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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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NOVA EVOCAÇÃO DE JORGE DE SENA NO TEATRO

 

Referimos, em diversos artigos, a intervenção criativa ou organizativa de Jorge de Sena no teatro português, e isto tendo em vista designadamente, não só a óbvia relevância e qualidade do escritor/dramaturgo/investigador, mas também a crescente e investigação que a sua obra suscita, designadamente, no que aqui diz respeito, ao teatro.

 

Há efetivamente que sublinhar a vasta e variada intervenção de Sena nas artes do teatro, como criador e como investigador: e nesse sentido, salienta-se agora que foi recentemente publicado um conjunto de textos de sua autoria, selecionados por Teresa Carvalho e José Manuel Vasconcelos, numa edição curiosamente intitulada “Estão Podres as Palavras”…

 

Independentemente da criatividade de Jorge de Sena, recordada e analisada neste livro, interessa-nos agora aqui referir a dramaturgia de Jorge de Sena, na sequência de estudos e artigos que ao longo dos anos o autor foi criando, e que têm justificado sucessivos estudos de nomes destacados da literatura portuguesa – e nessa referência elogiosa não queremos, de modo algum, incluir os sucessivos e hoje numerosos textos que lhe temos dedicado, como é óbvio!…

 

O que não obsta a que possamos referir novamente aqui e agora o reconhecimento da qualidade técnica, literária e artística do dramaturgo Jorge de Sena, tantas e tantas vezes por nós citado e enfaticamente elogiado.

 

Importa entretanto referir o conjunto de peças escritas por Jorge de Sena: “Luto” (1938), “O Indesejado (António, Rei)” (1945), “Amparo de Mãe” (1948), “Ulisseia Adúltera” (1948), “A Morte do Papa” (1964), “O Império do Oriente” (1964), “O Banquete de Dionísios” (1969), “Epitemeu ou O Homem que Pensava Depois” (1971).

 

A sua ligação ao teatro comporta ainda iniciativas criacionais e críticas diversas, em textos que não envolveram um sentido globalizante do espetáculo como tal: e essa qualidade de criatividade e análise é comum a toda a sua vasta obra, e como tal foi e é reconhecida.

 

E de tal forma, que queremos agora deixar aqui a evocação de estudos que, ao longo dos anos, foram sendo feitos sobre o teatro de Jorge de Sena, por um significativo conjunto de autores. Citamos designadamente nomes e obras que merecem a maior relevância crítica, e que dedicaram ao teatro de Jorge de Sena estudos sempre justamente elogiosos.

 

E nesse aspeto, e sem querer de modo algum ser exaustivo, referimos Luís Francisco Rebello em “O Teatro Simbolista e Modernista” e “Breve História do Teatro Português”, Luciana Stegagno Picchio em “História do Teatro Português”. E acrescentamos ainda a nossa própria “História do Teatro Português”.

E citamos, a terminar, que Luís Francisco Rebello na sua  relevante ”Breve História do Teatro Português”, qualifica “O Indesejado” como “uma admirável tragédia histórica em verso branco (…) que opõe ao mito sebastianista a desencantada lucidez de uma condição humana moldada pela fatalidade histórica”!…

 

DUARTE IVO CRUZ

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