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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  


121. TRABALHAR A FELICIDADE

Para Aristóteles o homem é um ser social, sendo a procura da felicidade a finalidade da vida, só no fim se podendo dizer se fomos felizes.

Há quem diga que a felicidade está nas pequenas coisas, num cheiro apelativo e sedutor matinal, em estados de alma.   

E quem sustente que é uma atividade, não um estado.

Se para uns o trabalho é escravatura, para outros é ser feliz.

Temos de trabalhar a felicidade, num equilíbrio entre interesses pessoais, impessoais e o trabalho, sabido que este, mesmo com amor e gosto, não preenche as nossas necessidades, menos ainda as espirituais.   

Necessário é o meio termo, para fixar o equilíbrio entre o esforço exigível para saber o que é indispensável à maioria das pessoas para serem felizes.

O que exige atividade e esforço, desde a alimentação, a habitação, o amor, reconhecimento e compensação profissional, saúde, respeito de quem e por quem nos rodeia. Para alguns, constituir família e ter descendência. Ou ter interesses por aquilo que não tenha uma importância prática na vida.   

Há interesses à margem das atividades essenciais da nossa vida que nos ajudam a manter o sentido das proporções, que são gratificantes e momentos felizes: uma boa leitura não relacionada com a nossa atividade profissional, ir a jogos, ao cinema, ao teatro, caminhar, correr, atividades e práticas desportivas, artes e cultura em geral. 

Segundo Aristóteles, sem amigos não se alcança a eudemonia, palavra grega que significa felicidade, sendo caso para dizer, exemplificando-o: se grande remédio do mal foi sempre a conversação, idem uma boa conversa a dois.   

 

14.10.22
Joaquim M. M. Patrício

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