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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

AGOSTINHO DA SILVA

  Muito me reprovo e o aprovo tanto quanto outrora aprovei o que hoje me reprovo. Agostinho da Silva   Já várias vezes tentei escrever nesta página acerca da minha admiração profunda pela cultura de Agostinho da Silva. Nunca sei se o que escrevo é o que senti de o ler, de o ouvir e […]

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CARTAS DE CAMILO MARIA DE SAROLEA

  Minha Princesa de mim:      Entre muitos poemas e outros temas, a grande poeta Izumi Shikibu (970-1020?), por cuidar que ia morrer, compôs dois tanka: descobri um deles na antologia Goshuishu, o outro na Shuishu. Esta compilação, que abrange mais poetas, é de 997, anterior à outra, que data de 1086, mas os poemas a […]

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ANTECÂMARA

  Envolvia a ânfora e seu segredo Fonte oculta em que mergulhava A minha mão A minha vida Agora visitante ao mausoléu Onde a tua Para não trair o ritmo transbordante do nosso coração Núbia e ardente se encontrava com a minha E ambas decifravam forças, saberes insuspeitados Espaços-encruzilhadas Danação Incompletude    Teresa Bracinha Vieira

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NO SOPÉ DO MUNDO

  No sopé do mundo Contaram-me uma noite Uma fábula verdadeira Vinha ela dos afagos de uma alma E de uma mão minha laçada à entrada de um deserto. Disse-me o estrangeiro: O teu início Aquele que errou pelo meu peito durante toda a noite Descobriu-me entre duas guerras: A que me impediu que a […]

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E o meu olhar é o das pedras antigas da Sé

   (reformulado poema n.º 27 para Lisboa Capital da Cultura 1994)     Ela arriscou Foi num dia de grande temporal Procurar a pousada onde ele a esperava Dormiram agarrados Ela arriscou Ele teve medo e ela sentiu-o Como pôde escrever um poema de encanto Se era o poema da sua desilusão?    Teresa Bracinha Vieira(1ª […]

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poemas

Das Rosas Todavia (pág. 69)

  Será que o pássaro da vida procura o ninho tal qual o pássaro da morte? Será que a morte tal como a vida tem forma de pássaro? Será que são pássaros diferentes aqueles de que falo ou um único e mutante que se alisa, às vezes, de forma definitiva?           […]

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poemas

A FÚRIA DO TEMPO (páginas 39 e 40)

  A saudade também é um sítio por onde se caminha indomável época da idade dos dias que se esquiva na alma revivendo míticas lembranças desordenando as próprias lágrimas   Quizá nos quedamos fijados en un pensamento pensaándolo para sempre. Puede ser que la eternidade no sea outra cosa.R.JUARROZ   (…) É igualmente uma viagem […]

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poemas

A Nau e os Dias (Páginas iniciais)

                “Ahead of us the sky’s a geyser now. A calm voice talks of cloud yet we feel lost.  Air-pockets jolt our fears and down we go. Travellers, at this point, can only trust.”   Seamus Heaney   Não, não sei a razão de aprisionar. Não sei se é porque […]

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poemas

Das Rosas Todavia (pág. 11)

            Un chant se lève en nous qui n´á connu sa source et qui n’aura d’estuaire dans la mort. Saint- John Perse                   Agora resta a loucura de pôr os pensamentos por escrito como quem arrasta frutos resistentes   e de seu […]

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