
Aqui temos referido, com alguma frequência, a atuação decisiva de Garrett na renovação do teatro português e, obviamente, do teatro em Portugal. Reconheça-se entretanto que as duas qualificações não são necessariamente idênticas: mas são conciliatórias e, no caso de Garrett, aplicam-se ambas com total adequação e justificação.
Pois efetivamente Garrett renovou o teatro português e renovou o teatro em Portugal. Não é a mesma coisa, bem sabemos: e os séculos então decorridos não desmarcam a apreciação…
Antes pelo contrário: a Garrett se deve toda a modernização do teatro em Portugal, na sua época sem dúvida, mas abrindo caminhos que, profundamente e sucessivamente renovados a ele devem, também sem dúvida, a criação de um clima que, na época, permitiu mudanças sucessivas…
Nesse sentido, justifica-se amplamente retomarmos a referência aos três textos legais que, a partir de 1836, consagraram a grande reforma concebida e elaborada por Garrett. Já os referimos, mas mais se justifica agora a reevocação. Decorrem de uma iniciativa de Manuel da Silva Passos, que ficou na História como Passos Manoel, então Primeiro Ministro de Dona Maria II.
E assim temos:
Portaria de 28 de setembro de 1836, assinada por Passos Manoel, onde se nomeia Garrett como responsável pela elaboração de “um plano para a fundação e organização de um teatro nacional”: de notar aliás que Passos refere “os distintos talentos, literatura e patriotismo” de Garrett.
Relatório, elaborado e assinado por Garrett, datado de 12 de novembro de 1836, onde se propõe toda uma complexa reforma estrutural e cultural da atividade e criatividade artística do teatro.
Portaria de 15 de novembro de 1836, assinada por D. Maria II e referendada por Passos Manoel, na qual se cria toda a estrutura global da politica de criação do teatro em Portugal, consubstanciada num conjunto vasto de entidades, funções e áreas de intervenção orgânica e criacional.
Pois aí são criadas as seguintes entidades e respetivas funções:
Inspeção Geral de Teatros e Espetáculos Teatrais
Sociedade para a Fundação de um Teatro Nacional
Companhia Nacional de Teatro
Conservatório Geral de Arte Dramática e respetivos Concursos
Legislação para a Proteção dos Direitos Autorais.
Definição legislativa do sistema de subsídios a espetáculos e à atividade teatral em geral.
E é então de sublinhar, como aliás já temos feito, que em “Um Auto de Gil Vicente” peça algo iniciática de 1836, Garrett põe Gil Vicente a elogiar a independência e a liberdade individual. E põe Bernardim Ribeiro a defender esses valores, numa época em que não eram facilmente aceites:
“Desgraçado de quem tocar nesta mão. São duques, são príncipes? Eu sou Bernardim Ribeiro, o trovador, o poeta, que tenho maior coroa que a sua. O cetro com que reino aqui, ganhei-o, não o herdei como eles!”
Ora, é de assinalar que Garrett é exonerado por Costa Cabral em 16 de julho de 1842.
DUARTE IVO CRUZ
“”E é então de sublinhar, como aliás já temos feito, que em “Um Auto de Gil Vicente” peça algo iniciática de 1836, Garrett põe Gil Vicente a elogiar a independência e a liberdade individual. E põe Bernardim Ribeiro a defender esses valores, numa época em que não eram facilmente aceites:
“Desgraçado de quem tocar nesta mão. São duques, são príncipes? Eu sou Bernardim Ribeiro, o trovador, o poeta, que tenho maior coroa que a sua. O cetro com que reino aqui, ganhei-o, não o herdei como eles!””
Concordo com a revolta destas pessoas, existiu muita morte indiscriminada e livre arbítrio, muito autoritarismo de absolutismo com a Igreja a querer voltar ao antigo da Inquisição. Foi tudo muito mau e estou plenamente de acordo com estes comentários, serem principies sem coroa e julgam que são mais que os outros.
“; da Carta Constitucional, em cuja consolidação Yossa Magestade Impetiál se acha tão gloriosaffiente empenhado. Senhor Infante D. Miguel occupa semí còntradieção o primeiro logar entre os criminosos, que se mancharam co ti o vil sopprobrio da traição 3a da rebellião , do perjurio , da Perfidia, e do exterminio da Liberdade da sua Patria; e a usurpação que em mil oito centos e vinte oito’o por “nb Throno, havia já antes sido tens tada por elle a custa d’horrorosos crimes.
