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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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EXPRESSÕES ROMÂNTICAS E MODERNAS DO TEATRO MEDIEVAL PORTUGUÊS

Evocamos hoje as origens históricas do teatro português, a partir de referências e citações que documentam a realização de espetáculos, e como tal a documentação relativa a textos, a autores e a espetáculos que marcaram na sua forma a cultura e a sociedade da época.


E sem querer aqui desenvolver e documentar excessivamente as referências históricas desta tradição, que esteve na origem do teatro-espetáculo produzido e representado em Portugal, será de qualquer forma oportuno referir as origens do teatro-espetáculo entre nós.


A tradição vem da Idade Média e como tal é analisada.


Para não ir mais longe, basta então referir por exemplo que Fernão Lopes, na “Crónica de D. João I”, evoca os momos, os entremezes e os espetáculos realizados na Corte de D. Afonso V.  Na “Cónica de D. João V evoca as festas nupciais e os espetáculos então realizados.


E Zurara refere também os chamados momos da época: eram espetáculos cénicos adequados à expressão literária de então.


Ora, vale a pena lembrar que na 2ª edição da peça “A Morta”, escrita em 1890, Henrique Lopes de Mendonça afirma que “em Fernão Lopes encontrei o modelo shakespeariano e formidável que intentei transplanta para a cena”, nada menos! 
Refiro essa evocação na minha “História do Teatro Português” (2001).


E também Luís Francisco Rebello na sua “História do Teatro Português” remete para a “Crónica de D. João I” a descrição de Fernão Lopes dos “vários e luzidos jogos” celebrados no banquete do casamento de D. João I em 1387. E desenvolve a descrição (e citamos) dos “momos ordenados pelo Infante D. Henrique por ocasião das festas da epifania em Viseu no ano de 1414 a que se refere Gomes Eanes de Zurara na “Crónica da Tomada de Ceuta” bem como numerosas exibições de espetáculo teatral de época que iriam determinar evocação sobretudo (mas até hoje) a partir do teatro romântico.


Ora, vale a pena evocar Fernão Lopes na origem de peças neo-românticas, como as de Henrique Lopes de Mendonça.


Porque efetivamente, na segunda edição da sua peça “A Morta”, escrita em 1890, Lopes de Mendonça relaciona os seus principais títulos de teatro histórico, designadamente “O Duque  de Viseu” e “Afonso de Albuquerque” com a forte dimensão cronológica do teatro histórico da época. E cita então Fernão Lopes. 


Ora como já tivemos ocasião de escrever na “História do Teatro Português”, “isto aponta para um escrúpulo de rogos históricos que a forma não acompanha, pois qualquer destas peças é escrita em verso, aliás de cuidadosa feitura”.


Mas isso não obsta ao rigor da pesquisa que serviu de base à interpretação cénico-dramatúrgica do teatro de Lopes de Mendonça. Como de certo modo marca a reconstrução dos temas históricos numa renovada abordagem criativa, que separou esta fase da dramaturgia da tradição romântica e ultra-romântica precedente.


 A expressão romântica do teatro, em si mesma evoluiu: mas isso não impede que tenham desaparecido os valores que desde sempre integraram a expressão cénico-dramatúrgica de sucessivas culturas que duram desde sempre.


E como obviamente não impede, antes pelo contrário, a manutenção do património material que lhe serve de suporte.


Iremos pois abordando o vasto e variado tema global.

 

DUARTE IVO CRUZ 

5 comentários sobre “EXPRESSÕES ROMÂNTICAS E MODERNAS DO TEATRO MEDIEVAL PORTUGUÊS

  1. É de facto interessante o aparecimento do Teatro, as formas de arte em divertir o público, quais estas origens, talvez devam mesmo procurar. O Teatro vem muito atrás antes do medieval e foram trazidos por Judeus.

    Nós conhecemos a história dos livros que tivemos a Igreja Católica em Espanha e Portugal, eu tenho andado a fazer um estudo de procura pela verdade, e estou a chegar à conclusão que os Judeus sempre cá estiveram, foram Reis de Portugal, apesar de que nos contam que fomos católicos, pois se calhar não é inteiramente verdade. Pois na minha procura pela verdade, encontro de algo de extraordinário, os reinos Luteranos e republica Helvética mostram nos outra realidade complementa mente diferente

    La maison de Schönbourg, proprement Schönberg, est originaire de la Thuringe; le château dont elle porte le nom est situé près de Naumbourg. Dans le troisième siècle, elle se fixa en Misnie

    La maison DE SCHOMBERG, originaire de Saxe, formait avec celles de Schlenitz, de Passge et de Buneau, ce qu’on appelait par privilége les quatre colonnes de la noblesse de Misnie.

