
De 19 a 25 de julho de 2021
A Liberdade por Princípio – Estudos e Testemunhos em Homenagem a Mário Mesquita (Tinta da China, 2021).

A COMUNICAÇÃO NA ORDEM DO DIA
O livro reúne um conjunto diversificado de contributos, envolvendo o percurso, as temáticas, as questões de comunicação e artes, a História contemporânea dos Açores, um dossiê sobre Media Events e testemunhos, ao longo de cerca de 800 páginas, bem recheadas de excelentes temas para se pensar o presente e o futuro não apenas da comunicação social, mas da própria democracia. A coordenação da obra coube a Carlos Guilherme Riley, Cláudia Henriques, Pedro Marques Gomes e Tito Cardoso e Cunha. Trata-se de um livro que merece atenção especial e leitura cuidada, sobretudo porque a justa homenagem a Mário Mesquita se traduz numa visitação de grande oportunidade sobre diversos caminhos pioneiros trilhados pelo cidadão, não apenas no campo do jornalismo e da comunicação social, em que o visado é mestre de grande qualidade conhecida, mas também sobre a vida dos jornais, a construção de uma sociedade aberta, a política e a cidadania. A cultura evolui e desenvolve-se através das profundas transformações sentidas na sociedade, nos meios de comunicação social, e em especial no jornalismo, bem como nas novas tecnologias de informação. Os diversos autores que enriquecem este livro com os seus contributos de alcance e conteúdo diversos permitem-nos, a um tempo, ajudar a conhecer melhor o papel desempenhado por Mário Mesquita num percurso ímpar de cidadão comprometido na sociedade portuguesa, bem como a compreender a importância da construção da democracia através da palavra escrita, falada, vista e ouvida, na comunicação e na informação. Veja-se, a título de exemplo, a importante entrevista a Ernesto Melo Antunes, realizada por um jovem jornalista de apenas vinte anos, no Outono de 1970, peça que não pôde ver a luz do dia, pelas condicionantes da censura, publicada por Maria Inácia Rezola, na qual se desenham os preparativos da revolução de Abril de 1974, avultando a perspetiva democrática e a ideia de pátria associada a “preservação da independência e liberdade”.
A LIBERDADE DE IMPRENSA
Se é verdade que, em determinado momento da sua vida, Mário Mesquita optou pela trincheira do jornalismo e da comunicação, em lugar da política ativa, fê-lo compreendendo que a sociedade democrática moderna precisa de espaços de autonomia e de liberdade críticas – diversos dos que a memória histórica nos recorda, como no caso de Brito Camacho e de “A Luta”, para não falarmos do “Espetro” de Rodrigues Sampaio… Os tempos são hoje outros, mas as preocupações são similares. Por isso, a história política está cheia de tentativas de limitação da livre circulação de ideias e informações. E lembramos o que Mário Mesquita afirma em O Quarto Equívoco. O Poder dos media na sociedade contemporânea (Coimbra, Minerva, 2003): “Este Quarto Poder está numa fase peculiar da sua evolução. Por um lado, está cada vez mais satisfeito com o poder que o corrompe; por outro, vai no sentido de uma impotência elefantina relativamente a todas as coisas que realmente interessam”. Afinal, são a exigência, a inquietação e o questionamento, suscitados por Cristina Ponte, ou a “liberdade por princípio”, de Francisco Rui Cádima, que os coordenadores escolheram como título da obra, que funcionam como fatores de coerência do cidadão que escolheu o campo de ação do jornalismo, dos media e da pedagogia da comunicação social, ciente de que a democracia se constrói no exercício responsabilizador dos diversos poderes que uma sociedade livre e aberta deve cuidar e consolidar.
