
Os portugueses fundearam em Ceuta a 21 de agosto de 1415 e no dia seguinte a cidade ostentava na torre de menagem as quinas e os castelos. Eis a data que marca a presença dos portugueses fora da Europa.
Ceuta foi o primeiro destino. D. João I, de Boa Memória, e seus filhos, a Ínclita Geração, os Altos Infantes (na feliz expressão camoniana), concretizam a tomada do porto dos dois mares, na entrada do Mediterrâneo. Discutem-se as razões. Há um argumento cavalheiresco e de cruzada, que significa estarmos na transição da Idade Média para um novo tempo, com reminiscências antigas ainda presentes. Não foi Aljubarrota o fim da nossa era medieval? Há certamente razões económicas para a conquista – o reino de Portugal estava depauperado, em gentes e riquezas, pela Peste e pela quebra na produção. Faltava pão e ouro. De facto, não houve uma só ordem de razões, houve uma soma de fatores – políticos, sociais, económicos, religiosos. E se Ceuta não trouxe os benefícios que dela se esperava, o certo é que representou uma posição importante, que serviu de base à empresa das Descobertas. Luís Filipe Thomaz fala-nos de três fatores para a expansão: a necessidade de uma reconversão social que assegurasse a sobrevivência de uma nobreza em crise, porque fragmentada e limitada pela burguesia em ascensão (reforçada em 1383-85) e por uma realeza com um poder crescente; a necessidade de abertura de rotas comerciais que permitisse a criação de riqueza e garantisse liquidez para sustentar a posse do património de bens imóveis; e uma política de afirmação de um Estado nacional forte que, recém-saído da crise dinástica e dirigido por um conjunto de governantes de horizontes abertos, procura evitar o cerco ou a absorção por um vizinho poderoso (Castela) e garantir a paz interna, aliviando tensões sociais e transferindo a conflitualidade para o exterior. Ceuta não acompanhará a Restauração portuguesa de 1640 e será integrada formalmente na coroa espanhola em 1668, mantendo, no entanto, a bandeira antiga que é idêntica à de Lisboa com as armas de Portugal ao centro. Apesar de D. Pedro ter dito que Ceuta era um «grande sorvedouro de gente e de dinheiro», o certo é que foi na estratégia da expansão portuguesa um importante eixo de ação.
Se D. João I, o da boa memória, talvez a memória dos nossos historiadores, com tanta tecnologia dos dias de hoje, não acertam em nada. Vão ter que realizar uma longa reciclagem de aprendizagem para os Mosteiros.
Vamos recapitular, o D. Dinis era primo de Jacob o ultimo templário de França e era da casa de Limburg, isto em 1195, antes desta data 1095 já existia o reino de Marrocos por Hesse. Deste Jacob nasce a família Benemerino da Bohémia que pertenciam a Portugal e Espanha.
A minha 8 avô materna D. Joanna Mathilda Fez ou Ferz casou com o João V e esta senhora era da família de Jacob.
Jacob hen Joseph, Roi de Maroc, passe en Portugal, & est battu devant Sanctaren.
