
Quando comecei a frequentar sozinha o Centro Nacional de Cultura, nunca esqueci as palavras que um dia me disse António Alçada Baptista, na Capela do Rato:
Não esqueças Teresa!, tens ali também um espaço no qual as opções convivem. Um espaço onde se atreve a dizer. Um espaço carinhoso, também.
Na verdade, muito antes de escrever para o Blogue do Centro Nacional de Cultura, passou a fazer parte do meu itinerário espiritual, saber o que se passava nesta Casa e a ela estar atenta.
Assim, ir ao C.N.C., foi sendo o mesmo que ir a um local de perspetivas, e por sua causa, algumas vezes, fui capaz de ali viver tempos de verdade, com pensamentos e com palavras e com pessoas e com ações.
Muitas vezes, senti, nalguma hora, como se fossemos prometidos a nós mesmos, no ali confrontar e consolidar caminhos, por um mundo que não era o do imenso peso do homem caído.
Em muitos finais de tarde, dali saía, sem sentir os acesos frios dos processos de incomunicação, ou, do C.N.C., não viessem os aconchegos dos homens e mulheres de boa vontade, para mim, invisíveis e generosos xailes, no final das tardes.
Que o futuro testemunhe sempre!
Felicidades!
Teresa Bracinha Vieira