Desrespeitar a humanidade é impedir-lhe a sua ideia de liberdade

Allin Braund
Substituir a antiga opressão por outras opressões mais contemporâneas em nome de imperativas e perversas mudanças?
Criar formas de vigilância e censura mais agressivas usando o poder das máscaras com que se disfarçam?
Adubar o nascimento e o crescimento de quem gosta de ser mandado e não arrisca pensar sozinho?
Manter a ordem na não transformação e no não progresso do ser como se todos fossemos um enclave?
Mas não somos nós um palimpsesto vivo em que se entrecruzam diferentes processos históricos?
Mas não somos nós uma maioria na tentativa constante de um processo de emancipação?
Mas não somos nós nesse processo sempre dissidente, os que bem compreendemos o quanto desrespeitar a humanidade é impedir-lhe a sua ideia de liberdade, a sua experiência da existência singular?
Mas não somos nós natureza, cultura, extensão, nascimento, possibilidade, desabrochamento, condição de não cativo, ideal?
Teresa Bracinha Vieira
Obrigada! Não sei porquê a sua crónica, lembrou-me o provérbio “A quem tem fome, não dês um peixe, ensina-o a pescar”.
Obrigada.
Ensinar a pescar no sentido do provérbio que menciona seria e será sempre o critério sábio para o caminho.
Boas leituras.