auto_stories

Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

news

Subscrever por e-mail

Receberá apenas novas publicações - no máximo, um e-mail por dia.

30 BOAS RAZÕES PARA PORTUGAL

 

(XIV) D. SEBASTIÃO E O SEBASTIANISMO

 

O mito sebastianista corresponde a um delírio, sentimentalmente verdadeiro embora racionalmente falso. Miguel Real tem razão. Assim, o sebastianismo constitui uma espécie de motor ético dos portugueses, forçando-os “a acreditarem dever ser o futuro melhor do que o presente, mesmo que para tal se sintam obrigados a fugir da medíocre elite portuguesa, que do país se apodera como coutada sua…” (“Nova Teoria do Sebastianismo”, D. Quixote, 2014). Contra o conselho dos mais avisados, D. Sebastião sentiu-se motivado pelo sucesso de Lepanto e envolveu-se numa questão dinástica no reino de Marrocos. O resultado foi um desastre, tanto maior quanto não havia descendente que lhe sucedesse em Portugal – com três reis mortos e um reino momentaneamente pedido. Não houve avisada prudência e a nação ficou órfã. E a loucura gerou um mito. Eduardo Lourenço, no prefácio a “Origens do Sebastianismo” de Costa Lobo (1909), lembra o sentido crítico de António Sérgio, em justa demarcação do saudosismo sebastianista, pouco conforme com as suas preocupações de lançar para o tempo atual as bases de uma autêntica reforma de mentalidades. Tratava-se sergianamente de combater a generalização perniciosa justificativa de uma acomodação sentimentalista. Se Oliveira Martins considerou o sebastianismo uma “prova póstuma da nacionalidade”, haveria que compreender que «do que era um fenómeno extravagante ou uma aberração sem lugar no discurso histórico”, nasceu um «mito cultural de ressonância incomparável». O que estaria em causa no caso português era uma “decadência inconformada consigo mesma”, assumida após um momento dramático em que um passado glorioso deu lugar a uma humilhação incompreensível nas areias de Marrocos e depois a uma “Corte na Aldeia”, recriada por Rodrigues Lobo. E assim o sebastianismo tornou-se “o epílogo, e a manifestação mais palpável do espírito nacional”, (…) “embebido na imaginação” e “nutrido pelo conhecimento da decadência nacional e pela recordação e saudades de tempos mais felizes”. O episódio pode comparar-se a uma espécie de cativeiro da Babilónia, visto como um «avatar delirante», mas mais do que isso como símbolo de uma história que alterna momentos gloriosos e decadentes, em que a fatalidade e a vontade se entrecruzam e se alimentam mutuamente. Vinha à memória a analogia entre o messianismo judaico e a ideia nacional de um império futuro. E Eduardo Lourenço liga o mito cultural de Alcácer Quibir a uma «estrutura de ausência», vista como corolário do tempo em que substancialmente perdemos a independência, ainda que juridicamente tal nunca se tenha consumado verdadeiramente na Monarquia Dual, mesmo que o império do Oriente tenha sofrido dramaticamente por força da expansão holandesa. E Portugal fica «ausente de si mesmo e esperando-se nessa ausência». Só quando o Conde Duque de Olivares teve a tentação unificadora peninsular, a revolta tornou-se inexorável, com apoio francês no desenrolar da Guerra dos Trinta Anos. Indagador dos mitos nacionais, Eduardo Lourenço demarca-se das leituras negativistas e fatalistas, considerando, como Oliveira Martins, que a «estrutura de ausência» não podia confundir-se com uma incapacidade de espera. Veja-se como Garrett trata dos temas da ausência e da espera em “Frei Luís de Sousa”. O sebastianismo, como mito, é um sonho e uma vaga esperança messiânica. E neste ponto o ensaísta contemporâneo não pôde deixar de se cruzar com Fernando Pessoa, poeta que pensa no mito como impulso libertador. Estamos perante um «mito», mas não diante de uma ideia transcendente ou religiosa. É o «herói simbólico» que encontramos – na tradição do ciclo bretão, do rei Artur e dos cavaleiros da Távola Redonda (também ele viria de Avalon numa manhã de nevoeiro) ou de Amadis de Gaula. Contra o fatalismo, ressurge a nação como vontade, na expressão de Alexandre Herculano – vontade temperada pela índole coletiva. Sampaio Bruno preferiu procurar uma significação metafísica, Teixeira de Pascoaes ligou o sebastianismo à saudade lusíada (lembrança e desejo, segundo Duarte Nunes do Leão) e Costa Lobo ancorou nas razões históricas as repercussões do cativeiro – desde as Cortes de Tomar (1581) até ao Primeiro de Dezembro de 1640. Eduardo Lourenço, como Sérgio, chega ao século XX e longe de qualquer tentação ilusória, diz-nos que «o Portugal – D. Sebastião de Pessoa é todo-o-mundo-e-ninguém com ele Pessoa – D. Sebastião é ninguém-e-todo-o-mundo, um e outro, a “eterna criança que há de vir”, aquele que morre como particularidade nacional ou pessoal, para ser tudo em todos, exemplo de um mundo e de uma personalidade sem limites nem fim». Lembramo-nos do “Auto da Lusitânia” de Gil Vicente. Deste modo, o autor de «A Nau de Ícaro» faz um retrato fulgurante da mitologia portuguesa, na linha da sua psicanálise mítica do destino português. “Louco, sim, louco, porque quis grandeza / Que a sorte a não dá”… Para o Padre António Vieira o que estaria em causa era um império sobrenatural, capaz de superar os «fumos da Índia» e as fragilidades que conduziram a Alcácer Quibir. «Assim o que começou como um sonho de um Império redivivo termina com Pessoa em Império de sonho».

