A importância dos megassítios de imponência arguta é a de constituir cenário certeiro de onde se comanda e influencia com facilidade as gentes, de onde se observa o seu grau de submissão, seduzindo, manipulando, ostentando força e mando com toda a mestria da expressão física do empoderamento, de acordo com as necessidades de capitanear o domínio das massas.
Os megassítios, os megapalcos, têm normalmente formatos semiabertos a gigantescas assembleias, não para meras demonstrações simbólicas de circunstâncias festivas, antes para disfarçar algo perverso: o domínio total das fragilidades.
São normalmente construções perturbadoras que ajudam a influenciar as governações físicas e espirituais das gentes que a elas acodem, procurando uma panóplia indiferenciada de respostas que lhes recrute a vida.
Os filhos e as filhas dos megassítios assistem a estas poderosas assembleias confinados à área onde tudo acontece naquele momento e se prolongará nas suas memórias prisioneiras dos “megatudo”, quais representantes de todos os interesses, de todos os períodos do mundo, e conhecedores de que escavando assim a vontade moral dos povos se lhes cobra a submissão.
Os homens lutam pela sua subserviência como se assim lutassem pela sua salvação, fornecendo até às lágrimas os sinais, logo captados, pelos membros do júri das chefias – cozinheiros profissionais de uma qualquer governação – , para que estes os conduzam e lhes autorizem a eventual felicidade.
E assim, um tudo, se continua a reduzir a uma afirmação sem risco de ser suplantada:
tu pertences-me
Teresa Bracinha Vieira