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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

A FORÇA DO ATO CRIADOR

  Saber Ver a Arquitectura de Bruno Zevi. (Parte I) Em ‘Saber ver a Arquitectura’ (1977) Bruno Zevi entende que falar de arquitetura não pode resumir-se à construção técnica, ao ensaio filológico ou a um reflexo de tendências pictóricas. É por isso, indispensável precisar os atributos da arquitetura e dar-lhes um sentido preciso – movimento, força, vitalidade, […]

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A Vida dos Livros

A VIDA DOS LIVROS

   De 9 a 15 de novembro de 2020   Orhan Pamuk diz-nos que o património cultural se assemelha ao amor, enquanto atenção profunda e compaixão sentida.   «O MUSEU DA INOCÊNCIA» “Enquanto passearem de vitrina em vitrina e de caixa em caixa, observando todos estes objetos”, compreenderão como o escritor pôde ficar a olhar […]

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MEMÓRIAS DE EMÍLIO RUI VILAR (I)

Assinala-se, neste artigo, o recente livro de Emílio Rui Vilar intitulado abrangentemente e significativamente “Varia II – 2012-2019 – Memoreae”, assim mesmo: e desde já refere que este título, no seu envolvimento clássico e de expressão latina, sintetiza e consubstancia a vasta abordagem de memórias, com uma temática que tem, além de tudo o mais, […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  64. O FUTURO DAS HUMANIDADES Há que fazer reviver, renascer, eis o termo, as humanidades.  As humanidades perderam muito do poder de mobilização que tinham e, para muitos, são sinónimo de antiguidades, velharias, tempos perdidos de vestígios ausentes, de privações irrecuperáveis. Há que recusar o congelamento, mumificação e subalternização das humanidades, que tal palavra […]

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MARIE DE RÉGNIER – “A INCONSTANTE”

  Com tradução e prefácio de Nuno Júdice chega-nos pela chancela Sibila Publicações, o romance “A Inconstante”, publicado em 1903, usando então Marie de Régnier o pseudónimo Gérard d’Houville. A razão do uso deste masculino pseudónimo seria o de evitar que a moral dominante da época pudesse entender este livro como uma provocação de Marie […]

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FRATELLI  TUTTI. 4. A fraternidade e as religiões

  1. Do tríptico: liberdade, igualdade e fraternidade, é a fraternidade que, sem a referência à transcendência, tem dificuldade em encontrar um fundamento último sólido. Por isso, Francisco escreve: “Como crentes, pensamos que, sem uma abertura ao Pai de todos, não pode haver razões sólidas e estáveis para o apelo à fraternidade. Estamos convencidos de […]

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A Vida dos Livros

A VIDA DOS LIVROS

   De 2 a 8 de novembro de 2020 Comemorou-se em Faro na última semana os 15 anos da Convenção-Quadro sobre o valor do Património Cultural na Sociedade Contemporânea celebrada no âmbito do Conselho da Europa, cuja génese recordamos.     DISCURSO HISTÓRICO Ao falar na Universidade de Zurique, em setembro de 1946, Winston Churchill […]

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CARTAS NOVAS À PRINCESA DE MIM

  Minha Princesa de mim:    Regressando ao nosso filósofo sul coreano, Byung Chul Han, formado na Alemanha, e ao seu livro de 2019, Vom Verschwinden der Rituale, que te citei na minha carta anterior, ressalto: Os ritos são ações simbólicas. Transmitem e representam aqueles valores e ordens que mantêm coesa uma comunidade. Geram uma comunidade sem comunicação, enquanto […]

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