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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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MAIS 30 BOAS RAZÕES PARA PORTUGAL


(XIII)
QUE MANUELINO?

Foi Francisco Adolfo de Varnhagen na sua “Notícia Descritiva do Mosteiro de Belém” (1842) que usou pela primeira vez o termo “manuelino”, que se afirma e desenvolve numa época especial da cultura portuguesa. A identificação da arquitetura e da decoração do manuelino tem como referência a esfera armilar. “In Deo Spero”, conferida como divisa por D. João II a seu primo e cunhado, futuro rei D. Manuel, interpretada em ligação com a Cruz de Cristo como sinal de desígnio divino para o reinado. A simbologia é exuberante, incluindo cordas torcidas e elementos naturalistas como corais, algas, pinhas, além de elementos fantásticos como dragões, serpentes, sereias e gárgulas. Os símbolos pessoais do Rei estão presentes. É o gótico português que continua ou é diferente? Há continuidade e desenvolvimento. E há paralelismo e diferença relativamente ao plateresco (como é visível no Hospital dos Reis Católicos de Santiago de Compostela). O Mosteiro dos Jerónimos, a porta sul e o claustro, constituem elementos paradigmáticos da referência estilística. Também a Torre de Belém, com o Jerónimos classificada como património da humanidade pela UNESCO, é marca indiscutível. É um gótico flamejante com personalidade própria. E há importantes antecedentes que anunciam a novidade e a especificidade – falamos do Convento de Jesus em Setúbal, mas também da parte final do mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha), o pórtico das Capelas Imperfeitas e de elementos essenciais do Convento de Cristo de Tomar, sobretudo na emblemática janela da Casa do Capítulo. E não esqueçamos a surpresa de Sintra. D. Manuel amava a arte mudéjar e considerava que deveria ligar influências múltiplas. Lembremo-nos dos gomos nas guaritas da Torre de Belém, de influência Omanita e do golfo pérsico. No Palácio da Vila de Sintra descobrem-se as origens de um estilo que se foi apurando e que o revivalismo oitocentista do Palácio da Pena sintetizou sumamente. Vejam-se em Olivença alguns elementos decorativos, que marcam decisivamente uma identidade inconfundível. Um portal, uma janela, uma pequena igreja permitem encontrar referências manuelinas onde menos esperamos. Referindo-nos a nomes, citemos João de Castilho, responsável pela galilé e capela-mor da Sé de Braga; Diogo Boitaca, arquiteto do Mosteiro de Jesus de Setúbal e Mateus Fernandes, na parte final da Batalha, enquanto Castilho, Boitaca e Francisco e Diogo de Arruda intervieram na Torre de Belém, o Castelo de S. Vicente a par de Belém. O Mosteiro de Santa Maria de Belém articula componentes de serviço aos mareantes, cenóbio e mausoléu. É a única igreja do século XVI europeu que consegue a plena isotropia dos elementos no programa das igrejas-salão. As três naves são à mesma altura, cobertas de abóbada única rebaixada, polinervada, assente em oito pilares octogonais esculpidos. O cruzeiro é um espaço unitário com abóbada de berço, apoiada em mísulas e em dois grandes pilares que rematam o corpo da igreja. O transepto apresenta nos topos os túmulos de D. Sebastião e do cardeal-rei D. Henrique, bem como altares de alabastro com frontais em relevo alusivos a São Jerónimo. O Arco triunfal é ladeado por dois púlpitos de pedra, octogonais. Capela-mor coberta por abóbada de berço de caixotões de mármore, possuindo lateralmente, as arcas tumulares de D. Manuel I, D. Maria de Aragão e Castela, D. João III e D. Catarina da Áustria, sobre elefantes de mármore. O grande sacrário de prata é revestido com painéis pintados da Paixão de Cristo e Adoração dos Magos. O manuelino é um tempo. Lembra-nos Herculano a dizer: “Que queremos que se faça acerca dos monumentos? Que se deixem em paz, as pedras pedem repouso”.  

GOM

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2 comentários sobre “MAIS 30 BOAS RAZÕES PARA PORTUGAL

  1. Falam em arquitetura Manuelina, ou Gótica, qualquer uma que seja, não é o importante, relativo a Santiago de Compostela falam de forais de senhores feudais, nada de Reis Católicos, criado no nosso tempo essa denominação reis católicos.

    Os Católicos são apoiantes incondicionais de seus filhos, a casa de Bourbon e Bourbon, relativo à casa de Sultão Solimanus na Turquia.

