A janela ainda está aberta
é o momento de não sufocar na garganta o que nos liga e nos liberta
Há que reconstruir as casas de fogo onde não ardem os sonhos
onde permanece o amor frágil que ganha o caminho para o desconhecido
sem temer que a sua última palavra seja fraca ou que a leve o vento
Aqui, a janela está aberta também a todas as intempéries
e os sinais, suores da nossa vida, como dizer: ei-los
referência absoluta para criar espaço para mim e para vós
para reviver o ser livre
como todas as forças fraternas
onde a luz é a do encontro
e a unidade íntima e límpida
a do seu estar
Teresa Bracinha Vieira