Como afirma Mário Mesquita, na entrevista a Anabela de Sousa Lopes: “a cultura do debate é inerente à democracia”. E sobre a importância crítica do intelectual como fator de liberdade, refere que este não pode ser apenas substituído pelos think tanks ou pelos centros de investigação universitários: “parece-me que, a par dessas novas figuras, o intelectual como indivíduo continua a ter peso e valor próprios, na medida em que seja capaz de tomar posição sem estar ligado a governos e instituições ou mesmo consiga criticar os que estão a seu lado…” O precedente do “affaire Dreyfus”, o papel desempenhado entre nós por Antero de Quental e pela sua geração e antes por Garrett e Herculano, o magistério de António Sérgio e da “Seara Nova”, a influência das “Heterodoxias” de Eduardo Lourenço, a importância da “literatura desenvolta” dos filhos de Álvaro de Campos, a necessidade de um olhar abrangente sobre a cultura e a sociedade – tudo levou Mário Mesquita a fazer da atenção crítica à cultura um método de consideração da democracia como defesa de todos e por todos da legitimidade, da representação e da participação. Daí a necessidade de cultivar o sentido crítico com coerência e liberdade por princípio – como “uma forma de racionalidade e um mínimo de empatia”, na expressão de Pascal Ory.
SENTIDO ÉTICO E CÍVICO
Em lugar desse sentido ético e cívico, que constitui a marca da liberdade de imprensa e da comunicação social, há hoje sinais preocupantes que obrigam a estar-se de sobreaviso e à distinção entre facilidade e exigência. “O discurso do ódio nas redes sociais visa apenas massacrar e anular o adversário. Não se usam argumentos, mas apenas insultos e calúnias, anulando qualquer dimensão de esfera pública democrática”. Daí a importância de uma formação sólida dos profissionais da comunicação social: “Sempre defendi que deve haver um tronco comum de cadeiras estruturantes da área das ciências sociais e humanas. Como dizia Raymond Aron, não é possível ser um bom jornalista sabendo apenas de jornalismo”. O contributo de Mário Mesquita foi sempre nesse sentido. E há a exigência da escolha de uma informação criteriosa e seletiva. Quando havia censura e o jovem jornalista iniciou o ofício “as pessoas tinham de encontrar formas de acesso à informação fora da informação legal, digamos. Vivemos uma época em que se passou da censura por escassez para uma censura por abundância”. É um paradoxo. Há inundação de informação e dificuldade de distinguir o que é relevante e irrelevante. E é toda a “problemática em torno da pós-verdade e das fake news, da desinformação. As problemáticas ligam-se sempre com as questões do poder, da sociedade, dos meios de comunicação e da tecnologia”.
Significativamente, Maria Emília Brederode Santos recorda o caso em que a censura cortou integralmente um texto intitulado “Compreender o Duque d’Ávila”, para o jornal “República”, no qual era citada a célebre carta de Antero: “supondo por um momento que alguma destas coisas possa passar ao século XX, folgo de deixar aos vindouros com este escrito a certeza de uma coisa: que em 1871 houve em Portugal um ministro quer fez uma ação má e tola, e um homem teve a franqueza de lho dizer”. A honra da lembrança coube a Mário Mesquita cem anos passados. Era a liberdade de imprensa que ainda estava em causa.
A liberdade sempre existiu na Monarquia Portuguesa, sempre. E é principio basilar da sociedade e não vejo outra solução para o futuro Reino de Portugal tem que existir forçosamente Liberdade.
Com a liberdade, não existirá Estados de Emergência e de Calamidade, de bloqueios das pessoas como acontece nas Republicas, ou como acontece nas Ditaduras e Estado Novo. Aqui com estas realidades o povo fica refém, as suas liberdades e garantias de democracia ficam em causa. Mas é a Republica que temos, temos partidos socialistas que não são bons com a liberdade e democracia e isso viu se neste Covid.19.
Nos Reinos tivemos liberdade, liberdade que durou desde 744 a 1824 e 1834 a 1910, liberdade
A Causa Católica e as extremas dão se muito bem, conseguem coexistir e criar Ditaduras, como a Inquisição, o medo das almas que iam para o Inferno, o Inferno é feito por Homens sem Fé, as populações no Minho revoltam se contra a Diocese, pelo que a população não aceita a mudança do padre, este homem deve ter dado a esta população alegrias, bons sentimentos.
Aqui jaz a prova que a Igreja Católica Romana e Apostólica, os seus Bispos e Cardeais, fazem os seus encantos contra a População e não é Deus que fala, não, são os Homens que julgam ter as costas largas, por serem mensageiros de Deus, tem posição aristocrata estes Homens, são gente grande e que fazem o que querem não tem Democracia, não tem Liberdade.