 

GOM

 >> 30 Boas Razões para Portugal no Facebook

 

6 comentários sobre “30 BOAS RAZÕES PARA PORTUGAL

  1. Os reis Portugueses tinham a obrigação em defender a família, muitos portugueses não entendem esta minha observação, Marrocos e Fez, pertencia nos pela Baviera e Saxónia. Nós tivemos reis judeus desde 1195 a 1725, família de sangue aos reis Portugueses até D. João V, Espanhóis até Carlos II de Espanha.

    Se é mito ou não, era a nossa função em defender o nosso território e não falo somente dos reis, falo de todos os portugueses e espanhóis que ajudaram a manter esses territórios, morreram muitos incógnitos e eu devo relembrar todos esses portugueses y espanhóis que anonimamente deram a esperança a Portugal y Espanha.

    Eu falo assim Senhor Oliveira, porque me sinto português y espanhol de coração. O ensino que todos nós tivemos foi de desconfiança perante os nossos vizinhos os Espanhóis, não tem razão para tal, muitos portugueses e muitas famílias ditas portuguesas, nasceram em Espanha, tiveram matrimónios a Portugal. Fomos irmãos até Carlos II de Espanha, fomos a mesma família.

    A esperança está em nós, não estão nós reis que já faleceram, existem herdeiros legítimos dessas imensas gentes ilustres que fizemos Portugal, os reis adolescentes, adultos, foram a maior parte do seu tempo de vida solitários, serviam para ser o representante de uma nação, quanta solidão estes reis tiveram, pensem nisto !

    Os reis que faleceram, não voltam em nevoeiros. Se Ele voltar, será preciso mudar muita coisa, é preciso terem consciência que o património da Realeza Portuguesa, não deve ficar em gente que não tem direito, não tem sangue nem de nobreza portuguesa.

    Eu comentei a um representante do Estado Português, relativo à casa de Bragança, estando nós numa Republica, que fazia bom gosto e era de bom tom, que o Sr. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, ficasse com essa representatividade vitalícia em nome de sua família, prefiro que fique em nome deste Senhor, estando numa Republica.

    Não sou republicano, mas o Homem, é uma pessoa simples, não tem grandezas, a família deste Senhor é da Nobreza Portuguesa e faço muito gosto que fique ao cuidado deste Senhor essa casa de Bragança.

    As Instituições Portuguesas devem respeitar a nossa cultura da monarquia, não deixar que outros ocupem lugares, património de todos os portugueses, falo de património de D. Manuel II, da casa de Bragança que deve ficar afeta a qualquer Chefe de Estado Português e não uma personagem com origem caucasiana. (Magnus Magister in fuo Palatio a Turcarum Imperatore in . Salutatus. Fac. de Riduo post, nimirum in ipfo Nativita Bourbon.)

