
‘O Raio Verde’ e o encontro com a luz efémera
‘The sun / the gilt and green / bodies / sand, stone / the immensity sea-mountain / nature animal-vegetable / ecology-vegetarian, nonviolent / asceticism-detachment / solitude-the crowd / the meeting / luck-chance / cards-horoscopes / vacations-work.’, Eric Rohmer, rascunho manuscrito dos diálogos de ‘O Raio Verde’.
No filme ‘O Raio Verde’ (1986) de Eric Rohmer, da série ‘Comédias e Provérbios’, apercebemo-nos que os espaços criam em nós ressonâncias. O nosso corpo não é imune ao mundo físico que nos rodeia. E os filmes de Eric Rohmer sublinham a importância das ligações entre espaços e que, em grande medida, muito contribuem para as ligações entre as pessoas: ‘I love the streets, the squares, the shops. Many of my films are based on meetings, and in a city like Paris, there are so many people that they are always somewhat exceptional.’, Eric Rohmer
As ligações estabelecidas dentro da cidade, entre transportes e entre cidades, nos filmes de Rohemr, representam redes de movimento, de entendimento, de conhecimento e de encontro – mas também podem representar mal entendidos e desencontros. Na série das ‘Comédias e Provérbios’, as personagens possuem um desejo imenso e intríseco de se relacionar. Desejam viver um acontecimento extraordinário, querem que algo lhes chegue com grande força – não há medo em colocar em causa uma determinada ordem. E essas mudanças tão desejadas chegam através do espaço do mundo físico exterior. Em ‘O Raio Verde’ Delphine deseja, através da sua intuição e imaginação, ultrapassar a sua solidão durante as suas férias de verão.
Segundo Guy Debord, os espaços tem o poder de modificar o ser humano – porque as reacções físicas e emocionais revelam o seu estado mental, a sua psicogeografia (em 1957, Debord criou um mapa ‘The Naked City’ que divide Paris em dezanove secções, aleatoriamente dispersas, e os utilizadores deste mapa são livres de escolher a sua própria direcção de acordo com um contexto emocional que desejam atribuí-lo). No espaço, certos ângulos e certas perspectivas que se aproximam ou que se afastam, permitem vislumbrar, confirmar ou fragmentar emoções ou comportamentos. A vida vai-se tecendo através dos sitios por onde passamos, através dos espaços onde vivemos, através das pessoas que cruzamos. Somos a membrana que separa o interior único que respira e o exterior físico que nos rodeia.
Quem tiver a sorte de avistar o raio verde (esse raro fenómeno de refracção óptica que acontece num pôr do sol de horizonte plano, limpo e claro), segundo conta Júlio Verne, será capaz de ler todos os seus próprios sentimentos e também os sentimentos dos demais. Na história do filme, Rohmer utiliza um fenómeno físico / geográfico, exterior e não controlável para mudar a vida da sua personagem.
‘É muito difícil separar a força das coisas exteriores e a liberdade que é dada ao indivíduo como destino. Na teologia Deus é considerado sempre um ser completamente livre e eu pergunto mas é completamente livre ou a fatalidade dele é ser livre? (…) As coisas estão intricadas de tal maneira que estamos a separar liberdade, de destino, e talvez não valha a pena – quem quiser pode dizer o meu destino é a minha liberdade. (…) Aquilo que lhe apetece fazer é capaz de ser o correcto.’, Agostinho da Silva em conversa com Isabel Barreno, 1990.
As alterações que acontecem nas nossas vidas não dependem totalmente de nós – há fenómenos inexplicáveis e inalcançáveis que estão fora do nosso controlo. E talvez a ordem/forma do mundo tenha um destino específico para cada um de nós.
O filme de Rohmer explora as deslocações de Delphine, através do acaso, mas sobretudo em busca de uma revelação, em direcção à luz – desde a cidade até ao mar, onde se descobre, ainda que fugazmente, o sentido de tudo. Delphine é de carácter evanescente, efémero, aéreo e infinitésimal. E está empenhada a mudar o seu destino através do movimento da natureza – mas esta pode ser esmagadora e opressora. Delphine confia mais no destino ou na força das coisas exteriores, que na sua própria e individual liberdade e a aparição do raio verde funciona como uma recompensa à sua constância e persistência, por saber esperar pelo momento certo. O momento exacto e efémero do raio clarifica, por instantes as acções e impulsos de Delphine – que finalmente parecem acertadas, justificadas e com sentido. Esse fenómeno geográfico raro permite uma saída, um escape ao impasse onde Delphine se encontra. Delphine procura claridade e lucidez fora de si mesma e por isso a qualquer momento está exposta a voltar a perder-se.
