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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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CARTAS DE CAMILO MARIA DE SAROLEA

 

 

     Minha Princesa de mim:

 

   Jerusalém, hoje ocupada pelos israelitas, há muito tem sido motivo de afrontamentos e conflitos, objeto de veneração e desejos de posse, como bem sabes. A cidade do Templo judaico é santa, também, para cristãos e muçulmanos, centro de orações, destino de peregrinações. Para os cristãos assim é, intensamente, desde o século IV.

 

   A sua conquista, em 614, pelos persas será anulada pela reconquista do imperador cristão bizantino Heráclio, catorze anos depois. Mas a expansão islâmica, pela jihad, no Médio Oriente e Norte de África, permitiu a sua ocupação pelo islão e veio dificultar, por vezes com violência persecutória, o seu acesso aos peregrinos da cruz. Lembra-te, todavia, de que o califa Omar, que ocupou a Cidade Santa em 637, respeitou a rotunda do Santo Sepulcro de Cristo, tornando Jerusalém santa também para o Islão, até porque Jesus é profeta maior no Corão.

 

   Carlos Magno conseguiu, no século IX, autorização dos califas para as visitas de cristãos peregrinos e, mesmo, para a instalação de mosteiros. Mas o advento do califado Fatimita, que ocupou Jerusalém em 965, estragou tudo, já que o califa Al-Haquim, fanático e perseguidor de judeus e cristãos, destruiu, em 1009, aqueles lugares santos. Seguiu-se um período de exclusão dos cristãos, até 1054, ano em que o imperador bizantino conseguiu um acordo com o califa fatimita da altura, acordo em que, inclusive, se previa a reconstrução da Rotunda. Mas o triunfo dos Turcos Selêucidas voltou a trazer perseguições e a impedir peregrinações, massacrando os participantes. Até que Godofredo de Bulhão, com seus cruzados (a primeira cruzada fora lançada pelo papa Urbano II em 1095), a conquista em 1099.

 

   Nasce então o reino cristão de Jerusalém, que terá de ser defendido. Tal como deverão ser protegidos, no seu caminho para lá, os fiéis cristãos que, tendo atravessado o Mediterrâneo, por terra vão chegar ao Santo Sepulcro. Em 1118, nove nobres cavaleiros francos decidem consagrar as suas vidas a essa tarefa de proteção dos peregrinos e congregam-se numa milícia a que chamam Cavaleiros Pobres de Cristo. Serão, no reinado de Balduíno II de Jerusalém, apelidados Templários ou Cavaleiros do Templo, depois de o rei lhes ter cedido, para residência na Cidade Santa, parte do seu palácio do Templo. Apoiados por São Bernardo de Claraval, o grande reformador cisterciense, distinguiram-se entre as ordens religiosas militares. 

 

   Escreve aquele abade no seu De laude novae militiae (1130):
Os Templários vivem sem nada terem de seu, nem sequer vontade própria. Vestidos com simplicidade e cobertos de poeira, têm o rosto queimado pelos ardores do sol, olhar brioso e severo; quando o combate se aproxima, armam-se de fé por dentro e de ferro por fora; as suas armas são seus únicos ornamentos; delas se servem com coragem no meio dos maiores perigos, sem temerem o número nem a força dos Bárbaros: toda sua confiança está no Senhor Deus dos Exércitos; e combatendo pela Sua causa, procuram uma vitória certa ou uma morte santa e honrosa. Ó feliz modo de vida, no qual se pode esperar a morte sem medo, desejá-la com alegria, recebê-la com segurança!

 

   Não esqueças, Princesa, que os templários cedo desempenharam também um papel reconhecido na reconquista cristã da Península Ibérica, tal como os monges de Cister no povoamento de Portugal, onde os seus grandes mosteiros foram centros promotores da colonização agrícola do território. As terras geridas pelo de Alcobaça, por exemplo, estendiam-se por cerca de 45 mil hectares! E o território confiado à proteção permanente dos Templários cobria, tal como as atribuídas a outras ordens de cavalaria, parte considerável do território nacional em consolidação, situando-se os principais castelos da Ordem do Templo em Tomar, Castelo Branco, Soure e Almourol. A presença dessas ordens militares e suas fortificações na Península Ibérica justifica-se pelas guerras da Reconquista, aliás vistas como cruzadas. Mas – até 1291, quando, a 28 de Maio, cai a cidadela cristã de São João d´Acre – o centro da vida templária era a Palestina, muito embora continuassem em França as suas raízes, e em Paris a sua casa principal, que desde o século XII recolhia depósitos das finanças reais. Aliás, voltarei a falar-te nisto, quando nos debruçarmos sobre a queda em desgraça e extinção da Ordem do Templo…

 