    Portugal veio de Origem de Limburg. Não mintam aos Portugueses, é preciso respeitar a verdade.

    On peut voir différentes opinions sur l’origine de ce prince dans l’Histoire génér. de Portugal , par M. Lequien-Neuville, Paris, 1700, tom. I, p. 70, et mieux encore dans l’ Histoire génér. de Portugal , par M. De La Clede, Paris , 1735, tom. I, p. 157, Volfange, dit-il , ( il devait dire : Wolfgang Lazius) le fait naître à Limbourg. Cette altération de nom n’est pas la seule faute qu’il ait commise. C’est une plus grande méprise encore d’avoir, p. 156, placé le mariage de Henri avec Thérèse sous l’année 1072, cette erreur a déjà été relevée par M. d’Hermilly, traducteur de l’Hist. générale d’Espagne, de Jean de Ferreras, Paris, 1744, tom. III, p. 275, note C – Lazius dans son ouvrage De Gentium aliquot migrationibus a commis de plus graves erreurs encore par rapport au duc Henri, a qui il donne pour frère Adalbert, archevêque de Mayence et pour fils Henri, roi de Portugal et Conrad qu’il dit avoir été le dernier duc de la maison de Limbourg

    HENRICVs primus Comes Limburgicus, post discessum Godofredi, Balduini, & Eustachij, Bulloniensium fratrum & Ducum Lotharingiæ, ab Henrico quarto Imperatore factus est Dux Lotharingiæ,cui postca opem ferens contra Henricum V. filium, ab ipso Henrico filio primùm proscriptus eft,vnà cum eius filio,& deinde reftitutus. Henricvs secundus:Dux Lotharingiæ,& Comes Limburgensis

    João Felgar

  2. Sebastião um mito, uma lenda, já morreu, o povo português gosta de o relembrar, acha que assim vamos ter Portugal novamente. Mas Portugal era também o irmão e tios de Reis Espanhóis, e continha o mesmo sangue, mas aqui em Portugal, vivem muito das saudades do nevoeiro onde supostamente faleceu o Sebastião.

    Portugal, são todos os Portugueses e o Rei era o seu símbolo, mas os Espanhóis aqui ao lado dão mais importância a Sebastião que os Portugueses, é estranho não é ?

    1580 — Freigius: Historia de bello Africano in quo Sebastianus rex periit. Nuremberg 1580

    Historia de bello Africano, in quo Sebastianus, … Portugalliae rex periit … Ex Lusitano sermone primo in Gallicum, inde in Latinum translata per Joannem Thomam Freigium

    Historia
    DE BELLO AFRICANO:

    In quo SEBASTIANVS, SERENISSIMVS PORTVGALLIAE
    Rex, periit ad diem 4. Aug.

    Anno 1578, Vnà cum O’RTV ET FAMILIA REGVM, QVI NOSTRO tempore in illis Africæ regionibus imperium tenuerunt. ExLusitano sermone primò in Gallicum: inde in Latinum translata,
    PER IOANNEM THOMAM

    Eu trago informação dos meus e em latim, os portugueses não tem nada disto e gostam muito de falar do Nevoeiro, quando eu aparecer será de um nevoeiro sem cavalo e sem espada.

  3. Esta informação não existe em Portugal, mas os nossos historiadores precisam de realizar uma reciclagem, porquê é que os Reis Portugueses gostavam tanto de Marrocos ?

    HISTORIA DE CÆDE SE BASTIANI, REGIS LVS ITANIÆ, CAPVT I. DE ORT V ET FAMILIA REGVMMA VRITANIÆ, QUAM HODIE Barbariam vocant: & de causis belli per Sebastianum Regem suscepti. IV $ familie & profapie , qua inter Barbaros hodie regium decus tue. thr, autor o primus in eadem Rex, fuit Maurus quidam Mahometana religionis, nomine. Muleius Mahametus Xequus. Huius pater Muleius Xarifius, cum in patria Mecha , Maurorum princeps (utpote ex damnati o execrandi pseudoprophete Mahometi fanguine & ftirpe ortum ducens ) ha. beretur , immenfam vim pecunia & thefauros ingentes accumulavit. Is fomnio nefcio quo motus, occafionem e sua patrin á familia demigrandi, & fe nna cum suis rebus in Africam conferendi arripuit. Itagut, quod fecum constituerat , in effestum deduceret : Mecha cum unico , quem modo diximus, filio egrefusie tota Ægypto, Africas 2 3 7

