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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Mario Vargas Llosa:

o Escritor para quem La Literatura es fuego. Por Teresa Vieira.

 

 

 

 

 

 

 

 

O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o Prémio Nobel da Literatura de 2010. 

  

Para mim a Literatura é também um reflexo do real, um horizonte, um real literário e cultural um tudo no que Mallarmé disse naquela célebre frase “tout existe pour aboutir un livre”.   

 

Vargas Llosa que está em Manhattan a leccionar neste momento na Universidade de Princeton, nunca deixou por dizer o quanto a Literatura fora o seu primeiro berço simbólico.   

 

Vargas Lhosa teve, na minha opinião, um método curiosíssimo de libertar a contradição no esclarecimento das estruturas do poder, preocupando-se particularmente com os países onde não há democracia ou onde a liberdade está ameaçada.  

 

Vargas Llosa empenhou-se sempre na  luta pela liberdade individual: na luta por um valor criativo e sem derrota. 
Recordo a riqueza de detalhes sobre a vida do sertão baiano. Recordo o quanto ele sabia distinguir uma verdade pensada de uma verdade enquanto resultado diferido de algo que acontece. 

 

 “A Guerra do Fim do Mundo” (1981) e a  “A Casa Verde” (1966) livro muito autobiográfico, são ambos manifestações óbvias de um grau de perfeita boa consciência cultural.   

 

Acredito que Vargas Llosa será sempre um revolucionário perfeitamente de acordo com o seu raciocínio e também um conservador que não escapando às sociedades arcaizantes, se permite em liberdade, a explicação antropológica e social que sempre condiciona o homem. 

  

A realidade dos oprimidos e a sua arguta denúncia será sempre conteúdo a não esquecer na Literatura de Vargas Llosa.

 

 

 

7 Outubro 2010 sec.XXI

 

 

 

 

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