
Quem nasceu num contexto de cristianismo tradicional talvez nunca se tenha dado verdadeiramente conta do que o cristianismo significou na História.
1. Na sua base, está Jesus de Nazaré, que nasceu uns 4 ou 6 anos antes da nossa era — isto deve-se a um engano do monge Dionísio, o Exíguo, encarregado de estabelecer no século VI o novo calendário. Filho de Maria e de José, teve uma juventude despercebida, trabalhou duramente em vários lugares como artesão. Foi discípulo de João Baptista, por quem foi baptizado, mas fez uma experiência avassaladora de Deus como Abbá (querido Papá), que o chamava a anunciar e a testemunhar o seu Reino, o Reino de Deus, Reino da verdade, da justiça, do amor, da alegria para todos. Uma notícia boa e feliz. A vida pública foi curta.
Em Jesus, o Reino de Deus estava actuante. Preocupou-se com a saúde das pessoas, com que não passassem fome. Curou doentes, física e psiquicamente doentes. Comia com prostitutas e pecadores públicos. A causa de Deus é a causa dos seres humanos e, por isso, proclamava com os profetas estas palavras postas na boca de Deus: “Ide aprender: eu não quero sacrifícios, mas justiça e misericórdia”. Ousava declarar: “O Sábado é para o Homem e não o Homem para o Sábado”: a saúde, a justiça, a misericórdia estão acima do culto. Por isso, entrou em conflito com o Templo, os sacerdotes, os escribas, os doutores da Lei… Assim, Jerusalém e Roma uniram-se, numa coligação de interesses religiosos e imperiais, para o crucificar. Ele podia ter negociado, mas não: foi até ao fim, para dar testemunho da Verdade e do Amor.
Os horrores da crucifixão não têm descrição. Os romanos consideravam-na tão humilhante que só a aplicavam aos escravos e estrangeiros. “Meu Deus, meu Deus, porque é que me abandonaste?”, rezou Jesus, sempre confiante: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.
2. Aparentemente, foi o fim. O enigma da história do cristianismo é como é que os discípulos, que tinham voltado, desiludidos, às suas vidas, pouco tempo depois estavam outra vez reunidos e foram anunciar que aquele Jesus crucificado é o Cristo, o Messias salvador. O que é que se passou naquele intervalo?
Como escreveu J. Duquesne, a História não pode dizer se Jesus está vivo ou se morreu para sempre, “o que pode dizer é que se passou alguma coisa naqueles dias, um acontecimento que, abalando aqueles homens e mulheres, abalou o mundo.” A ressurreição, mistério central do cristianismo, não é um facto verificável historicamente, ela é um “obscuríssimo mistério”, como diz o filósofo e teólogo Andrés Torres Queiruga. Na sua obra célebre A verdadeira história de Jesus, E. P. Sanders, da Universidade de Oxford, conclui que é muito o que sabemos do Jesus histórico. “Nada é mais misterioso do que a história da sua ressurreição”, mas “sabemos que, depois da sua morte, os seus seguidores fizeram a experiência de algo que descreveram como a ‘ressurreição’: a ‘aparição’ de uma pessoa, que tinha realmente morrido, agora viva, mas transformada. Eles acreditaram nisso, viveram-no e morreram por isso.” Neste processo, criaram um movimento que cresceu e se estendeu pelo mundo. “Sabemos quem Jesus era, o que fez, o que ensinou e porque morreu; e, talvez o mais importante, sabemos como inspirou os seus seguidores, que, por vezes, não o entenderam, mas que lhe foram tão fiéis que mudaram a História.”