    CA P. VII. DE CAVSIS, QV AE MOVE RY NT REGEM SÉBASTIAN V M , VT Muleio Mahameto ftuderet: deque legatis eius & apparatu ad bellum: denique de regis Marocenfis quoque apparatu ad idem bel
    lum,

    (Vm Rex Sebastianus natura ad armorum amorem propenfißimus effet , nullam aliam + voluptatem , quam è bellicis rebus quærebat:qua etiam superioribus annis eum Tingim trajicere coëgit,eo animo ut Barbariam in fuam poteftatem # redigeret , fed irrito conatu. Nam Muleius Mahametus (ut fupra diximus ) bis sibi à Lusitano oblatas fuppetias inani stultag confidentia repudiarat: Sed cum Lufitanus hoc temporis articuto Manritani regis literis fuum auxilium implorari cerneret : fibi cúpido laudis, cà imperii ac rem ## ligionis propagande studioso, occafionem optatißi mam , quä diuturnum fuum defiderium explere a poffet , offerri gavifus est. Itag, legatos Muleii die Mahameti in Lufitaniam appulsos, magnificè excepit, omnium quorum caufa venerant , compotes fecit : literas quin etiam ad Mahametun fcripfit: operam fuam ; auxilium , gratiam obtulit: in paternam regnum reftitutionem promisit: nullo ex ipsius confiliariis ant proceribus magno perè refragante. Et potuit hac caufa effe eius con?? venti, quo inter fe ambo reges Catholicus & Luftanus Guadalupee urbe Caftilic anno 1570. collocuti sunt. vbi Catholicus id summo studio egit, ut Lusitanum à tali conatu & incepto deterreret: aut fi pertenderet , nec à proposito deduci posset,ut bonis aufpiciis negotium susciperet , rebus omnibus neceffariis ad id optimè comparatis

    . Sed cum Lafitanus nullo pacto de sententia dimoveri poffet, rediit domum: quò mox Catholicus legatos quogs suos eadem , quæ ipfe præfens cum Lusitano egerat, a&turos misit. Rex enim catholicus non ignorabat,quibus viribus,quas potentia rexBarbarus prestaret, á quàm peritus rerum ac exercitatus to fortis effet:quantum.etiam apparatum tanta res requireret , à quo regem Sebastianum turpiter adhuc inopem effe fciebat. Sed Lufitanus conftans in fuscepta femel fententia permanfit: cumg res ad eam expeditionem necessarias para. re inciperet , principio dele&tum militum maximum in suo regno haberi jußit , misitý qui in Germania quing, millia militum confcriberent: literas etiam dedit ad equites aliquos Andalufios , ut veteranos milites evocarent. Adbec magnum numerum tormentorum,armorum, caterarums munitionum comparari commeatum comportari jußit, & ut hæc omnia commodius transpor. tari poffent , in omnibus portubus regni fui naves retineri mandavit. Militum, quos è regno fuo coegit,magnus numerus fuit , fed male instructi, tyrones , illi erant , c ex colonis, rusticis & turba ad bellum parum idonea colletti. Quod verò ad Germanos attinet , is er tyrones o rei militaris

    João Felgar

  4. O Sebastião

    Hispaniae illvstratæ sev rervm vrbivmq(ue) Hispaniæ, Juan de Mariana · 1603
    … die Martii Regem SEBASTIAN VM in infulam certo venturum , prædicebat . … vt , fabro alta voce , regem in ea esse , clamante , promiscue omnes adlicus …

