Windsor for the derby, 2014
Good moaning, Herr Flock. And von Smellhorsen. A série Allo, allo perde a sublime qualidade ideológica da personagem do Captain Hans Geering às portas do 2014 Royal Ascot Racecourse. O ator Sam Kelly parte e consigo vai um dos simpáticos nazis do clássico da BBC que, no Café René, planeia resgatar The Fallen Madonna às mãos do implacável Major-General Erich Von Klinkerhoffen. — Chérie, le début est la moitié de toutes les actions! Esta é a semana do derby em Berkshire. Mais de 250,000 racegoers, hats & bets rumam à Golden Cup. — Don’t run too far, you will have to return the same distance! Já a crise no Middle East densifica regresso a nua real politik. O ISIS abre portões a diálogo com Teheran sobre os interesses comuns e a estabilidade na região. Em Buckingham, The Queen recebe o Chinese Premier Mr Li Keqiang. Em Downing Street, o PM confirma veto a Mr Jean-Claude Juncker para presidente da European Commission.
Dias quentes e leve céu nublado acentuam as excêntricas formalidades desta época de Ascot. Se a memória não me trai, trata-se da edição 303 das corridas de cavalos abertas pela Queen Anne e 100 guineas em Her Majesty’s Plate em 1711. Tempos houve em que os nomes dos convidados eram escrutinados em três folhas: “certainly”, “perhaps” e “certainly not.” A rapidez em pista e nas apostas tem agora duro teste na comparação com o pragmático Team de Mr David Cameron. Com o caos instalado no Passport Office, onde cerca de meio milhão de cidadãos aguarda por um eficaz serviço (o Chief Executive apologizes pela challenging situation na House of Commons), o Prime Minister recebe o homólogo chinês em investment & trade three-day visit. Um cheque de £14 billions no bolso de Mr Keqiang justifica um desusado royal meeting com líder executivo e uma peculiar militar parade nos Gates of Treasury. Mr Nick Clegg e os Lib-Dem fogem de tal fotografia, com a human rights question a incomodar em open news conference no No. 10. Nada de maior, contudo. Aliás, por cá, até a escalada bélica no Iraq ganha uma próspera equação para as bandas do Foreign Office.
Se o protocolo e dito terrorismo abrem a smart negotiation, contrariamente ao candidato da Kanzlerin a Brussels, coisas há ainda perenes: os 85 episódios de Allo, Allo (1982-92). Nunca as belíssimas imagens de Nurenberg por Frau Leni Riefenstahl em Triumph des Willens deixam de mesclar sorriso ditado pela presença de Mr Kelly e do seu Capt. Geering. Desaparecido o ator, para a eternidade ficam a aprumada saudação sempre final ‘tler a qualquer salva de ocasião a Hole Hotler ou os intermináveis planos para substrair as knackwurst sausages da Gestapo e da Resistance. Problemas de entendimento só mesmo com aquele “Listen very carefully; I shall say this only once,” de Mademoiselle Michelle, e o “It is all French,” dos Flying Officers Carstairs e Fairfax.
Atos e consequências. A linha recua à infância, porém… A Iraq crisis retoma o tom do debate que há 10 anos dividiu águas aquando do avanço para nova guerra do golfo. Mr Tony Blair isenta as teses do evil axis da presente situação e levanta aqui uma furiosa tempestade de areia. — Well, do business with strangers but eat and drink with your relatives!
St James, 17th June
Very sincerely yours,
V




