
E sobre que delícias e certezas
Ninguém compreendia
Mas sabiam que a memória desconhecida
Faria melhor do que a esperança
E a vida
Com sementes ao vento
E sem cuidar o mal
Enrolar-se-ia
Na bola de cristal
Que reuniria o olhar e o pensar
Unindo desejo e despertar
Para lá do gradeamento
Profundo
E o tempo desanuviado e resplandecente
Caule de luz, delicia, certeza
A entrar na história
Sussurro
Lá onde se guardam os dias
Entre tantos pássaros
Que hão-de vir
Para que o seu cantar escoe o medo
E este
Sorridente e renascido
Num alvorecer
De Primavera
Teresa Bracinha Vieira
Dezembro 2017