Essa experiência pessoal do Jesus vivo foi igualmente tão avassaladora para São Paulo que ele, de perseguidor dos cristãos, se tornou apóstolo, fez milhares e milhares de quilómetros, incansavelmente, a pé, a cavalo, de barco, para levar a Boa Nova de Jesus, o Crucificado-Vivente, desde a costa sul da actual Turquia, a bacia do mar Egeu (Filipos, Tessalónica, Atenas, Corinto), até Roma e projectando ir à Hespanha…
Mas São Paulo, na história do cristianismo, não é só fundamental pela universalidade que lhe deu. O seu papel decisivo consiste também na reflexão crítica sobre a identidade da fé cristã e as consequências sócio-políticas da sua verdade: Deus, ressuscitando Jesus, revela que está com Ele, com a sua mensagem do Evangelho, que é ele que tem razão. O teólogo François Vouga viu bem, quando escreveu que a ressurreição de Jesus, o crucificado, “implica uma revolução do olhar sobre a pessoa humana”. “Se realmente Deus se revelou como o Pai de um crucificado que perdeu tudo quanto um ser humano pode perder para lá da adopção de Filho, é claro que as linhas de separação religiosas, culturais e sociais pertencem agora a um mundo ultrapassado. A universalidade deve ser pensada como o reconhecimento individual de cada sujeito humano, sejam quais forem a sua nacionalidade, as suas pertenças, o seu sexo: “Já não há nem judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher” (Carta aos Gálatas 3, 28). Por isso, “ninguém, nem em Israel, nem na Grécia, nem em Roma, poderia, por exemplo, imaginar que mulheres ensinem, presidam à Ceia do Senhor ou sejam enviadas de uma cidade a outra como apóstolas”.
3. Foi pelo cristianismo que veio ao mundo a ideia de pessoa e da sua dignidade inviolável.
Lentamente, o cristianismo estendeu-se por toda a Europa, e a Europa foi cristã até aos séculos XVII-XVIII. O que se passou para que, num trabalho recente, o jesuíta Victor Codina, possa escrever: “Assistimos agora na Europa a um verdadeiro colapso da fé cristã…, o cristianismo é culturalmente irrelevante e foi exculturado. É um inverno eclesial europeu.”
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Escreve de acordo com a antiga ortografia
Artigo publicado no DN | 20 FEV 2021
Boas Senhor Padre Anselmo Borges,
De fato espalhou se pela Europa a cristandade, isso é verdade. “Christianis Principis” em Bizantino pelo Papa ADRIANUS VI e as ligações muito estreitas a turcos de Selim, Solimanus que são pais de principies de Bourbon e Vendome, eu não tenho palavras, a cristandade. Tenho pena de não poder colocar aqui alguns trechos que vem em pdf, muito ilustrativos ai talvez teria outra conversa.
HISTORIÆ ECCLESIASTICÆLIBER CXXVIII. ADRIANUS VI PAPA., CAROLUS V. OCCIDENTIS IMPERATOR
S. XV. Solimanus ob finiftrum asaltus fruce cellum in rabiem a&us. Jac Bolius Solimanus ob adversum hujus expedi & feq. tionis fucceffum spe in rabiem versa, Jacques de tam impotenti ira commovebatur, ut Borbon.l.cit. parum abfuerit, quin furore ac indignatione abreptus ipsum Mustapham Sororium fuum hujus belli auctorem neciSæeal.XVI. addixiffet. Referunt Scriptorum non- A.C.1522.
Ergo postera die Magister Sultani tenceny toria acceflit, sed diu expectare juffus, 51 tandem circa vefperam vocatur, ac poften quám tam ipfe quam ejus Equites illum En comitantes pretiosis omnino vestibus induebantur, ad alloquium admittitur, ai quem Sultanus honorifice ac perbe nigne habuit, atque etiam, ne de prins i cipatus amissione inani mærore, cum i hæc fortunæ ludibria effent, confice{ retur , hortatus eft, fimulque eum summorum honorum pollicitationibus sollicitavit, ut ipfi adhæreret, quandoquidem ita defertus a Christianis Principis bus fuisset. Liladamus vero gratiis Sultano aétis, vinci, inquiebat, fortunae. est, sed a tanto Principe vičtum effe, mihi honori potius quam ignominiæ du I CO; ceterum a religione, quam a tua . A.C.1522. diversam profiteor , difcedere, impieta tis, & ignáviæ foret, quæ nullam excufationem mereretur. Unde nil am plius a te, Princeps potentissime, exoro, quam ut tạis Ministris injungere velis, ne discessus meus, meorumque navigatio ullatenus turbetur. Id lubenterpre. cibus tanti Viri datum, cui etiam Solimanus manum fuam deofculandam porrexit.