    O D. Manuel I, como seus antecessores e depois seus sucessores eram Reis Judeus e o Manuel era primo de sangue ao Rex da Etiopia, eu afirmo isto com dados, provas, documentos originais, para ninguém sequer duvidar. Diz a Católica que o Manuel expulsou judeus, pois é mentira, vieram de Bizantino 125 mil famílias Judaicas que fugiam dos Turcos e aqui jaz a prova, existem livros desse tempo, chega de mentiras da Igreja Católica Romana e Apostólica, já basta de mentiras.

    o Anjo cita advertencia à S. Iofcpli no E quc a Lgreja canta neste dia, fazia Dios a mef. Hul. 28. ncia a Portugal: jofeph fih David! Recognofce fumet domui David: Mlustres Portuguclis rc., cit: Principe, que nasce en dia tan alegro, a 1.do Rcy.prometido a el Rey D. Alfonso Henriques: primsyro fūd.dor de sua Cafe Real.Vcde ncileco molc dcfcmpenba Dcos de sua palavra, como cumpre sua promeffa for hūa no hcr a Sereulli na Senhorabo. na Catherina:l’ide impletum in ea:Scovedes incftcdi.R cncuberto,veliolicys a seu tempo Rey descuberto,feftis jalohcys mays avāti Rey cöfirma Jo: Recognofce quod promissum cst doinui David. Pfal.18.n. Melhor o Propheta Rey.

    Emanuel Portugal. liæ Rex judæos , plerosque jam fervos , dimitteret liberos, tutoque commorandi copiain faceret, Reges Castiliæ per literas cuin monebant, ne gentem Iceleratam, Deo ac hominibus invisain, confiftere in Portugalia sineret ; Byov. an. Ch.1496. Sect.16. Emanueltamen, ut idem refert, rem maxima confideratione dignam esse dicerent , in confilio,non efle gentem illam ejiciendam,quam Pont. Max.in Romana Ecclefia civitatibus habitare permitteret. Quo exemplo etiam dicebant à multis Italiæ civitatibus, ac mul tis præterea Chriftianis Principibus nonfo. lùm in Italia, sed in Germania & Pannoniis , & quibusdam aliis Europæ regionibus efle judais habitandi & negotiandi facul. tatem. Præterea illis expulfis non continuò perfidiam ex eorum animis expelli. ubi. cung, enim impia gexs pedem poneret, exdem sceleris veftigia relinqui.

    Adde q rex Ferdinandus publico edicto(quod postea rex Emanuel Portugaliæ imitatus est) ocs Judæos, quorú cátionem fi ineas, circiter centum vigintiquatuor mille familiæ fuerunt, q ve valgo ereditur capita efficiunt octies centena inillia fua ditione eiecit. Turcicus vero imp.Baiazethes magno erroge regis perpenso folebat dicere, mirari fe regis Ferdinandi acumen & intelligentiam,q earė,quæ imperijs petentiá adderet, tanto nimi: rum populo te priuaret. Clementer itaq; exulib, Iudæis-suscepris certas fixit sedes Rhodum,Sałoficam Cóftantinopolim, S.Maurã alias& plures .

    JESUS NAZARENUS REX JUDÆORUM Joanc. & v.19 REGI SÆCULORUM IMMORTALI 1. ad Tim. I. v. 17. FILIUS ÆTERNUS PATRI ÆTERNO Factus obediens ufque ad mortem, ad Philippe I

    Alfonsus Rex Portugaliæ ex eadem Alfonsi filia genuit Dionisium. Hic factus adolela cens cum nobilissimæ Indolis valdè prudens , atque decorus foret. Rcgem ALFONSÝM Avum suum, apud Hispalim visitavit, cui enixe, & pro singulari munificentiæ dono postulavit , quatenus Regnum Portugaliæ dignaretur ab eo tributo liberare, quò Regibus Castellae ; si Legionis tenebatur ; videlicèt ve ad eorum curias Reges vocati accederent, & demum trecentos milites contra Mauros requisici mittere astringerentur. Rex verò ALFONSVS , & fi rem difficilem conspicere , paululum fubliltit: fcquutus tamen cuiusdam militis consilium, vr altec Amon filij David, qui consilio lonadab rem fecié libi , & populo damnolam, vt erat magnificentissimus’, nepoti cum suo

    DAVID ÆTHIOPIÆ REX. Legatio David Aethiopiæ Regis, ad Sanctissimum D. N. Clementem Papā VII. vnà cū.obedientia, eidem sanctiss. D. N. præstita. Eiusdem Dauid Aethiopiæ Regis Legatio, ad Emanuelem Portugalliæ Regem. Item alia legatio eiusdem Dauid Aethiopiæ Regis, ad Joannem Portugalliæ Regem. De Regno Aethiopiæ, ac populo, deq moribus eiusdem populi, nonnulla. Bononiæ apud Jacobum Kemolen Alostensem. Mense Februario. An. M.D.XXXIII.