   Por hoje, recorro a La Vie des Templiers (Paris, Gallimard, 1974), de Marion Melville, com vários testemunhos coevos da vida dos cavaleiros em Jerusalém, por me parecer interessante “entrarmos” naquele ambiente:

«Entre as muralhas de Jerusalém e a Porta Dourada encontra-se o Templo. Há aí um espaço mais comprido do que um grande traço de seta, e com a largura de um lançamento de pedra, e daí se chega ao Templo. Esse espaço é lajeado e, passando o seu portal, encontra-se à esquerda o Templo de Salomão, onde moravam os Templários». Do terreiro sobem degraus até à Cúpula do Rochedo, o Templum Domini, onde os cavaleiros passeavam nas horas de lazer. O Templo era uma cidade na cidade, uma fortaleza na fortaleza. «À direita, do lado meridiano, encontra-se o palácio que dizem ter sido construído por Salomão. Nesse palácio ou edifício, vê-se uma cavalariça de tão maravilhosa e grande capacidade, que pode abrigar mais de dois mil cavalos ou mil e quinhentos camelos. Os cavaleiros do Templo têm muitos edifícios atinentes ao palácio, largos e amplos, com uma igreja nova e magnífica, que ainda não estava acabada quando a visitei» […] O refeitório a que os judeus insistiam em chamar palácio era uma vasta sala abobadada e com colunas. Os muros estavam ornamentados com troféus de armas, desses que os Templários usam para decorar as igrejas: espadas, elmos forrados a damasco, escudos pintados, cotas de malha dourada tomadas ao inimigo. Os escudeiros arrumavam as mesas ao longo das paredes e cobriam-nas de toalhas de pano antes das refeições; os primeiros a chegar sentavam-se de costas para a parede, os outros à frente deles. Só o mestre e o capelão do convento tinham direito a lugares reservados. Juncavam-se as lajes de canas, como em todos os castelos, e apesar da proibição de os Templários caçarem, não faltavam cães deitados debaixo das mesas – e gatos também – sendo proibido dar-lhes os restos destinados aos pobres… Segundo João de Wirtzburg, «a casa do Templo dá esmolas suficientemente grandes aos fiéis de Cristo e aos pobres, mas nem chega ao décimo do que dá o Hospital». Todavia a caridade do Templo era grande e feita com muita cortesia. «E ainda é mandamento da casa que os irmãos, quando são servidos de carne ou de queijo, que cortem a sua peça de tal maneira que chegue para eles e fique a mesma bela e inteira tanto quanto possível… E assim se estipulou para que a peça fosse mais honrosa para ser dada a qualquer pobre envergonhado, e fosse mais honroso para o pobre aceitá-la». 

 

   Poderá soar-nos basto medievo este mandamento, que nos remete para um sentimento de honra eivada de brio. Mas não esqueçamos a sua inspiração cristã, essa boa novidade que foi a afirmação da igualdade intrínseca de todos os seres humanos, pois todos têm a mesma dignidade aos olhos de Deus. E nesse seu fundamental princípio assenta o dever – e a graça – do respeito mútuo, sem o qual não é possível haver caridade. Nem tampouco, dizemos nós hoje, democracia e justiça. Deixo-te, Princesa, a meditar nisto até à próxima carta…

 

     Camilo Maria

 

 

Camilo Martins de Oliveira

 

 

3 comentários sobre “CARTAS DE CAMILO MARIA DE SAROLEA

  1. “Serão, no reinado de Balduíno II de Jerusalém, apelidados Templários ou Cavaleiros do Templo, depois de o rei lhes ter cedido, para residência na Cidade Santa, parte do seu palácio do Templo. Apoiados por São Bernardo de Claraval, o grande reformador cisterciense, distinguiram-se entre as ordens religiosas militares”

    Eu não entendo onde vão beber esta informação, não entendo. O senhor São Bernardo de Claraval não existiu como membro da ordem de Cister, mas os portugueses, tem um hábito tão feio em inventar coisas.

    Registo 1 – pagina 366 – Analecta Monumenta Tomo VIII – Dom Francisco Arnouldo e tem como sobrenome Felgerum como sucessor de Conradus. – 1620

    Ciftercienfis Conradus, cujus fupra meminimus, a Sede Apoftolica misefus ad Valdemarum Daniæ regem, ipfi imperii jura offerr. Ille Frederici potcntiam veritus obic latum imperium refpuit, relicta Dania Frisian adiit, Abbatem Felgerum vetere amicitia no. tum in via falutat. Hinc Thuringiam profe&tus Lantgravio Henrico id ipfum, quod Palo demaro repræsentat. Hic imperii haberras are ripit , Abbas ex intoxicata chlamyde ipfi ab Henrico dono dara periit. Cunradus patri Freederico in Imperio fuccedie.