    Eberhardus de Hohenrain, Fridericus de Schönberg; EBERHARDUS SAXO & huic FRATER MEGINHARDUS anno 898. Ex quo etiam videre est; DUCIBUS illis fubjectos fuisse illius Provinciæ Comites , ut Gothofredo Dano Gerolfum & Gardolfum atque Eberhardum Saxonem post a Walgario Gerolphi filio interfectum

    Familiæ Velgensis insignem memoriam exhibet prægrandis lapis muro sacristiæ, quæ ab eorum sepultura dicitur capella Velgarum, appositus, in eoque excisa imago Equitis loricati suppositam capiti galeam habentis et scutum sustentantis femore, illique inscriptum anno Domini 1325 16 Calendas Januarii obiit Joannes de Tudingen dictus Velga. Item calix argenteus deauratus, et magna monstrantia argentea facta 1476.

    Esta família Helvetica Velgarum ou Felgarum ou Felga ou Velga ou Duens ou Döeringen, irmãos a Habsburg e Austria, são também luteranos e não só.

    1703 Maio 16
    Francisco Schonenberg, ab altera vero parte Serenissimus ac Potentissimus Princeps Portugalliæ Rex Domino Nonio de Mello Alvares Pereira Consanguineo suo Carissimo, Duci de Cadaval, Marchioni de Ferreira, Comiti de Tentugal, Domino Oppidorum de Povoa

  2. Este registo é de 1898, não fala no Teatro, não, mas fala de algo mais importante, os Judeus estiveram cá em Portugal y Espanha desde 600 e a Católica usurpou o lugares deles em 1070 e tem vindo a mostrar o medo das excomungações, das intimidações para milhões de pessoas Judaicas mudarem de nome para a Católica a Católica vem de Roma por Flavius e sempre lutaram contra os Judeus. O poder económico, era maior que a fé para esta gente Católica.

