POÉTICA (II)
Com as lágrimas do tempo
E a cal do meu dia
Eu fiz o cimento
Da minha poesia.
E na perspectiva
Da vida futura
Ergui em carne viva
Sua arquitectura
Não sei bem se é casa
Se é torre ou se é templo:
( Um templo sem Deus)
Mas é grande e clara
Pertence ao seu tempo
– Entrai, irmãos meus !
Rio, 1960
Teresa Vieira
Sec. XX