Jacob, premier Roi de la famille des Benimerinis.;Maximilien , à Ton retour d’Espagne, avoit amené avec lui Buhazon parent du roi de Fez : ce Prince persécuté, & depuis peu dépouillé de ses Etats par le Chéris
Joeph Aben Jacob, Miramamolin de Marruecos, y de Andaluzia,y de Murcia, y de Valencia, acompañado de treze Reyes (entre ellos los de Sus, Bugia, Sevilla, Cordova, Granada, Fez, y Algarbe)… D. Alvaro Perez de Catro fu hermano las de Fez de Lima
1786 – 1289 du consentement de ses frères y), au Roi de Bohème WENcESLAv II.Diepol disualde, Wrouvenslein, Lewenstein, Seydou e, Heyn, Statim, Tufenou e, Sumauy-Ferz
Circum insignia gentilitia: Lauş tibi Jefu, &Virgo Mater, quod de Pagano, Rege me Christianum fecisti. Epitaphium ipfam muro affixum : D. O. M. B. M. V. GASPAR ex Serenissima BENEMERINI Familia, vigesimus fecundus in Africa Rex, dum contra Tyrannos a Catholico Rege arma rogat auxiliaria , liber effectus a tyrannide Machometi, cujus impiam cum lacte hauserat legem, in Catho. licam adfesibitur Numidiam proinde exofus, pro Philippo III. Hifpaniarum Monarcha, pro Ror dulpho Cæsare, quibus carus præclare in hæreticos apud Belgas, Pannonosque fævit armatus, Sub Urbano VIII. Eques Commendator Immaculatæ Conceptionis Deiparæ creatur, & Christianis heroicis, Regiisque virtutibus ad Immortalitatem anhelans, centenarius hic mortale reliquit, &per. petuum censum, cum penso quater in hebdomada incruentum Missæ facrificium ad fuam offerendi mentem, Anno Domini MDCXLI, In templo S. Januarii prope la Solfatars extrą Neapolim vidęs in altari marmoreo çælatum;
D. O. M. DIVO JANUARIO Supremo Regni Neapoliani Patrono Hic lociante XIV. Secula fanguine ccesis cervicibus in facrum juxta lapidem guttis adhuc recentibus aspersum effuso,
ambullisque vineis Neapoli summa Religionę servato atque ad perenne Catholicæ fidei testimonium cum capiti concretus occurrit mira ebullitione liquescente una cum SS. sociis martyrii lauream adepto Jacobus Cardinalis Cantelmus Archi-Ephiscopus Neapolitanus Anno Dom. MDCXCVII.
CRVCIS, OPVS MANVVM SVARVM, SVB ORDINIS OBEDIENTIA EST INGRESSA. A. D. M CCCXLIV. DIE XXI. JA. NVAR. XH. INDICT. IN QVO VITAM BEATAM DVCENS SECVNDVM REGVLAM BEATI FRANCISCI PATRIS PAVPERVM, TANDEM VITÆ SVÆ TERMINVM RELIGIOSE CONSVMMAVIT AN. DOMINI M CCCXLV. DIE XXVIII. JVL. XIII. IND. SEQVENTI VERO DIE, PERACTIS EXEQVIIS TY.
MVLATVR. Ces deux Eglises font deffervies par les Observantins reformez , depuis que les Religieuses ont été obligées de se retirer à fainte Claire.
Sainte Marie de la Concorde appartient aux Carmes s c’est là que repose, à main gauche du grand Autel, le corps de GaSpar Benemerino auparavant Roi de Fez, qui ayant quitté les grands Etats fe fit Chrétien, & mourut en 1641. voici ce qui fe lit sur son tombeau : SEPVLCHRUM HOC GASPARIS BENEMERINI INFANTIS DE FEZ, ET EJVS FAMILIÆ DE BENEMERINO DO M. B. M. V. GAŞPAR EX SERENISSIMA BENEMERINA FAMILIA, VIGESIMVS SECVNDVS IN A FRICA REX, DVM CONTRA TYRANNOS A CATHOLICO REGE ARMA ROGAT* AUXI. LIARIA, LIBER EFFECTVS A TYRANNIDE MACHOMETI, CVIVS IMPIAM CVM LACTE HAUSERAT LEGEM, IN CATHOLICAM ADSCRIBITVR: NVMIDIAM PROINDE EXOSVS, PRO PHILIPPO III. HISPANIARVM MONARCHA, PRO RODVLPHO CÆSARE, QVIBVS CARVS, PRÆCLARE IN HÆRETICOS APVD BELGAS PANNONIOSQVE SÆVIT ARMATVS. SVB VRBANO 0. CTAVO EQVES COMMENDATOR IMMACVLATÆ CONCEPTIONIS DEIPARÆ CREATVR, ET CHRISTIANIS, HEROICIS, REGIISQVE VIRTVTIBVS AD IMMORTALITATEM ANHELANS, CENTENARIVS HIC MORTALE RELIQVIT, ET PERPETVVM CENSVM, CVM PENSO QVATER IN HEBDOMADE IN: CRVENTVM MISSÆ SACRI. FICIVM AD SVAM OFFERENDI MENTEM. ANNO DOMINI
João Felgar