    Astorga na Galiza, residente durante João II, Rei de c. Aurelio de Schonenberg, nascido em 1558, casado em 1601 com Portugal (1481-1495), teve uma descendente que, a filha de Balthasar Correa, um dos anos levados à força, foi um dos seus filhos mais novos baptizados judeus. Ele mesmo se torna judeu em 1604 e recebe se deve ter sido um neto: por sua circuncisão, o nome de Joseph. Dele descem os ramos Ergaz Belmonte, Pereira G. P. d’Orange. Seus Altos Prefeitos, os Estados de Belmonte, Brandão Belmonte, Sarfatin Belmonte General, confiaram-lhe a dignidade de Embaixador e Abendana Belmonte, que ainda deve ser parcialmente confiada ao mesmo tribunal que pode existir em diferentes partes do mundo. Como será lido mais tarde em Wagenaar, História da Holanda, a filial de Ergaz Belmonte também tem em XVI, livro 63, p. 299 e XVII, livro 65, pp. 23 e Amsterdã viveu.38 do ano de 1699 e 1700. No ano de 1709 d. Guido de Schonenberg, nascido em 1560, casa-se em 1601 com outra filha de Balthasar Correa, entregue ao rei Carlos, e é elevado a Marquês de Braband no ano, hereditário em 1604, também judeu. Ele recebe um homem quando é circuncidado. e descendentes femininos, segundo carta de patente o nome de Emanuel. Dele desce a sucursal assinada em Barcelona a 22 de março de 1709. No ano de Ximenes Belmonte, em 1730 em Amesterdão de 1716, regressou a Portugal para fazer negócios com Emanuel barão de Ximenes Belmonte. com este tribunal, de acordo com carta de D. Pedro II, o rei deste último é provavelmente a mesma pessoa, que Portugal. Morreu em Lisboa em 31 de maio de 1717 da Costa menciona em seu “Israel e as Nações” conforme relatado pelo Sr. A. Residente da Espanha na Holanda (ver ald. Heisterman cônsul-geral de HHM e suas páginas 417 e 422. irmã, Rachel Belmonte, Gez. De Schonenberg, Jodin e. Philippina de Schonenberg, nascida em 1563, torna-se 1592 em Amsterdã, foi herdeiro de suas boas freiras beneditinas, títulos e dignidades. “Da Costa em seu Israel e o Volken” (Haarlem IV. Jago Antonio de Schonenberg, também citado em 1849, página 417), diz que foi pleni potenciário de Belmonte, nascido em 1554, casa-se em 1579 com Donna Hyacintha Farro de Souza, condessa do Vimeiro, por causa da comunidade dos Países Baixos Unidos, a partir de 1678 a 1702 na corte de Madrid e de quem gerou: a. Bartolomeu Farro de Schonenberg, segue sob V. 1702 a 1717 na corte de Lisboa, e antes dessa época foi enviado pertencente ao Príncipe das Filipinas Al berta de Schonenberg, b. 1584, Orange torna-se a mensagem quanto às datas, não em 1601. não corresponde inteiramente à anterior. V. Bartholomeu Farro de Schonenberg, b. 1582, casa-se com Da Costa, além disso, narra que ele se divorciou em 1601 Donna Catharina Baëna Sanches, filha de Don por causa de sua perspicácia, vigilância e diligência Francisco Baëna Sanches, em quem: para a honra e os interesses de seus senhores e da casa da Áustria, que ele com VI. Pedro de Schonenberg, b. 1603, 1628, Donna se casa com toda a influência que teve na diplomacia e sob Maria Anna de Miranda, filha de Dyonysio Miranda da Espanha, contra o partido do Arronchez, no qual: Bourbons na grande e pesada questão do VII. Bartholomeu de Schonenberg, b. 1630, a sucessão de casados do rei Carlos II apoiada. E finalmente em 1651 Donna Violanta Carvalho, filha de D. Luiz, aquele pretendente austríaco, mais tarde Carvalho, um dos judeus batizados à força. Eles foram ao Imperador Carlos VI da Alemanha, para reconhecê-lo em 1658 com seus filhos Pedro e Elvira, a ning dos quais em 1709 lhe deram o título de Holanda hereditária e foram lá para a religião judaica Marquês em seus estados holandeses. cerca de. Na circuncisão Bartolomeu recebeu o nome. Este relato de sua elevação a Marquês pertence a Abraão, Pedro a Jacó.

  3. Philips V da casa de Bourbon, cujo Schonenberg. candidatura a que se opôs, não o fará a.Pedro de Schonenberg ou Jacob de Belmonte gez. o ter. Isto a mensagem da Costa deve estar aqui. Schonenberg, segue em VIII. Mas: é essa indicação precisa que a carta de patente 6. Francisco de Schonenberg 1) b. 1653. Ele ficou em Barcelona e tornou-se católico romano em 22 de março de 1709.

    Portanto temos Reis Portugueses e Espanhóis Judaicos, por apoiarem os Templários, por apoiarem os casamentos a Luteranos, uniões de sangue pela Saxóniae, Baviera, Bohémia, Nuremberg, Schonenberg, Savoie, Montpellier de Sabanac, Trencavel de Faugeres de Lunas (da casa de Israel de David), Brigantiae, Helvéticos, França que teve vários reis excomungados pela Igreja Católica e ninguém fala nisto.

    Borbonis filho de Sultão Solimanus a dar a ordem da excomungação dos Luteranos e Espanhois ou Marranos, porque eramos Judeus e fomos ajudar os católicos em Naples contra Solimanus o Turco, o pai de Jacques de Bourbon e de Louis de Bourbon, ambos Cardeais de Bizantino pela Católica. Isto é que é a Católica, está complementamente desmascarada.

    Quando Miguel infante foi exilado na Austria e depois expulso de fez de Portugal por ser adultero de sangue a João VI pela casa da Austria e a própria Igreja Católica Romana e Apostólica também foi expulsa em 1834 e tivemos reis e não tivemos Igreja Católica desde Pedro V a Manuel II.