No meio da calamidade collocou (a Nação toda a súa esperança em Vossa Magestade imperial. O Governo, que El Rei deixou , era fraco, e não podia resistir a influencia do Sr. Infante D. Miguel, os intrigantes de dentro, e de fóra do Reino, los fanaticos, e.os, adoradores do absolutishio maquinavam aberlamente, e dos sectarios do Senhor Infante D. Miguel muitos se achavam ainda collocados nos mais importantes empregos do Estado: Estava já a tentar-se novo crime de usurpação, quando chegaram ao Tejo as primeiras Ordens de Vossa Magestade Imperial como Rei de Portugal o Sr. Infante D. Miguel seguiu o mesmo caminko, e desgraçadamente a fortuna coroou os esforços do crime. A guerra, civil era necessaria para servir de pretexta á vinda do șr. Infante D. Miguel de Vienna d’Austria: a politica serviu-se do argumento, e o Sr Infante D. Miguel. tomou o partido de protestar obediencia a Vossa, Magestade Imperial, jurou a Carta sem restricção, e livremente, é celebrou os seus, esponsaes, com a Rainha, em quanto de Vienna sabiam emissarios para os rebeldes ein Hespanha, e para dentro das fronteiras de Portugal. (.. Coração de Vassa Magestade Imperial aftligia-se 40 considerar o estado da Nação: as, vistorias das armas constitucionaes cuslavam sangue Portuguez: a Diplomacia representava a Regencia do Sr. lafante D. Miguel, como penhor seguro da paz, da ordem, e da execução da Canta : o Sr, Infante D. Miguel inanifeslava por actos os mais solempęs a sua fidelidade a Vossa Magestade Imperial, e á Rainha, e o seu firme proposito de znanter as Instituições Liberaes. Resolveu Vassa Mageslade Imperial por estes motivos nomea-lo șeu Lagar-Tenente em Portugal até a maioridade da Rainba: veio elle, ratiticou o seu juramento perante a Nação em Cortes, mas impaciente de mostrar sua perlidia, arrojou logo longe de si a nascara da hipocrisia , de que tinha coberto o rosto; quebrou todos os pactos; trahiu todos os deveres; punių a honra com os dester-, ros, com as contiscações, e com os patibulus i premiou a traição; subsa tituiu ás liberdades da sua Patria o mais feroz despotising; esqueceu-se de que era irmão, esposa, e subdito; e ingrato aos beneficios que de Vossa Mageslade Imperial recebey, tirou a Vossa Magęstade Imperial e á Rainha a Corða, que banhou com sangue Portuguez, para melhor se ornar com ella,
Nunca, Senhor, em tão curto espaço de tempo viu o Reino tanto horrores: nos annaes da Historia antiga e moderna não ha exemplo de uma usurpação lão perfida, ou seguida de tantas atrocidades, e de tantos crimes !”
Morreu tantos portugueses, muitas terras foram queimadas, mortes indiscriminadamente pelo partido do Miguel o Bastardo, tanta gente e quando li este livro, fiquei sem palavras, mas hoje andam por ai uns portugueses iluminados que querem novamente colocar o sangue do criminoso à solta no poder.
A coroa maior são as palavras, é o relembrar de toda esta atrocidade, manter vivo esta falta de respeito pela vida humana.
João Felgar
E a vida Humana é muito importante na Democracia, mas como no antigo existiam apoiantes ao principie turcis que usurpa e mata indiscriminadamente, teve também pessoas em lugares de destaque de Senhores que ditavam as Vidas das pessoas e que o apoiaram para a transição da Usurpação.
Prova 1
No meio da calamidade collocou (a Nação toda a súa esperança em Vossa Magestade imperial. O Governo, que El Rei deixou , era fraco, e não podia resistir a influencia do Sr. Infante D. Miguel, os intrigantes de dentro, e de fóra do Reino, los fanaticos, e.os, adoradores do absolutishio maquinavam aberlamente, e dos sectarios do Senhor Infante D. Miguel muitos se achavam ainda collocados nos mais importantes empregos do Estado: Estava já a tentar-se novo crime de usurpação, quando chegaram ao Tejo as primeiras Ordens de Vossa Magestade Imperial como Rei de Portugal, Legitimo Successor de Seu Augusto Pai: com x ellas ganharam apimo, os Portuguezes, fieis, e descoraram os traidores ;
Nesta Republica e democracia, ainda não vi nenhum magistrado do MP apresentar um inquérito ao passado, ainda não vi esses Senhores neste tempo de Republica terem realizado o porquê de a personagem Duarte Pio de Boubon ter usurpado o nome de casa de Bragança e seu património, nunca vi nada, mas contra outros aponta o dedo com tom de acusador e que pretende condenar, só faltava enforcar me.
Portanto as pessoas que apontam o dedo sem provas, num lindo dia que se desmascarar toda esta farsa de gente que nada fez contra a liberdade dos portugueses, acusam indiscriminadamente e depois nada acontece, mas as vidas dessas pessoas ficaram desgraçadas, para eles é o menos importante, o salário recebem no, nada lhes acontece. São Deuses que decidem a vida de outros.
A minha justiça um dia será realizada aquando de um principie sem coroa, mas com as palavras certeiras e nessa eventualidade de termos a monarquia portuguesa, os Magistrados ficam cá, são precisos, outros que apontam o dedo serão todos substituídos por entidades que não só apontem o dedo, como tragam provas e a Judiciária voltará a ter o seu papel de braço direito do Magistrado principal.
Os outros que apontam o dedo acusador, esses serão todos expulsos de Portugal aquando da Monarquia Portuguesa. Isto são opiniões de um cidadão da Republica, é a minha opinião.
São ideias, são fantasias para o processo na eventualidade termos mudança de regime para a Monarquia com liberdade e democracia, mas com direitos iguais para todos os Portugueses, não é só para um lote de gente, que roubam e nada acontece.
Todos fazemos o nosso trabalho uns bem e outros muito mal, mas nada se pode fazer contra certos empregos de Deuses que decidem a vida de outros como se fosse a Inquisição. Um dia acaba essa arrogância, como tudo acaba, a monarquia, a 1 republica, o Estado Novo e com certeza também esta Republica e depois mudar para uma Monarquia, já estarei a sonhar e a fantasiar.
João Felgar