Atena
Virgem que por sémen jogado à terra
Lhe nasce filho
Que por seu espírito guerreiro
Nenhum herói se revelaria cambaleante pelo esforço
Antes todos os reforços lhe chegavam
Vindos dos imponentes apelos às forças da natureza
Anunciadas por ela
Poderosíssima Atena!
Deusa guardiã da cidade que é o peito de cada um
Ávida no querer ouvir mais sobre as vitórias
No aproximar-se aos seus adversários que recuavam frouxos
E sempre as oliveiras
Suas escravas nos preparativos às vestes de guerra
Eram testemunho de que combatia a pé
Guardando as quadrigas
Para os regressos das batalhas que lhe aprisionavam
As lágrimas
Atena
Triunfo de uma casta
Que nunca demorou a auxiliar-se
Trocando consigo mesma as novidades favoráveis que trazia
Assim se recompensando em sabedoria e estratégia e arte
Numa quase perigosa agudez de espírito
Mas de uma determinação invulgar
Oferecendo peito e olhos ao seu ideal:
Atenas
M. Teresa Bracinha Vieira
Agosto 2014
