É do nosso sentir criar Natais não desligados do humano
Liguemo-nos, pois, à estrela!
É do nosso sentir o quanto um plano alimentar em cadeia pelo mundo seria a grande conexão por onde se estabeleceria uma verdade e, por aí, um princípio da celebração do nascer.
É do nosso sentir o dever de partilhar e de prestar.
É do nosso sentir que nada, no muito, funciona de forma isolada e que não podemos continuar a pactuar com os natais cegos e surdos à denúncia de todas as iniquidades.
É do nosso sentir saber que quem se sente excluído da vida digna não é a sua dor que quer ouvir, mas sim a voz de alguém tão vigilante, tão envergonhado, que, enfim, cumpra a promessa.
É do nosso sentir que a indiferença à desumanidade não torna nenhuma natureza digna.
É do nosso sentir que não se aguentará prolongar o viver como perdidos num mundo que não nos é fraternal, porque não somos seres da fraternidade, como no começo dos grandes solipsismos.
É do nosso sentir apaziguar a fome do amor.
Liguemo-nos, pois, à estrela!
Teresa Bracinha Vieira
…….Da debilidade do meu consciente,
Peço tréguas ao meu inconsciente.
Da profundidade da minha solidão
Peço um pouco de afecto.
Do vazio do meu silêncio,
Peço um pouco de atenção.
Da nua realidade da minha pobreza,
Peço um pouco de esperança.
Da fragilidade do meu ser,
Peço um pouco de proteção
Da minha incerta alma,
Peço um pouco de segurança
Enfim,
Eu peço um pouco de Amor.
AB, 1990……….
“E vejo-as ao longe, as minhas palavras poisadas na praia como gaivotas. Ou sinto-as como heras no meu corpo, em redor da minha cintura. Também lhes tento o abraço que as ancore como herdeiras puras do meu sentir. Por certo que são meu caminho, meu anseio ilimitado, minha fadiga, minhas madressilvas, minhas folhas de tecto de alma.”
Antonio Gamoneda 2014, cf. T.Vieira
Grata pela atenção ao publicado.
Grata pelo poema.
Grata por recordar Gamoneda que muito admiro.