    & decimo die Martii Regem SEBASTIAN VM in infulam certo venturum , prædicebat. Cum autem dies ille cum incredibili populi expe&atione ifluxisset , in alto animaduersa fuit nauis satis magna, cuius conspectus ita vulgi animos commouit, vt, fabro alta voce, regem in ea esse, clamante, promiscue omnes adlicus properarites expectarent, dum SEBASTIANVS adpelleret. Quamuis autem nauis akium cursum teneret, nec insulæ vllo modo appropinquaffet, tamen populus varam il hosen lam opinionem non depofuit: imo fuerunt, qui dicerent è naui tres homines in nauiculam descendisse, & in monasterium Sancti FRANCISCI ingressos else. Adfirma. bant autem tres illos esse regem Sebastianum , Christophorum Tauoram , & Xariffum. * kell Cuius mendacii falsitas,quamuis facile detegi potuiffet, tamen Deus propter peccata huius gentis illud non permisit: imo cum ex vno dubio in aliud decurrerent, quali fato quodam fieri videbatur, vt incerti, & fufpenfi hærerent. Monachi enim Franciscani(quos tamen veritatis amantiores esse decebat) animaduertentes populum putare regem esse in dores illorú monasterio, illú in errore confirmarunt,& rem ita se habere professi sunt. Vt autem hoceo facilius hominibus persuaderent, hinc magnum filentium fimulantes,illincinnuentes fe habere hofpites eximiz dignitatis , petebant commodato (secreto quidem, fed ita tamen vt facile res emanaret,) lectos e serico, vasa argentea, & alia ad fupelle&ilem regiam spectantia. Curabant etiam confici vestimenta, pottas maiori, quam pro more, cura claudebant, & pro concione dicebant, fe illis non vnum, sed duos Reges indige- zo nas exhibituros. & erant, qui quod in mislis pro Sebastiano, & Antonio preces concipiaudirent, existimarent non Sebastianum, sed Antonium efle in monasterio. Neque enim de ipfius discessu Viana , quidquam certi allatum fuerat. Transtulerat ad fe fere totius infulæ imperium Cyprianus Figueredus, ex domesticis Comitis Vimiosii, qui iu Wlut dicis officiofungebatur. Hic, cum Hispanis aduersaretur; & cum monachis consentiret, confilia monachorum adiuuabat, & totos dies in monafterio consumendo, ftolidum vulgus in opinione,quam de presentiaregis conceperát,non mediocriter confirmabat. Inrc. bus ad religionem spectantibus non valde constantes se infulares gerebant. Cum enim propter nimiam licentiam insolentes fierent nonnulli concionatores , & fibi plus audoritatis, quam par erat,arrogarent, promittebãt absolutioné,& multa alia, quæ non erantini- 40 pforü potestate, subobscure innuentes,se de ecclefia noua,suo arbitratu instituenda,cogitare. Quia vero Iesuitæ vel conatibus ipforūsese opponebāt, vel faltē ab ipfis diffentiebant, ianuis omnib. & portis monasterii calce & lateribus obturatis, veluti carceri cuidá inclufifuerant. Porro,quamuis hæ infulæ non omnes Regem pro domino agnoscerent,nccni1 tractu temporis fubigi possent:tamen, quodāmodo bellum confe&ū & Philippus copias fatis numerosas, nec vllum hostem,in quéillas conuerteret, habere videbatur. Et quia iam iter ingressi erát milites Hispani, qui in Belgico stipendia fecerat,& ex Italia in Lolitaniam cõtendebant, vna cũ nonnullis aliis,qui nuper confcripti fuerant, rumor erat, regé exiguo aliquo numero addito, ingentē exercitü cogere nullo negocio posse:&hac de causa Papă, in munere fibi cómiflo vigilantē, denuo vrgere, vt expeditic susciperetur in Angliam,que so sedi Romanęnon parebar:& Regi Philip polliceri, fi ille classem instruere,& ad occupana dam Angliam mittere vellet,se expeditionem adiuturum thefauris Ecclesię,& Cruciatam, contributionem eorum, qui alioquin essentimmunes,& fubfidia conceffurum,gratiamqueipsi facturum millionis auri, quem Rex fedi Romanæ deberet ratione redituum,quos lub nomine depositi perceperat ex Archiepiscopatu Toletano, interim dum Archiepiscopus ab officio suspensus esset.Sed Rex,qui in tam recēti poffeffione Lusitaniæ incolas non du satis pacatos cerneret, existimabat sibi prias res huius regni eõponendas & ftabiliendas esse, quam ad nouam expeditionem animum adplicaret.

