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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE RUI LAGE   Caça grossa Entopem o gargalo da tocaespetando o nariz, calcandoesquivo lagarto pateandoossinhos de rato no Édende outra vidaenquanto das élficas orelhassacodem dejectos de sol:duas raposas recém-nascidas.Indiferentes ao milhafree à doninha,em qualquer colo felizesde qualquer leite beberiam.Mas na aldeia,numa porta de estábuloimunda e carunchosao sangue secou no ruivo pêloe na materna cabeça […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE RUI CÓIAS   Nada existe… Nada existe que não tivesse começado.Mesmo na lonjura, decisiva porção iluminada,em territórios despojados de todo o fim, emareais de mares a desaguar desconhecidamente,mais não olhamos senão a extensão do que vimos.Se campos da livónia vão dar a campos da mazúria,se mosaicos amaciam na água de banhos mornos,e além […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE RICARDO TIAGO MOURA   Somar: subtrair Somar: subtrairna cama os diastodos para vera mais: a menossumir um dianão contar: sónão ser: cruzmarcando lugar 2018, CruzesAlambique© Ricardo Tiago Moura To add: to subtract To add: to subtractin bed everyday in order to seefurther: orgone one dayunaccounted: justnot to be: a crossmarking the place © Translated by Ana […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE RICARDO MARQUES   O caminho do tempo Tenta sempre que o passado esteja emtodas as coisas que faças, ainda quetenhas evoluído no único sentido possível:A vida não tolera atrasos nem bruscosavanços, e o bater do segundo é a sua facemais visível. Procura lembrar-te das árvoresque plantaste na vida de alguém, das linhasem que […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE RENATA CORREIA BOTELHO   tu que viste… tu que viste fiordes e corais,que chegaste das palavrassubterrâneas e do que ficapor dizer, que aprendeste o silêncioem várias línguas e atiraste um diaa moeda ao ar para enganara morte, quantos verbosqueres mais para percorreresta narrativa inútil? in Um Circo no Nevoeiro, 2009. you, who saw… […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE RAQUEL NOBRE GUERRA     Com Adília, Sophia e um contemporâneo meupara Miguel-Manso Quando escrevo apanho e desapanho o cabelomas não se vê nada dos traçados de trigoo vento exprime-se de sensação conchiolinacruza-me hiperlírica de alheio sentidoestou curta ribeirinha metida entre astros onde anotoeste sonho de plano egoísta, passo à guia[cavalos persade imaginação […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE PEDRO SENA-LINO   todas as cidades estão ancoradas… todas as cidades estão ancoradas num versoque alguém deixou aceso na boca de um mortohá pedaços de sol que o deitam à distânciade um coração instável sugando a cada passoa morte e as suas levíssimas esquinasconstatações ruínas de estar vivo fiz do livro um corpo […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE PEDRO MEXIA   As gavetas Não deves abrir as gavetasfechadas: por alguma razão as trancaram,e teres descoberto agoraa chave é um acaso que podes ignorar.Dentro das gavetas sabes o que encontras:mentiras. Muitas mentiras de papel,fotografias, objectos.Dentro das gavetas está a imperfeiçãodo mundo, a inalterável imperfeição,a mágoa com que repetidamente te desiludes.As gavetas foram […]

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