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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE ISABEL AGUIAR     A hora mais inocente A hora mais inocente A hora mais inocente está sempre nos aeroportos onde todos os fusos horários se encontram já longe da temporalidade que lhes compete e nunca sabem o que fazer. in A Língua de esperanto dos pássaros, 2015 The most innocent of hours The most innocent of hours The most innocent of hours is always at airports where all time zones meet already removed from their assigned timeliness never knowing what to do next. © Translated by Ana Hudson, 2015in Poems from the Portuguese  

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE BERNARDO PINTO DE ALMEIDA     O olhar de Ulisses À medida que entravam todos os convidados,dei-me conta de que tu não estavas. Nadade estranho, vendo bem, pois não seiporque haveria de supor o contrário. Simplesmentenão entravas nesse filme, não tinhas sido chamadapara o casting, mesmo se, do recinto em voltaonde se juntava muita […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE BÉNÉDICTE HOUART     são as mulheres que são as mulheres quefazem chorar as cebolascomo se descascassem a própria vidae, arredondando-se então, descobrissemum corpo, o seuuma vida, a suae, no entanto, nada que de verdadepudessem seu chamarou talvez sim, mas sóaquela gota de água salpicandoum canto do avental ondedesponta uma flor de pano colorida queainda […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE ANTÓNIO FRANCO ALEXANDRE    Vi Roma a arder Vi Roma a arder, e neros váriosbronzeados à luz da califórniaguardar em naftalina nos armáriostimidamente, a lira babilónia;as capitais da terra, uma a uma,desfeitas em nuvem e negra espuma,atingidas de noite no seu centro;mas nunca vi paris contigo dentro.E falta-me esta imagem para terinteiro o […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

POEMA DE ANTÓNIO CARLOS CORTEZ    Porque existe este ritmo de luzes… porque existe este ritmo de luzesno barco que atravessa as margens do poemaas palavras procuram lugares secretospara nomear o mundo destruídopela falta de sentido no sentidoo poema é um barco no riopara lugar algumrelembras por entre barcos os ritmose a primeira viagem de […]

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