    Registo 2 – Dux Lotharingia do Marchio – des Princes de la Maison de Habsbourg , selon l’Auteur de l’Abbaye de Mury en Suisse. GONTRAN le Riche, Comte d’Altembourg, Chez A. LE SEURE, Imprimeur Ordinaire du Roy , proche la Paroille S. Sébastien , à l’Image S. Jean l’Evangélite. MDCCX LV I. Avec Approbation & Privilége. – nesta casa temos Felgarum ou Felgar como seu sucessor.

    ad request am Cartha Fundationis Abbatiæ Clari-loci , matris mee Domine Bertha filie Friderici impe Ord. Cister. hîc t. 2. Ego Matthæus Dux eo peratoris, & fratrum meorum Theoderici electi Marchio Lotharingie , cum uxore mea Ducißa Metenfis Episcopi, Friderici & Matthæi, ac soBertha, & filiis meis Matthæo atque Friderico, roris mea Aleidis Comitiße Burgundia , uedi pro cum cæteris, & fratre meo Roberto , dedi Deo salute anima patris mei Domini Matthæi , Co. & B. Virgini Maria locum illum, &c. an. 1159. Ici t. 2. Vide.Vignier , p. 120.

    Registo 3 – CHRISTIANA, IN PROVINCIAS ECCLESIASTICAS DISTRIBUT A; QUA SERIES ET HISTORIA ARCHIEPISCOPORUM, EPISCOPORUM FRANCIÆ VICINARUMQUE DITIONUM
    – M. D C C X V I. – 1776 – não falam em São Bernardo de Claraval.

    Fala se de Cister desde o seu princípio na pagina 69, 147, 181, 737, 1113, um exemplo, fala em S. Bernardo mas não é Claraval, não. E isto é referente a França (Gallia)

    VII. ibidi originem traxit a Cadunio , antequam abbatia 1139. Bernardus de Cambarez, & uxor ejus hæc Cisterciensi familiæ se se tradidiffet. Hinc Beatrix, dant tertiam partem mansi de Noers. ab exordio Ardorellenses regulam S. Benedicti II. Guiraldus I. seu Geraldus anno 1145. amplexi sunt, nulla societate juncti cum Cister memoratur in charta Guillelmi Raimundi mo ciensi familia & congregatione, ut palam fiet nasterio concedentis quidquid habebat in Villan quæ infra de Fulcone I. abbate fumus nova. Recenfetur etiam an. 1147. dicturi. III. Johannes I. an. 1148. obedientiam ju Pro fundatoribus habentur Cæcilia viceco fat Rigaldo episcopo Albiensi. mitissa a , Bernardus Attonis vicecomes, & Ro IV. Guillelmus I. cui anno 11s1. Arnaldus Vide char. Cassete o gerius eorum filius, in quorum & Bertrandi AlBernardi , & Bernardus Arnaudi de MonteV.pag.i4. biensis episcopi manus Petrus Raimundi & Guil rotundo filii Pontii Bernardi donant totum holermus, & Raimundus Bonus-homo , & Guil norem quem habebant de Arnaudero , & holabertus pro amore Dei , &c. dederunt in ne norem de Monte-falcone, & honorem de Vermore de Ardorello ad allodium, quidquid opus deto. fuerit monachis &c. an. 1124. & ii quidem pro V. Johannes II. 1155. excipit donum Gir insignioribus benefactoribus habendi sunt. His berti de Bretas.

    Eu não entendo os historiadores portugueses, como conseguem ler S. Bernardo de Claraval, mais um milagre !!

  2. Fala em Templários no qual a Igreja Católica assassinou grande parte dos Templários, era bom descobrir porquê, era, assim os religiosos teriam outra ideia da estrutura da magníssima reverencia da fé, o porquê de os ter eliminado. Mas Jacob o ultimo Grão Mestre dos Templários e mais 60 cavaleiros rumaram a Fez e Marrocos, propriedade de D. Dinis, dos reis de Espanha e Bohémia, e falo de D. Dinis o agricultor que nós já tínhamos Marrocos nessa altura.

    1185 Dijon. – Hugues, duc de Bourgogne, rapporte les contestations qui s’étaient élevées entre les Templiers et Gui de Sombernon au sujet du domaine d’Avosne et de la gagerie qu’y possédait Barnuin de Drée ; l’arrangement qui fut ensuite conclu entre les frères du Temple, Gui de Somberoon et Gautier, son fils.

    Ego Hugo, Dei gratia Burgundię dux et Albonii comes, omnibus notum esse volo quod querela versata fuit inter Templarios et dominum Guidonem de Sumbernun, de omni proprietate quam habebat idem Guido apud Avosnas, et etiam de guageria quam habebat a Barnuino de Drecis; et exinde convenerunt in curia christianitatis, in qua Templariis ecclesiastico jure omnis querela adjudicata est, sicut postea cognitum fuit in curia mea. Fuerunt autem eis testes hii in curia christianitatis : Arnaudus, decanus Casnethi; Regnaudus de Verneto; Petrus li Bornex, de Granceio.

