casa Judaica, sempre, como as casas de França, Saxoniae e Baviera, sempre.
Regum Francorum DAVID BLONDELLvs in libro fub tit. Genealogiac Francicae plenior i affertio; Ducum Sabaudiae s AM. GVICHENON dans l’histoire genealogique de la royale Maison de Savoye; et Comituin Flandriae OLIVARIVS VREDivs in Genealogia Comitum Flandriae praeclare illaftrarunt. Vtinam hifce luminibus quoque vsi effènt, qui Germaniae principum genealogiam ex instituto perpoliuerunt, forfan certiora et meliora de illuftriffimarum Germaniae familiarum increinentis et mutationibus habere. mus. Sed egregia hac in historiae parte quoque fperare ‘licet, poftquam facem aliis luculentissimam praetulit R. P. MARQVARDVS. HERGOT T in Genealogia diplomatica gentis Habs. purgicae, qua potiffimum vera auguftiffimae huius gentis exordia ex diplomatibus summa cum cura eruit et illuftrauit.
Com certeza que devem defender e divulgar a Religião Judaica, a Católica está sempre em conflito interno com problemas de pedofilia com 3200 sacerdotes em França, isto é muito mau, só esta religião da Católica tem estes comportamentos.
Devem os Senhores do CNC defender e divulgar a religião Judaica, porque esta voltará no próximo tempo da Monarquia.
João Felgar