Por vezes, vivo por momentos numa árvore
Encontro exato numa espessura tranquila, numa habitabilidade sossegada
e neste encontro não soçobro a qualquer ausência
antes me reúno com as minhas pátrias
aquelas que muito retiveram
quando uma luz nua lhes explicou as minúcias da alegria
que também passam devagar, muito devagar, tão devagar que as brisas se sossegam
e o vagar é tanto que o tempo se embrulha na sua origem
e o esquecimento que nasce
é tido por amor na festa de uma pura respiração
Ó terras minhas
acessíveis ao poema,
vivas e inocentes,
tanto que as vossas cristalinas águas se entregam a todos,
e a todos reconheces pluralidades delicadas,
encantam-te os diversos rostos
e nupcial é o teu universo pois dizes sim e não
por opção
Teresa Bracinha Vieira