Eu não sou ninguém, sou descendente da Realeza Portuguesa, por sangue, registos e acima de tudo bom senso, a liberdade deve imperar na Sociedade, na religião e que será a Judaica na Monarquia Portuguesa.
João Felgar
Bom Senso o nascimento de um Infante Espanhol Austriaco e Rei Português, meu 10 avô paterno e este bom senso da religião judaica, com David e Joseph é da religião Judaica. Basta à Católica de usurparem valores de outros.
NASCIMENTOS D A LA MAGESTADE DEL REY NOSSO SENHOR DOM IOAM IV. DE PORTUGAL,
PARADOS PELA DIVINA PROVIDENCIA, celebrados na folemnidade do Espozo da Virgem SAM IOSEPH, Aos 19. de Março de 1649. em que cumprio 45. annas.
IOSEPH FILI DAVID dimerc accipere Marium comugern ruem:quod enim in ea Ecumeft,de spiritu Sancto est. Matth. 1. num. 20, VY ALTOS, E PODEROSOS Reys, & Senhores nossos.
E o dia do nascimento, segundo o parccer dos Astrologos, hcdebuxo de toda a vida;se nc.porio, cm que o komem faye à lus,pinca o Cco como em hum paynel comos influxos das Estrellas os successos fureros, nascer Mag. trcs vezes Rey de Portugalem tres diverpos,todos pintou oCco neste dia, pera os festejarmo vassalios, para os descjarmos catendidos, pedirmos à Dcos prosperosos. Porquc tres Nati considero cm V. Mag. tam ordenadas hüas es pcla Sabiduria incrcada, que sabe unir o prinom o fim, & difporos meyos necellarios, pera s fcyto cô brandura, tam debuxadas neste dia, & angclista S. Mattheus retratadas no Evangelho, Sapigne.8, reja canta do lcgitimo Rey de Iudca, do purifli .num.so zo de Maria do pay putativo de Christo S. Io. de todas me obrigam a fallar: A primcyra Nasegunda Politica, por outro nomc Civil: A ser, ilagrosa. atural tem V. M..45. annos compridos neste cos-acrccentc pera gloria lua, augmento da S. Jc seus vassallos. Pela Politica tem V.Mag.oito mpridos no primcyro de Dezembro proximo occo cftcnda com acrecertamētos deRcynos, de Estados, liberdade de Conquistas. Pela Micha V. Mag. dous annos na proxima festa do Dcos, festa do mayor milagre, o Senhor obrou
Toseph file Davit.
Virgem Maria, na pessoa de Chrifto,quc csco.u fagrado ventre a promiffa fcyra à Casa Real David, cujo filho vos soys, cuja descendente he’ confideraya cumprida por háa molher. que se entenda a graça, & çocrgia,quc tcm cf.
s. O princyro Rcy fundador da Cara Rcal de foy clRcy David. Tinhalhc Dcos prometido, hun Rcy dc fcu sangue em tempos mays cala. quando o Reyno dc ludca paflaiica Rey cíträHercdes, & ao Emperador Cciar Augusto : De Pfal.137. tris sui ponam super jedem tuam. Cūprio sua pro, num.1i. palavra em Chrifto por hũa molher a Virgem ferindo a linha feminina à masculina Via S. Chrifto concebido , & nam conhecia o Myfte. clembraya da promessa, pam scparava na prom cabia no que era,nam o tinha pelo Rry pro. Dislhe o Anjo : Josephfili David! Recognosce: 0 Lofoph!que pensamentos sam os voffos? Recog. promisum es domui David’, de qua tues, & Ma. implerum in ea: Reconhecey em Chrifto fillio pessoa Recaldo Roy prometidoà David. Ve. olhos do entendimento, & do discurso,como enha Dcos de sua palavra, como cumpre Ta. O quc vedes na Virgem Maria , hc o En: Deus absconditus : Scrà Rey descuberto .no cal da Sacti Cruz:Iefus Nazarenus Rex ludæo.