E sendo assim, o filme divide-se entre o vermelho e o verde e é uma osmose perfeita entre a natureza (o mundo físico exterior) e o interior de Delphine. Eric Rohmer, em ‘O Raio Verde’ faz com que o espaço físico funcione como uma força exterior (destino) que muda a vida e a vontade das suas personagens.
Ana Ruepp
“”As alterações que acontecem nas nossas vidas não dependem totalmente de nós – há fenómenos inexplicáveis e inalcançáveis que estão fora do nosso controlo. E talvez a ordem/forma do mundo tenha um destino específico para cada um de nós.””
Concordo plenamente com a sua observação, cada um de nós temos que passar por aquele processo, por mais que nós seja penoso, existe algo misterioso, mas eu não considero que seja mão de Deus, não, eu acho na minha opinião, podem ser almas antigas que nós conduzem por aqueles caminhos.
Eu nunca tive gosto por latim, nem por coisas da história, nem por musicas clássicas, nem de Ópera, por mais que eu, João me afasto destas coisas do passado, volta tudo de volta, irrita me coisas como por exemplo, a expulsão dos Judeus, os atos criminosos da Inquisição, de coisas relativo às casas Reais da Europa, mexe comigo e não há explicação possível.
Por mais que eu leia, deparo me com situações bizarras, a usurpação da coroa Espanhola por Bourbon e Turcis, existe registo dessa época da minha família ser contrária aos Turcos e de termos expulsado os Turcos da Europa, e tenho as mesmas reações que a família Schonenberg de Limburg teve contra Philippe V de Bourbon, que eu tenho a mesma aversão aos Bourbons e Orleans e Vendome Turcos, a mesma reação, é de loucos.
Por carga de água temos nós que seguir este caminho, por mais que me afaste desse processo, fico irritado com os portugueses iluminados pela Santa em apoiarem bastardos à Coroa Portuguesa.
Porquê isto mexe comigo, isto não tem lógica possível, eu tenho tudo relativo as estas famílias, até de famílias que nem as conheço, mas ao lermos no passado encontramos crimes de horrores contra populações e de fato algo existe, é algo que não tenho controlo é o meu caminho.
Quando descubro mais verdades em latim, ligações de matrimónio, eu fico todo arrepiado quando descubro coisas que me vem parar às mãos em latim, já sei de antemão das coisas, eu sei hoje que sou algo muito importante, eu sei, mas nem me atrevo a afirmar. Será a força do criador que comanda a minha vida ?
É esquisito é. Por mais que não pense na Monarquia Portuguesa, ela volta sempre e sempre com mais força e não sei explicar isto.
Queria a vossa Opinião Se faz favor, porque eu não entendo isto !
João Felgar
Eu por mais comente situações, já reparam que trago registos e registos, provas, documentos e porque muitas das situações existentes em Portugal, baseiam se em suposições e nem provavelmente é isto que eu encontro, nas leituras. E nessas situações em vez de ter uma conversa com algum interesse de parte a parte, eu remato a conversa e mostro a realidade dura e crua.
Todos criam fantasias, por mais que digam asneiras eu chego e demonstro por A+B que estão errados, provando. E a conversa termina, eu queria que as pessoas falassem comigo, lá por ser quem seja, falem. Eu tenho questionado aos meus amigos, porquê agora não falas, e dizem eles, tu és uma pessoa importante e devo ficar calado, é de rir.
Eu não era isto, nem pensava nesta coisa da Monarquia, tinha aversão aos betinhos, não queria nada dessas coisas, é chique ter brasão, ter património e sei lá mais o quê, de ser de Cascais e Estoril ser importante, não ligava a nada disto. Nada.
Cada um de nós tem um Caminho a seguir, tem, hoje sei disso, já me contrariei muitas vezes para não seguir nada destas coisas de Reinos e Coroa, por mais que vá contra todos os princípios da normalidade da pessoa, por vivermos numa democracia e liberdade e num regime democrático, isto da Realeza volta sempre.
Não sei porquê tenho que seguir este caminho, por mais que contrarie, volto sempre ao inicio, é complicado.