S. XXIV. Magnus Magister in fuo Palatio a Turcarum Imperatore in . Salutatus. Fac. de Riduo post, nimirum in ipfo Nativita Bourbon. D tis Christi Salvatoris fefto vigefima hin. du Siege de Rhodas quinta veces quinta Decembris die Solimanus urp. 682. bem, quam recens fuo imperio subjecerat, poflidendam ingreffus eft, ipfumque Magistrum, qui suum adhuc palatium incoluerat, invisit, multisque honorum significationibus cumulatum etiam Patrem fuum appellavit, hortatusque est, ne tristitia sese opprimi pateretur, fed invicto animo adverfde fortis invidiam toleraret.
Kristo nasceu em Jerusalem e não na Turquia, e eu não sei ler latim, ainda tenho registos do ano 400 relativo ao que aconteceu às 26 folhas que foram bizantino, olhe para Turquia, dessas 26 folhas 90% eram heresias por parte dos padres da altura e mudaram a conversa.
Tenho pena de não poder colocar aqui o que os Homens fizeram em nome de um homem crucificado por acreditar no seu reino e era Judeu. Quando morreu pobre, e hoje a Igreja na qual dizem descendentes, é tão rica em património, não tenho palavras
João Felgar
Eu falo assim do Kristo, que era uma boa pessoa e que teve o seu sonho, foram todos crucificados os discípulos e eram Judeus. A cristandade serviu para alguns ganhar dinheiro com o resto da população e os meus de França, fez parte dessa Igreja, aquando da primeira bíblia sagrada dos Homens, porque Deus não veio à terra para escrever e ditar textos em latim, nem em grego, nem em Português nem outra língua qualquer. O Deus nunca falou comigo, se convosco fala, vocês devem ser muito especiais.
Os meus só numa diocese de Toulouse tivemos muitos santos e para mim pessoalmente, não foram santos, santos são pessoas que ajudam outros e esses são santos, leia as obras em latim destes ilustres santos que mataram infiéis em nome de Deus, pela vossa Igreja Católica Romana e Apostólica.
Arricho, Arruso, Ericius, Hartrichus ; (‘‘Arrichus’’, ‘‘Arichius’’, ‘‘Arricius’’, ‘‘Aricius’’, ‘‘Aruzo’’ ‘‘Hartricho’’). — Évêque de Toulouse, souscrit l’acte de fondation du monastère Saint-Sauveur de Charroux, établi par le comte de Limoges Roger et son épouse Eufrasie le 19 mai 785 (1). Signe les actes du concile tenu à Narbonne le 27 juin 788 (?)
HIC REQVIESCIT; ARRICHO EP(ISCOPV)S; BONE MEMORIVS; ROGO N(O)N ME INQVIETIS.
Durandus, Durantus, Durannus ; Durandus de Bredonno ; (‘‘Durand de Dôme’’, ‘‘Durand Donne’’). — Originaire de Bredons (1) en Auvergne (2). Frère de Bernard Henri (3). — Moine de Saint-Pierre de Cluny sous l’abbatiat d’Odilon de Mercœur (994-1049) (4). Désigné par Odilon vers le milieu de l’année 1048 pour diriger le monastère Saint-Pierre de Moissac, affilié désormais à l’Ordre clunisien (5). Mentionné en 1052 comme abbé de Moissac (6), et le mardi 29 juin 1053 comme moine de Cluny consacré abbé de Moissac par l’évêque de Cahors Bernard (…1048-1053…) (7). — Paraît comme évêque de Toulouse et abbé de Moissac le dimanche 7/28 juin *1058 ou 6/27 juin 1059 (8). — Paraît en dernier lieu comme évêque de Toulouse dans une charte datée de 1071 (9). — Décédé le 8 mai (10) 1071, plutôt que le ‘‘15’’ (11), ou qu’en ‘‘1072’’ (12). — Inhumé à Moissac, probablement dans l’abbatiale Saint-Pierre (13), avec cette épitaphe versifiée, composée de six hexamètres léonins (14) EXIIT EXILIO DVRANNVS1 PRESVL AB ISTO.; CORDA LIGANS PLEBIS, DIRVMPIT VINCVLA CARNIS.; EVASIT MERVLAS VITE METAS PIVS ABBAS.; EXVIT2 HVNC HOMINEM, VESTIRE3 VOLENS MELIOREM,;HIC CLVNIACENSI4 DEDITVM REGVLE DICIONI,; RESTITVIT REGVLE, PRIMVM REGVLARIS ET IPSE,; ISTVD CENOBIVM, VITA ET MORIBVS HABITATVM.