1/a1.45.11. onfirmar’ona refurreyçam co grande poder, is. ir com’o Sinetiflimo Sacramento o inundo. Icunn. 19. est inibi omnis porestas in cælo, & in rerra. azer o Anjo cita advertencia à S. Iofcpli no E quc a Lgreja canta neste dia, fazia Dios a mef. Hul. 28. ncia a Portugal :10feph fih David! Recognofce fumet domui David: Mlustres Portuguclis rc., cit: Principe, que nasce en dia tan alegro, a 1.do Rcy.prometido a el Rey D. Alfonso Henriques: primsyro fūd.dor de sua Cafe Real.Vcde ncileco molc dcfcmpenba Dcos de sua palavra, como cumpre sua promeffa for hūa no hcr a Sereulli na Senhorabo. na Catherina:l’ide impletum in ea:Scovedes incftcdi.R cncuberto,veliolicys a seu tempo Rey descuberto,feftis jalohcys mays avāti Rey cöfirma Jo: Recognofce quod promissum cst doinui David. Pfal.18.n. Melhor oProphetaRey. Diz, que os dias (cfallam:Dies diei eructai verbum:& nox nofti indicar scientiam: Hum dia falla coo outro, & hūa noytc .com a outra. Difficultosa cscritura. Porquc pera dous fe fallarem,hencccssario,quc fejuntem : odia dc ojc so nam pode juntar com o dc a. menham; porqucquando outro chega, ofte se foy,& cm. quanto este dura o outro nam vem como poys fc fallam, como se comunicam frus segredos? Auguft. Crocc a difficuldade com a explicaçam de S Agostiferm. 18. nho
João Felgar
Eu num outro dia deste Portugal, falei com um empresário de Oliveira de Azeméis da zona de Cucujães, empresário de renome na sua praça, empresário da área do Calçado, diz me o homem, sabe João, eu tenho um projeto para ampliar a fábrica e construir outra noutro local, mas ando nisto à 3 anos, veja bem.
A nova fábrica que quero reconstruir, porque tive um incêndio e existem na parte do telhado amianto, que tem que ser retirado, mas para isto acontecer, tem que 5 entidades públicas dar o seu aval para tirar o amianto, 5 entidades, andam à 3 meses para decidir quem é que vai tirar, não são eles, estes não sujam as mãos, terá ser os operários da construção civil.
Eu tenho um prazo de contrato para reconstrução do pavilhão, que devia estar pronto em Agosto de 2021, não vai, porque o Estado brinca connosco, nós pagamos impostos, aturamos estes burocratas, pagamos os salários a estas gentes, e ainda gozam connosco.
Sabe João, eu tenho 300 trabalhadores em duas fábricas, eu já pensei em mudar para Marrocos, fechar as empresas em Portugal e vai tudo para o desemprego e vou dar riqueza a outro País, porque esta Republica está podre.
É tão triste viver num País como o nosso, e termos os maiores impostos, os maiores fiscais do distrito de Aveiro sempre atuarem como se nós empresários sejamos gente desprezível. Nós criamos o PIB português, agora pense comigo João, uma cidade de Aveiro, diz se ser capital de distrito, não tem nada, temos cidades como a Feira, São João da Madeira, Albergaria, Águeda, com um maior desenvolvimento económico e nós empresários, somos caca para os Senhores de Lisboa.
Este empresário como muitos outros, não sabem quem o João Felgar, não me dou a conhecer, não, estamos na Republica num Estado de Direito, para os Políticos, Partidos, e para Capital Lisboa. O resto de Portugal é província e não tem expressão.
Estes empresários tem razão, tem, os partidos de Governo neste Portugal, andam com a cabeça enterrada na areia da praia, quando o PIB desaparecer de vez, os Burocratas, vão ter que pensar, como vão pagar salários dos funcionários públicos, das entidades que tutelam o ambiente e não resolvem coisa alguma, dinheiro para as reformas, dinheiro para a manutenção do Estado. E esta gente dizem se governantes, e quando o problema chegar, devem com certeza fazer como outros fogem a 7 pés para outros cargos internacionais e fogem.
Os empresários neste Portugal, devem pensar seriamente em sair de Portugal, porque o que interessa aos governantes é os Jogos Internacionais, os interesses no futebol, a Festa do Avante, e dar dinheiro à Banca Novo Banco, à TAP, novo aeroporto do Montijo, nova ponte do Tejo, continuem e andamos nisto. Quando a EU decidir fechar a torneira, como já aconteceu com os Gregos, com a Itália, deixai vos andar.
João Felgar