Respondam me com alguma clareza no discurso
João Felgar
As alterações que acontecem nas nossas vidas não dependem totalmente de nós – há fenómenos inexplicáveis e inalcançáveis que estão fora do nosso controlo. E talvez a ordem/forma do mundo tenha um destino específico para cada um de nós.
Agora vou deixar vos a pensar, isto é muito interessante, nós em duas em duas gerações, as nossas caras repetem se, isto é extraordinário, além disto temos situações de relações de cordialidade com outras famílias de outros nomes e outras famílias que não temos relação possível, temos uma espécie de sexto sentido, que nós alerta para aquelas pessoas, de não serem confiáveis.
Isto é muito interessante a Igreja Católica pela casa Tesseries ou Teixeira, eram estudiosos ao ponto de criaram um estudo muito bem feito, que permitia saber de ante mão qual a família ou nome de casa tinha propensão para ter negócios, outros da arte militar, outros serem religiosos, outros serem Magistrados e assim por ai adiante e este processo vem de França, porque a casa Teixeira ou Texera ou Tessieries, nasceram em França e trago esta casa em latim, tem ligações matrimoniais a Felgar, tem.
Neste processo sabia se que as famílias burguesas que tinham nome de casa menos importante, eram nomes singulares que com o passar do tempo iam cimentando relações de matrimónio e de relações para com o seu senhor. Era assim esta vida, e dentro destes burgueses, existiam pessoas sérias e menos sérias e os Teixeira colocaram esse trabalho em prol da sociedade e excluíam, antecipadamente aqueles que iriam fazer desordem, provocar situações, criar conflitos internos para minar relações.
E quando eu falo com os Teixeira e apresento me como anónimo para ver a reação destas pessoas e quando lhes digo, vocês são isto, aquilo e são… o tal professor disse me, você conhece me de certeza absoluta, eu farto me de rir, e quando eu descrevo a esposa de seu sobrenome que existe hoje na Republica e o Professor Teixeira, diz me assim, você deve ser da minha família.
Neste entretanto eu dou lhe os meus Parabéns de ser quem é e que representa a casa Teixeira, e como este senhor é um estudioso nas genealogias e historiador, facultei lhe toda a genealogia desta família e sua origem em latim, ele fico tão emocionado com ação, diz me o Teixeira, olhe amigo João, eu ando à 40 anos à procura das minhas origens e o você chega aqui e posta me isto. Não tenho palavras.
Portanto este facilitar de contato entre famílias de casas, esta cordialidade manteve se, e tudo relacionado com a mistura do sangue que permite ter uma aproximação de relações.
Agora outros casos que não tivemos relações no passado e tivemos chatices, ou porque eram criminosos, ou porque roubavam ou porque tinham invejas e criavam chatices para criar mal estar.
Na minha vida eu contabilizo uns 100 nomes de famílias que não são sérios, são outra coisa, e na Monarquia Tradicional Liberal, vai haver uma revolução interna nas estruturas do Estado, esta forma de fazer as coisas por fazer e outros viverem às custas de outros, na Monarquia acaba isso. Existem aspetos positivos de António Oliveira Salazar, enquanto gestor, que é o fato dos Militares terem estrutura para sobreviverem, empresas de fardamento, de manutenções de aviões, de estaleiros, e na Minha Monarquia volta o serviço Militar Obrigatório durante 1 ano.
Olvera, vem do 864 da Gasconha, vem desta casa de Faudoas e esta casa vem da Baviera de onde saiu também a casa de Brigantia.
Il élit sa sepulture dans le Monasterc de Grandselve, où il legue cent livres tournois, laiffe quelques sommes aux Eglises de S. Michel., & de $. Laurens de Faudoas pour des ornemens, & donne un dîner aux Freres Mincurs de Toulouse; ce que je reinarque exprés pour montrer que les Obz servanttins de cette ville, qui regardent la Maison de Faudoas pour leur premiere fondatrice, y étoient déja établis. Le teftateur fait un leg à Gaillarde fille de feu Guillaume de Pins Damoiseau, & regle les interests de sa famille contme’il s’cnsuit. « Il reconnoir que la Dame Séguis fon épous se, lui a porté en mariage la somme de 7ooo. lols arnaldois, monoye qui avoit alors cours dans la Gascogne, & que quelques auteurs estiment avoir pris son nom & fon origine, d’un Arnaud Prince des Garçons vivant l’an 864.
João Felgar