    João Felgar

  5. Eu devoro textos em latim, a minha loucura, nunca estudei latim nem grego, mas tenho um gosto pela língua morta, na qual encontro tudo o que quero. Serei algum frade medicante que viveu em algum mosteiro, algum religioso que teve centenas de livros antigos e que são o maior tesouro que possuo. O conhecimento, existiu em tempos um historiador de Ponte de Lima, que tem uma cultura invejável e nesse entretanto isto era em 2012 e o amigo, dizia me, o seu sobrenome é Realeza Portuguesa e encontra em Amesterdão a sua família. Pois eu naquele tempo, não acreditei achei que o homem estava a gozar, mas é verdade.

    Realeza Portuguesa, que importância ! mas os eruditos, os políticos, os magistrados, os militares tem uma inclinação para gente turca de sangue, o que se faz a toda esta ilustre gente com graus académicos com habilitações supra e acreditam numa mentira, o que se faz a esta gente de portugueses iluminados ?

    Falam de 1 Dezembro de 1640, uma data que não existiu para Portugal, não. É uma data com algum significado porque João IV foi rei de Galia (França), Angli (Inglaterra), Belgio (Belgica) desde 1621 a 1640 e acabou por ser rei em Portugal em 1656. Mas o Rei de hoje, vai querer ensinar a muitos Doutores e outras individualidades com graus militares a ter respeito pelo Rei, que nunca o tiveram.

    In Lufitania vero ab anno 1621. ufque ad annum 1640. regnavit prarlaudatus Philippus IV. rex Hifpaniaruin: at anno 1640. Luiitani proprium regem elegerunt Joannem IV. ducem Bragantiae, qui regnavit ufque ad annum 1656. Huic fucçellit Alphonfus VI. mortuus anno 1683. atque Alphonfo Petrus II. qui e vivis migra, vit anno 1706,

    Aqui mostra sem margem para qualquer dúvida, que o Philippe IV de Felgarum ou Felgar reinou no Lusitano de 1640 a 1656.

    PHILIPPO IV. quod non tantas haberet vires, ut vel fubditos rebelles frangere poffet. Hac opportunitate ufi Lufitani A. 164o. die 1. Decembris excuffo Hifpanorum jugo JoANNEM IV. Ducem Bragantiæ fibi Regem elegere. Galli in Belgio, Angli in Indiis ex ruinis Monarchiæ

    Honori Ferdinardi Auftriaci Felgarum Gubernatoris à S. P. Q. Antuerpienfi decreta , & adornata cum figuris & iconibus, à P P. Rubenio, delineatis, & commentario Cafperii Gevartii. Antuerpiæ, à Tulden, 1641. in-fol. atl. v

    Regiæ Philippi IV. ad Marchioncm de Caracena Belgii Hifpanici Gubernatorem;Jus Felgarum circa Buliarum Pontificiarum Receptionem : y el otro : Defenfio Belgarum confra Evocationes , & Peregrina judicia

    Archiducis Alberti Pj Felgarum Principit. Antvertypis Plantin. 1622.4.; Bergue S.J^immoch, Felgarum & Belgicâ

    O mundo é tão pequeno, caros Senhores, tão pequeno e temos gente com capacidades cognitivas e conseguem acreditar numa mentira, estou sem palavras.

    João Felgar

  6. A Igreja Católica Romana e Apostólica, para ficarem em Portugal, não cobrem taxas aos fieis quando vão a Fátima, as pessoas tem Fé, acreditam em algo, mas a Igreja usa a cera para fazer negócio, quando Jesus Cristo esteve num templo e dizia que não se deve fazer negócio em casa de Deus, estes padres e bispos e cardeais, fazem negócio dentro de um templo.

    Não cobrem nada às pessoas que vão a Fátima, não cobrem nada a pessoas que falecem, a morte não pode ser um negócio, não. São seres humanos que morrem e merecem ser sepultados sem pagamento de taxas.

    A Igreja vai ter que repensar o que quer, se é património ou ajudar na Fé, é muito simples.

    João Felgar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *