O grande pensador que nos diz:
envergonha-te de morrer antes de teres alcançado uma vitória para a humanidade.

No passado dia 28 do corrente na Fundação Calouste Gulbenkian colocaram-se as questões inerentes aos livros e às leituras, tendo em conta os desafios da era digital.
Debater o papel do livro e da leitura na era da internet tendo como convidado o filósofo e sociólogo alemão, Habermas, figura central do pensamento contemporâneo que desde logo, confessa:
No meu trabalho diário sentir-me-ia perdido sem o meu computador pessoal, mas não sou verdadeiramente um habitante do novo espaço virtual. Não participo nas redes sociais, não leio ‘e-books’ e de tempos a tempos escuto os relatos da minha neta sobre o seu admirável mundo novo.
Gomes Canotilho deu-nos conta que em 2010 Habermas falhou a presença em Portugal por razões de saúde. Desta feita aceitou fazer a viagem até Lisboa por se tratar de uma conferência sobre educação
Habermas um dos mais influentes filósofos do mundo a dois passos de física distância disse-nos: temos um ascensor comum.
Na semana passada, tinha lecionado uma aula sobre a Europa alertando, naturalmente, para os raciocínios de Jügen Habermas.
Expressei o que entendia ser a necessidade de uma política de saúde comum entre os povos, nos quais enfim, até se enraízam os mesmos princípios constitucionais, mesmo que sem as mesmas origens étnicas, linguísticas ou culturais.
Recordei a importância da Europa no pensamento de Habermas e que atravessa áreas como a ética, a filosofia da religião, a linguagem, a estética, entre outras temáticas, e recordando que a Fundação C.G. já editara este ano a obra de Habermas “A transformação estrutural da esfera pública”.
Para o filósofo, “no caso da pós-democracia, a perceção é a de que os governos não só perderam a vontade como também a força para intervir de modo a alterar o estados dos mais desfavorecidos”.
Deste modo, poderemos colocar a possibilidade de alargar as fronteiras da legitimação democrática para lá das fronteiras do estado-nação?
Habermas entende que a transnacionalização da democracia oferece uma saída que não se compadece com a apatia do mundo ocidental, nem com o distanciamento em relação aos políticos, existindo mesmo uma exigência, por parte dos cidadãos e grupos de protesto, de uma democracia direta.
Aqui um silêncio interrogativo do auditório. E acrescentei que mais nos atiçara o pensador:
o preço a pagar pela governação para lá dos estados é a crescente insignificância dos processos de legitimação no interior do estado-nação (…)”
Então a resposta reforça a afirmativa:
necessário se torna que surjam novos tipos de comunidades transnacionais e a União Europeia é suposta ser a primeira desse tipo de instituições, explicou o autor da “Teoria da Acção Comunicacional”.
No entanto, prosseguiu Habermas, a crise da zona euro é a prova de como é difícil o caminho até se chegar a um “sistema democrático supranacional ambicioso e com vários níveis”.
Ultrapassar o atual estado de coisas implica, defendeu, uma mudança no espaço público europeu, um espaço que é mais uma soma de espaços públicos nacionais do que um fórum de discussão de questões genuinamente europeias e comuns a todos os estados-membros.
A mundialização, a busca planetária, a Europa de geometria variável ou a la Carte, os laços de pertença interrompidos pelo “poder de agenda”, mostram-nos que, esta crise nos clareou o quanto é necessário mudar de política, e levá-la a enquadramentos partilhados por políticas económicas e sociais que nos libertem dos mercados financeiros, neles responsabilizando investidores e não contribuintes.
Claro está que para se caminhar neste futuro os países têm que se afastar dos egoísmos nacionais e adotar verdadeiras perspetivas europeias comuns, não conformadas ao mercado, mas sim, à modificação do seu papel em prol de um advir consciente, responsável e inequivocamente seguro da geração que se deseja por uma justiça a recriar, começando esta em cada um.
Mas os partidos políticos evitam a questão da solidariedade europeia, daquilo que os europeus devem uns aos outros. Vejo isto como um sinal de timidez política, quando não de puro oportunismo, perante um desafio de dimensões históricas, concluiu o filósofo.
Quantas vezes a política do dar e do haver prejudicou a identidade dentro da União Europeia? Lancei aos alunos. Quantas vezes? E repito a análise de Habermas
Vejo isto como um sinal de timidez política, quando não de puro oportunismo, perante um desafio de dimensões históricas, concluiu o filósofo.
Habermas, um dos maiores pensadores do nosso tempo, encerrou com estas palavras a sua conferência sobre a democracia na Europa, na passada segunda-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Fica por repensarmos a razão e o limite das transferências de soberania que não colocam em causa a coragem da revisão dos tratados, e fica por saber o quanto os meus alunos puderam compreender que qualquer dos caminhos tem custos, mas que é preciso sair do conforto dos egoísmos nacionais que nos condenam, e que saibamos olhar-nos como parte de uma comunidade, independentemente de fronteiras, na qual saibamos responder à questão: quem somos nós?
Ou
E se precisarmos um dia, absolutamente de resolver um trágico problema comum?
Se estas controvérsias não forem lançadas nos espaços públicos nacionais, estes serão moldados de acordo com o formato das ‘democracias conformadas”, digo.
Mas, os partidos políticos evitam a questão da solidariedade europeia como se ela não fosse o grande desafio de dimensões históricas.
Nasceu em Düsseldorf, em 1929 Habermas, e foi fortemente influenciado pelo pensamento de Martin Heidegger.
Habermas para quem
O Homem é um “sim” que vibra com harmonias cósmicas
Recorde-se também o encontro entre Habermas e Ratzinger, no qual se discutiram “as bases pré-políticas e morais do Estado democrático”. Habermas e o cardeal debateram razão e fé, capitalismo globalizado, moral nas sociedades pluralistas e mediáticas, interculturalidade, poder e direito comum.
Saibamos sempre que a Cultura se situa no contexto da história e que se limpem os pés e se usem mascaras que protejam a sanidade das ideias antes da tolerância de cada um a si mesmo.
E com este filósofo, casa cheia afinal na Fundação Gulbenkian!
Teresa Bracinha Vieira
Obs: Texto muito similar foi publicado neste Blogue há cerca de 8 anos. Pouco depois, o atual, foi publicado noutra sede.
Interessante:
“mas que é preciso sair do conforto dos egoísmos nacionais que nos condenam, e que saibamos olhar-nos como parte de uma comunidade, independentemente de fronteiras, na qual saibamos responder à questão: quem somos nós?
Ou
E se precisarmos um dia, absolutamente de resolver um trágico problema comum?
Se estas controvérsias não forem lançadas nos espaços públicos nacionais, estes serão moldados de acordo com o formato das ‘democracias conformadas”, digo.
Mas, os partidos políticos evitam a questão da solidariedade europeia como se ela não fosse o grande desafio de dimensões históricas.”
Nós somos membros da UE, já tivemos esta União desde 1580 a 1718 e eram Reinos, Reinos independentes com culturas diferentes, com uma união de Sangue e tivemos prosperidade, tivemos uma moeda única e criada no Reino de França o ECU, dada por Louis XIV, os senhores não tem esta noção desta realidade passada.
Mas devo alertar para todos, dos Nacionalismos da Extremas que estão a provocar fissuras na Sociedade Portuguesa e devamos todos nós, questionar nos se queremos voltar ao Estado Novo ? Sem a Democracia isso é inevitável e só peço a todos uma reflexão séria relativo ao aumento da Extrema Direita em Portugal, os partidos nacionais, já deixaram de ser representados pela população portuguesa, escondem a cabeça na areia e assobiam para o lado, quando não existir retorno dos Nacionalismos, a Democracia termina.
Existe um debate por causa da legitimação das Lojas da Maçonaria dos seus direitos perante a sociedade Portuguesa, eu acho que os políticos estão a prestar um mau serviço a Portugal, a Maçonaria é igual a uma associação, existem milhares por Portugal.
Eu não sou Maçon, mas devo defende los por estes são Portugueses, fazem trabalhos que nem sempre são reconhecidos, estão integrados na sociedade e observo com atenção que alguns organismos ligados à Igreja Católica, tiveram papel preponderante na extinção de lojas da Maçonaria no tempo da Monarquia. Se não fosse a Maçonaria com D. João I não tínhamos as Descobertas.
A política tem que servir os interesses dos Portugueses e não jogos de poder para quererem ter algo mais, alguém deu à Igreja de mão beijada o acordo da Concordata, deram património dos Portugueses a um Estado Estrangeiro que intervém nas nossas Forças Armadas, intervém na nossa sociedade que é Laica e não consigo entender como é possível os homens ter atitudes estranhas contra Portugal.
Año 1238. Fernando García recibe en foro del monasterio de Santa María de Oseira una heredad en la villa de Barrio de Monte, en la parroquia de Santa Eulalia de Camba. Latín, escritura carolina. Pergamino. CLERO-SECULAR_REGULAR, Car. 1519, 15
Año 1240. Teresa Bermúdez y María Fernández venden al monasterio de Santa María de Oseira una heredad sita en Camba. El estado de conservación no permite precisar el lugar exacto de la heredad. Sin embargo, las notas del dorso nos indican que se trata del lugar de Arán. Latín, escritura minúscula diplomática. Pergamino. CLERO-SECULAR_REGULAR, Car. 1520, N. 16
Año 1245. Domingo Pérez, hijo de Pedro Orella de Rivo, dona al monasterio de Santa María de Oseira un guiñon en Arán, en tierra de Camba. Latín, escritura carolina. CLERO-SECULAR_REGULAR, Car. 1522, N. 16
Año 1250. Mandas testamentarias otorgadas por Pedro Fernández de Rodeiro. Pelayo Fernández de Rodeiro manda ser enterrado en el monasterio de Santa María de Oseira, testando a su favor un casal en Readegos y otras heredades. Latín, escritura carolina con influencias góticas. Pergamino. CLERO-SECULAR_REGULAR, Car. 1527, N. 1
Aqui mostra que famílias Portuguesas y Espanholas eram detentoras de Mosteiros, Igrejas e passavam de pai para filho a sua Herdade, isto acontecia na Monarquia Tradicional.
Eu posso estar a querer a Monarquia para Portugal e ter um rumo a seguir. Hoje temos portugueses que fazem o trabalho de outras nações independentes para prejudicar Portugal e aos Portugueses, é mau.
Não critiquem a Maçonaria Portuguesa, os Grãos Mestres e seus seguidores devem ser respeitados. A outra maçonaria estrangeira não os quero cá aquando da Monarquia Tradicional Liberal, estão a dar argumentos para outras forças extremistas aumentarem a sua representatividade.
João Felgar