Raymond du Fauga … 12 mars 1232 – 19 octobre 1270
R., Rus ; Raymundus, Raimundus, Ramundus ; Raymundus de Falgario, de Miramonte ; Raymundus de Falgario, de Miromonte ; Ramundus de Miramonte ; (‘‘Raymundus de Falguerio’’). — Natif de Miremont (1). Issu de la famille des seigneurs du Fauga (2), frère d’Arnaud du Fauga (…1244-1249…) et de Guillaume du Fauga (…1248-1271…), seigneur de Venerque et du Vernet (3). — Compagnon de saint Dominique (+ 1221), fondateur de l’Ordre des Frères Prêcheurs (4). Deuxième (?) prieur du couvent des Dominicains de Montpellier, fondé en 1220 (5). Quatrième Prieur provincial des Frères Prêcheurs de la province de Provence (6). — Élu évêque de Toulouse, en février ou mars 1232, à l’unanimité du Chapitre des chanoines de la cathédrale Saint-Étienne, avec l’approbation immédiate de l’évêque de Tournai Gauthier de Marvis (1219/1220 – 1252), légat pontifical en Albigeois (1231-1233) (7). Apprend son élévation à l’épiscopat alors qu’il fait la visite du couvent des Frères Prêcheurs de Limoges (8). Mentionné comme évêque élu le 12 mars 1232* (9). Consacré le dimanche 21 mars, fait son entrée dans son église cathédrale le dimanche 28 mars (10). Mentionné comme évêque le 8 mai 1232 (11).
PRESVL1 RAYMVNDVS2 IACET HIC, QVEM FLET MODO MVNDVS.; CVIVS ERAT FVNDVS MIRVS MONS3, HINC ORIVNDVS,;VERBIS FACVNDVS, PAVCIS PROBITATE SECVNDVS,
FACTIS FECVNDVS4 5 MAGNIS6, SENSVQVE PROFVNDVS.; ORDO FECIT7 FRATREM, FRATRVM PROVINCIA PATREM,
Um Santo não mata ninguém, um santo ama todos e até os seus possíveis inimigos e perdoa lhes. Até consideram o Nuno Alvares Pereira a um Santo, era general e considerado um Santo por vós, é triste
Agora o vosso Santo Nuno Alvarez Pereira, o vosso santo senhor Padre Anselmo Borges e tenho isto em latim.
