Há boas convergências. Nas últimas semanas, Martha Craven Nussbaum (1947), professora de Direito e Ética na Universidade de Chicago, tem estado bem presente neste blogue, como é fácil de verificar pelo arquivo. Primeiro foi Camilo Martins de Oliveira a recordá-la, agora é Teresa Vieira. A filósofa acaba de receber o Prémio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais 2012. Para os nossos leitores, recordamos a obra «Crear Capacidades. Propuestas para el Desarollo Humano» (Paidós, 2012). Defensora do lugar da cultura e das humanidades na Educação moderna, Nussbaum considera que «os estudos humanísticos são fundamentais para a criação e consolidação de um saudável sistema democrático». O tema é atualíssimo, num momento como o atual. Com efeito, a filosofia tem a capacidade única para produzir uma vida examinada e refletida, como fonte de racionalidade e de troca de argumentos. É tempo de compreendermos a importância deste tema, num momento em que a crise económica se torna crise de valores éticos, de responsabilidade e de cultura.