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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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A FORÇA DO ATO CRIADOR

 

A necessária contemplação da arte.

 

No livro ‘Glittering Images. A Journey Through Art From Egypt to Star Wars.‘ Camille Paglia escreve que a arte é a constante relação entre o ideal e o real. 

 

‘Modern life is a sea of images. Culture in the developed world is now largely defined by all-pervasive mass media and slavishly monitored personal electronic devices. The exhilarating expansion of instant global communication has liberated a host of individual voices but paradoxically threatened to overwhelm individuality itself.‘, Camille Paglia

 

O homem atual vive num mar de imagens e Paglia anseia por uma reaprendizagem, por uma nova maneira de ver – só assim se poderá adquirir uma base estável, uma identidade sólida e uma direção de vida. 

 

Paglia acredita que através da contemplação da arte o homem poderá ser resgatado do fluxo torrencial de imagens cintilantes, sedutoras, viciantes e ilusórias. A contemplação da arte requer uma perceção firme e estável e reclama a presença de todos os sentidos do ser humano reedificando-os.

 

A arte é uma relação trina entre a mão, a razão e o espírito. A arte tem a capacidade de relacionar o homem com o mundo dos desejos materiais, o homem com a natureza e com todo o universo e o homem com a dimensão espiritual que transcende a vida.

 

Art uses and speaks to the senses.’, C. Paglia

 

A arte é física e tangível mas também é a fronteira delicada entre o visível e o invisível. Porém, segundo Paglia, para que a arte não corra o perigo de se marginalizar, tem de tentar manter um diálogo aberto, contínuo e persistente com aquele que a contempla – de modo a promover o encontro com o sentido da vida e não a sua subversão. Isto porque a arte tem essa ativa capacidade de conter um vasto sistema de símbolos que contêm verdades profundas acerca da existência humana.

 

Ana Ruepp

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