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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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ARTUR RIMBAUD

Artur Rimbaud.JPG

Rimbaud o adolescente que apelou à necessidade de «se ser absolutamente moderno.»

Poeta que escreve o essencial da sua obra entre os 16 e os 19 anos e que se reconheceu na missão que lhe cabia na sua pertença ao que ele chamava de «mundo trespassado».

Nasceu em 1854 e ainda hoje a sua escrita tem o carácter original das visões e o modo como só elas sabem explorar os limites.

Não é vulgar tentar pensar um poeta através dos seus poemas, e, no entanto, é precisamente este o exercício que Yves Bonnefoy ofereceu de Rimbaud fazendo-lhe dialogar escrita e silêncio e vida.

«Para entender Rimbaud leia-se Rimbaud» é a divisa de Bonnefoy.

Artur Rimbaud 2.JPG 

E num saber iniciático lá no alto bem dentro do sótão, conheceu-se mundo e ciências e Oriente e amor de tristes olhos azuis e “um jovem Shakespeare” tudo influenciou de lés a lés, e Paul Verlaine, também num ocioso movimento decadente, terá entrado solícito para a mansão dos pintores passados e futuros e foi ponto assente que muito se viu do quanto basta.

Havia então que estar de partida.

I

Aos dezassete anos, não somos para nos levar a sério.

– Uma bela tarde, fartos das cervejas e limonadas,

Dos cafés barulhentos de lustres rutilantes!

– Acolhemo-nos às tílias verdes junto à estrada.
 

Atenta ao tesouro, encontrei-te Arthur Rimbaud na sequência e na consequência.

E não és o caos! Quanto muito a estupefacção esperou-te cedo e tu, morgado de um céu pardo e parco.

 

Teresa Bracinha Vieira

Dezembro 2014

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