    Eadem querela postea versata fuit inter predictum Guidonem et Galterium filium ejus et Templarios; et Templarii de eadem querela impetraverunt et optinuerunt in curia mea. Testes sunt hii : Dominicus Poloz ; Regnerius d’Iz, presbiteri; Hugo de Monte Sancti Johannis; Viardus Moroiers ; Reignaudus de Verneto. Factum est istud anno ab incarnatione Domini Mo Co octogesimo V°.

    Neste texto falam de Albonii e Guido, é o pai de Felgar ou Falgar ou Falgario ou Walgario, mas isto não interessa para nada. Neste texto abaixo, a ordem de São João é o filho primogénito de D. Dinis e todos eles tinham um sobrenome que não interessa também para nada.

    João Felgar

  3. Era bom saber porquê é que os Templários foram banidos da Igreja Católica, porquê ? a cobiça pela riqueza era muito maior que a Fé, mas vai se entender os Homens da Fé !

    Templarios nom virem aa Ordem de S. Johaõ, ha quaalfe nom podia ajuntar , e encorporar feem grande perjuizo delRey,e do Regno de Portugal Fidalgo da Casa Real, e Chronista Môr do Reyno.
    FIELMENTE COPIADA DO SEU ORIGINAL, Que le conserva no Archivo Real da Torre do Tombo. Na Officina FERREYRIAN A. M.DCC. XXIX.
    Com todas as licenças necesarias.

    E durando has pendenças deste injuto, e torpe requerimento delRey, que ho Papa nunqua quiz outorgar, acóteceo que hum Prior de Monte Falcaó de Toloza, que era deta Ordem, e Religiaõ dos Templarios homem perverfo, e maao, que por feus erros, e grandes crimes jazia prezo em Pariz, condenado por fentença ha carcere perpetuo, e com elle outro chamado homem cheyo -de todalas maldades, e treyçoens, hos quaaes ambos por feerem de muy malinos eípiritos, por tentarem alguñ caminho de fua deliberaçaõ notificaram, e certificaram ha certos oficiaaes delRey de Frãga, ho quaal sabiam seer Reygrande tirano, e fobre todolos homens .mais cobiçofo, que ho Metre,Cómendadores, e Freyres da Ordem do Templo, eram todos Ereges, e culpados em tam abominaveis crimes,que por inquiriçaólogofe provariam por hos quaaes ha Ordem devia feer desfeyta, e ElRey aver pera fua Coroa toda fua fazenda, que em França era muita. Ha quaal couza fignificada ElRey elle movido mais de cobiça, que por guardar verdade, nem fazerjuftiça requereo aho Papa,eho inclinou maliciosamente, que desfizeffe eta Ordem cheya de muitos erros, e ofenfas que lhe apontou,ha que o Papa feguundofe diz, pelo afrouxar da promefa do Papa Bonifacio, com que ho apertasa logo fatisfez, porque fem fazer muito exame, nem ver has certas provas que fe requeriam ácerca do que contra hos Templarios fe dizia, nem (e guardar alguÚa ordem de direyto juizo foram em França todos prezos,e feusbeens tomados, e ElRey hos apropriou logo aasua Coroa, e affihonotificou logo aho | Papa, e mandou por fuas Bullas que affi ho fizeffem todolos outros Rex, e Principes Chritaãos em cujos Regnos, e Senhorios avia ha die éta Religiaõ, e foy logo prezo em Pariz ho Meftre do Templo, que era huň homem por linhagem, e autoridade de muy principaal devaçaõ, e avia nome Jacobo, e com elle feffenta nobres Cavalleyros da dicta Ordem, contra hos quaaes ‘por artigos formados (e poz: Que aho tempo de fua profia5 que todos faziaõ fecreta, co/piaõ em Chfio Crucificado, e que indiflintamente, e feem efcuxa, e com efpecialidades feyas, e muy deshonetas, uzavam antre /y do abominavel peccado de contra natura, e que juravam que jufta, einjuftamente fempre a/i ajudariaö, e confervariaö ha dičia Ordem , e que elles Templarios como tredores daTeerra,e Caza Jāčiaforam cauza de fe perder corrutos de dadivas pelos infieis…

    …e foy logo prezo em Pariz ho Meftre do Templo, que era huň homem por linhagem, e autoridade de muy principaal devaçaõ, e avia nome Jacobo…

    O Jacob era de Limburg era do mesmo sangue de D. Afonso Henriques, D. Dinis, eram Judeus

    Aqui nestes registos, não falam em S. Bernardo de Claraval, mais um milagre dos nossos historiadores, sinceramente.

    João Felgar

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