    Magnus Magister in fuo Palatio a Turcarum Imperatore in . Salutatus. Fac. de Riduo post, nimirum in ipfo Nativita Bourbon. D tis Christi Salvatoris fefto vigefima hin. du Siege de Rhodas quinta veces quinta Decembris die Solimanus urp. 682. bem, quam recens fuo imperio subjecerat, poflidendam ingreffus eft, ipfumque Magistrum, qui suum adhuc palatium incoluerat, invisit, multisque honorum significationibus cumulatum etiam Patrem fuum appellavit, hortatusque est, ne tristitia sese opprimi pateretur, fed invicto animo adverfde fortis invidiam toleraret.

    Hoc quod nunc dicetur,nemo credet fortaffe,Pontifici adeo non fuisse curæ exercitum iftum,vt sub vrbis expugnationem ipse in ædem diui Petri descêderet, spectaturus sacrum, & nuntiātes expugnationem primum rideret,donec hoftes in ipsum templum irruerét, nimium certe fretus Apostolico ful mine,quòd nudiuftertius in aduenientes iaculatus fuerat: in cuius execrationis diplomate hæc lecta sunt verba, Excommunicamus Carolum dictum Borbonij ducem,& exercitum eius, partim ex Lutheranis, partim ex Marranis constantem. Significabantur autem Lutheranorum nomine Germani,vt Hispani Marranorum

    A verdade vem sempre ao de cima.

    O Conde Henrique que vem de Limburg, não era cristão nem católico, era Judeu. As casas de Maurienne, Savoie, Piemont, Valois, Paris, Luxemburg, Bélgica, Ollanda, eram Judaicos.

    João Felgar

  4. O Teatro vem dos gregos, do tempo dos Romanos, do tempo do gozo das elites, e o teatro evoluiu e vieram para o medieval para as cortes, os bobos da cortes, que faziam uns versos para alegrar alguns tocados pelo vinho, depois veio de Inglaterra com excelentes dramaturgos e este pensar evoluiu grandemente o gozo das elites que vieram desde o tempo dos Romanos e quem fazia esta elaborada forma de mostrar aos outros a mentira e brincando e vão falando a verdade.

    Aquando da monarquia, deve existir Teatro de todas as formas, ballet, orquestras, deve existir isto, faz bem ao nosso bem estar. Na Republica cortam tudo e dizem se democráticos e liberdade de expressão, mas prendem pessoas, não dão ajudas a pessoas que fazem o seu trabalho como qualquer outra pessoa, eu já não tenho estomago para fazer teatro, é preciso nascer com esta forma de estar e devemos valorizar.

    Em contrapartida, os apoios económicos vão mais depressa para a banca e para a TAP, que gastam o dinheiro num ápice e pedem cada vez muito mais, para onde vai tanto dinheiro ? e que para os milhares de feirantes, artistas de teatro, artistas de ballet, artistas que nós fazem rir, a estes dão migalhas, estamos num Portugal virado ao contrário.

    João Felgar

  5. Fiquei muito satisfeito descobrir que os meus Reis Portugueses, Espanhóis, Belgas, Austria, Alemanha, Inglaterra eramos Judeus, fiquei muito satisfeito, mesmo. Os Lancastre que vem de Inglaterra casam com Schonenberg, primos do mesmo sangue, do mesmo sobrenome.

    Ribca Belmonte qua. Joseph Fernandes Nunez. Primeiro quero compartilhar a genealogia, depois o e. Jago Antonio de Schonenberg, segue em IV. conteúdo dos demais documentos, na medida do necessário b. Pedro de Schonenberg Lancastre, b. 1555, 1580 casou-se com Donna Antonia de los Rios Cabrera, mas eu. Dom Pedro Alvares Osorio, Senhor da Casa de Ter de Dom Pedro de los Rios Cabrera, Marquês Villalobos, Conde de Transtamare, primeiro Marquês de Escalonias, Decano (Doyen) de Espanha.

    Agora a fica a pergunta, tanta Nobreza em Portugal, Villalobos, Osórios, Mascarennas, Barrosos, Sousas, Mendes, Lemos, Correia, Albuquerque, Moura, Queiroz, Abreus, Sá, Ribeiro, etc… são todos católicos e a minha pergunta é esta, se tivemos Reis Judeus na Península Ibérica, a vossa Nobreza é de onde ? de que Reinos ?

    Gostava de ter respostas se faz favor

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