Ao tempo, que o Mestre matou o Conde Joað Fernandez, Nuno Alvarez Pereira eltava em Santarein ; e como o ouvio , le foi logo a D. Pedro Alvarez Pereira Prior do Cratu feu Irma), pedindolhe quizeile que le follen para o Meltre ao ajudarein ein huma obra tað heroici, e honrada , como era defender o Reyno da sogeiçao de Caftella ; mas por mais razoés, que lhe deu , o nao pode mover, porque sempre pareceo ao Prior deleiperada a cauta do Mestre : e tendo convertido ao ferviço do Mestre a feu Irmao Diogo Alvarez , com quem veio para Lisboa , se arrependeo, e se tornou do caminho para o Prior. Nuno Alvarez feguio seu caminho, estando a Rainha ainda em Alenquer : e chegando a Alverca , onde determinava de dormir , loube a Rainha como hia para Lisboa servir ao Meltre; e quizerao mandar prender, dizendo aos que estavaó con ella : Viftes tamanha doudice como a de Nuno, que eu criei de tamanino, que deixa o Prior seu Irma), e le vai a Lisboa para o Mestre? Nuno Alvarez foi avisado, e aquella noite disle a seus escudeiros que se temia de a Rainha os mandar prender : que estivessem apercebidos para se defender, e antes se deixallem morrer, que ser presos. E toda a noite estiverað armados, e os cavallos fellados. Ao outro dia chegou Nuno Alvarez a Lisboa, que de todos foi recebido com muita alegria , e muito mais do Mestre, a cujo serviço elle le offereceo : e por o grande valor de Nun alvarez, e prudencia , sendo tað mancebo , o meteo no conselho , e nað fazia nada lem elle. Quando Eiria Gonçalves, mãi de Nuno Alvarez , soube como elle era em Lisboa, veio de Portalegre a lhe uif suadir o caminho, que tomava de leguir ao Mel’tre, por o grande perigo, que nisso via ; mas elle lhe deu taes razoés, com que ella o teve por bem aconsellado , e lhe mandou por tua bençaó, que nunqua deixasse o Mestre : e que logo faria vir para elle a Fernaó Pereira seu Irmao. O Mestre 1abendo da vinda de Eiria Gonçalves, e da caufa delda, a foi ver á lua poutada , e rogoulhe nað mudasse leu filho de seu bom propofito, porque dahi esperava le lhe seguifle muita honra e acrecenta. mento. Ella , que já estava devota do Mestre, the dille quanto contentamento com isso levava : e que por fua bençað lhe tinha mandado que tempre o lervil. fe: e parti dole, mandou logo ao Mestre Fernað Pereira como prometera.
Aflonlo Anes de foi a Lisboa ; e falando aos do Conde, achouos já mudados, e da devaçao do Meltre: pollo que coin e ao 10 , ou 11 escudelios te lançou dentro polla “porta da traiçao. Marum Affonio Valente, que era Alcaide do caitello por o Conde D. Alfonto, foi requerido da parte do Meitre , que o desse , e nað consintisse que por elle vielle mal á Cidade Reyno, dandolhe muitas razoês para o fazer. Mar. tim Alfonio te etcutou , dizendo: Que elle tinha aquelle Caftello pollo Conde D. Joao, a quem fizeta preito, e omenagein: e por nenhuma coula do mundo cahiria em to mao caso. O Mestre determinou fazer huma machina , que chamaó gata , para de sobre ella mandar picar o muro , e entrar dentro. Os de fóra dizia) aos do castello , que o deilem ao Mestre, se nað que juravao a Duos que poriaó em cima daquella gata Conftança Affonio, mái de Afonfo Nogueira , e Irmak da molher de Mirtim Affonso Valente, e as molheres , e filhos de quantos dentro estava): e que entao lançassem de cima fogo, e pedras, e quanto quizessein. Alguns dos de dentro receando ilto , jizia) ao Alcaide : Qie antes se fahiriað fóra , que darem occafiað de The matarem as molheres, e filhos. Primeiro que a gıta folle feita , Nunalvarez Pereira quis falar com Martim Affonfo , e Affonlo Anes Nogueira , entendendo que lhe dariaó o castello : e taes razoés Ihes diffe , que ali por ellas, como por verem a gente do povo alvoroçada pera lhes dar combate, e que a gente de dentro estava determinada a naó sofrer que lhes trouxellem os filhos, e molheres onde os matassem , renderable com condição, que Marliin Affunto o faria saber primeiro á Rainha , e ao Conde, a quem tinha feito omenagem : e que nað sendo focorrido , entregariað o castello : e pera isso derað Aftonto Anes Nogueira ein arrefens a Nunalvares :
Isto é o vosso Santo Nuno Alvarez Pereira matou molheres e crianças.
João Felgar