    João Felgar

  2. Pois falam em Reis Católicos de Espanha, a Igreja católica romana e apostólica, estes dizem isto, estes inventam coisas, estes criam mentiras para os seus interesses, eu sou exatamente igual o João IV, igual na minha critica contra a Igreja católica e aquando da Monarquia Portuguesa e Espanhola com todos os direitos que me assistem por Pedro II de Portugal Rei, pelos acordos de 1703 de Leopoldo da Áustria, Espanha é Província de Portugal. Vamos aos registos de Espanha de 1456,1601, 1656, e vamos ver quem eram os reis de então, vamos ver.

    DAVID, JOANNES. Icones ad Veridicum Christianum. Antverpia apud Philippum Gallæum. Anno 1601. 4to. G. M.

    Ad hoc uterque rex quator castella in fidelitatem ponit. Rex verò Adefonsus ponit in fidelitatem Nagaram, castellum christianorum, et Or, castellum judaeorum, et Arnedum, castellum christianorum, et Celorigon, castellum judeorum. – Sanctius rex Navarrae ponit Stellam et Castellum judeorum, et Funes et Marannon) (Mem. Histor, de Alfonso VIII, Apénd. iv, pág. Lxm)

    Nobedientem SAULEM Ifraëlitarum Regem solio exturbat DEVS; ci DAVIDEM duium Paftorem insigni pictate juvenem substituit, qui fa ceret omnes voluntates eius. Noui Regis in, auguracionem peragit SAMUEL lenticulâ olei, quia difficilis ac diuturna lueta hominem manebat, priusquam Regni plenam pollellionem adipisceretur. Poterat quidem facilem sibi fternere gradum ad Thronum obtruncato hoste, fed maluit pius Rex, foepiùs Patriâ carere, quàm regnare Parricida, barbarum ac impium ratus, fanguine regio potiùs quàm paludamento purpurari. Nec habet necesse viam ferro aperire ad folium; nam impius Rex sua manu ( quia competentior non erat) fibi necem macurat, ut magna exempla facilè fectacores inueniunt , inchoatum facious Amalecites perpetrar. Ad nuntium sublati Regis ingemiscic DAVID, Parentem putares non hoftem perdidiffe: Iceleratum ministrum necis ulciscitur, ne probaffe videretur. Sic justus ulcor Sceptrum oblatum fuper Iudas accipit, paucófq; ita gubernat, ut mox habeatur dignus, qui pluribus imperec. Pri mum igitur fic exercicùs ad cum manipulatim transitio, quæ ne prorsus foret innocens æmuli ipsius sanguine â paucis polluitur, non tamen impunè,nam occisi manibus, æquislimâ facinoroso rum iugulatione parentat.

    PROLOGVS Enio Israelis in Coelesti Curia, causam fùam follicitè agente, D. Prouidentia in confeffu Principalium Vircutum deliberat, cui ex illis Regniillius moderamen committendum fic: Varijs varia fentientibus caufa pro IVSTITIA &PI. ETATE deciditur, quæ idcirco communicato inter fe confilio, SAULEM Regno exuere, eiq; PIV M ac IV STVM DAVIDEM fubftituere constituunt. Dum hæc in fuperiori Theatro aguntur,inimo Romanum Imperium, RegnisBocmiz, Hungariæ alijsq;stipatum, de FERDINANDO III. PIO ac IV STO Cæsare sibi gratulacur, úrq; diu imperet, Faustis ac clamacionibus apprecatur,

    Aqui neste registo, não mostra que Philippe IV é católico, diz que que o rei Zafiron da turquia católico que tocar o coração Espanhol para terem paz. Isto é incrível, usurparam o que era de Judeus para a causa católica e turca. Um dia vou ter a minha justiça, vou, e falam em meu nome do Albertos irmão a Philippe III e a Carolo V

    Potentiffimus Hispaniarum India rumquc Monarcha Philippus III. qui purpuram quam, paulo ante obitum,io Ordinis veftri vchcm commutavit,in eaque respiravit & expiravir. Amavie illam Corcaillimus Archidux idcnique Felgarum Princeps Albertus Pius , qui nuper in Berroruni catum evołacurus veftra in velie cadaver fmum confpici fepelirique defideravit. Aniat illam Po. tent Annus & Catholicitlimus Philippus IV. Hi. spaniarum Rex, quicum Carolo Principe fratre suo testä Ordinisfanctiliimi Francifciio ftiiutum gestienti animo suscepit;zafiron felix fatis Rex futurus, nifi prius Pareiarcha Francifcicliens eflet, Ansatillam Sereniihm ISABELLA CLARA EVGENIA infans Hifpaniarum , quæ hodie in fel. gid noftroira suas ma prudentia Rempublicam adininiftrat,ut fimultanen cerrium FRANCISCI

    Tudo volta ao seu inicio, o meu descontentamento pela igreja católica romana e apostólica é muito grande, e vou lutar pela implementação da religião Judaica como predominante na Península Íberica e a expulsão das casas de bourbon e orleans turcas e da casa da católica, aquando da Monarquia Portuguesa e de Espanha.

    João Felgar

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