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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é um espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

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Antologia

ANTOLOGIA

   Haydn portrait by Ludwig Guttenbrunn          NÃO POR RECEITA; MAS COMO PROCURA…   Franz Joseph Haydn, quartetos e sinfonias, sonatas, “A Criação!” O equilíbrio em tudo, não por receita, mas como procura. Até nas admiráveis “Sete últimas palavras de Cristo na cruz”! Assim, ao som da música, nos balançamos entre a vida e a […]

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CRÓNICAS PLURICULTURAIS

  187.  ÉTICA OLÍMPICA   “Fiz questão de saber que ele estava bem e que poderíamos discutir o ouro de forma justa. Ele teve um azar. Seria injusto ele perder o ouro daquela forma. Quis ter a certeza que ele voltava e que estava bem. Na minha consciência fiquei aliviado (…) foi mais justo. (…) […]

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SYLVIA PLATH

Em quanto mar de Hiroshima?   Em quantas viagens por livros de inícios de guerra perpétua? Decididamente, nos momentos mais raros estava sozinha e a certa altura as tulipas vermelhas  e Sylvia I didn’t want any flowers, I only wantedTo lie with my hands(…) Pois todos se passeiam por corredores sob cujas pedras me ofereço, […]

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Artigos de Opinião

Qual é coisa, qual é ela?

O património cultural imaterial está onde menos se espera. As tradições, os hábitos e costumes, o modo de fazer as coisas, a gastronomia – a cada passo encontramos pequenos segredos que explicam o carácter dos povos. José Ruivinho Brasão, meu professor no Liceu de Pedro Nunes e bom amigo, tem-se dedicado à recolha da literatura […]

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O HOMEM: QUESTÃO PARA SI MESMO (4)

  4.  Somos livres?   Esta é a pergunta decisiva. De facto, se não somos livres, o que se chama dignidade humana pode ser uma convenção, mas não tem fundamento real. Mas quem nunca foi assaltado pela pergunta: a minha vida teria podido ser diferente? Para sabê-lo cientificamente, seria preciso o que não é de […]

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POEMS FROM THE PORTUGUESE

  Poema de Ana Hatherly     O Terceiro Corvo   Oh LisboaComo eu gostava de serO terceiro corvo do teu emblemaEstar implícita na tua bandeiraNegra e brancaComo tinta e papelComo escrita e espaço! Ser teu desenhoTua nova lendaInvenção deste séculoQue já não inventaE se interroga:Donde vieram estes corvos? Como tu, Vicente,Eu também não sou de cáNão sou daquiNão pertenço a esta terraE talvez nem sequerPertença a este mundo… Porém estou aquiNesta dolorosa praia lusitanaCheia de um tumulto inútilQue enegrece as tuas areiasE polui o ventre do rioQue os golfinhos há muito desertaram E olhando as nuvens dedilhadas pelo ventoSentindo a terna dor do teu sentir sentidoPeço-te, LisboaSurge de novo belaReinventaA santidade perdida do teu emblema in Itinerários, 2003   The Third Crow   Oh LisbonI would so like to beThe third crow in your shieldTo be implicit in your flagBlack and whiteLike ink and paperLike script and space! To be your drafted shapeYour new legendInvention of this centuryThat no longer inventsAnd wonders:Where have these crows come from? Like you, Vincent,I’m not from these partsNot from this placeNot from this landAnd perhaps I don’t evenBelong to this world… Yet here I amOn this sorrowful Lusitanian beachFull of a useless turmoilThat blackens your sandsAnd pollutes the river’s wombLong abandoned by the dolphins And seeing the clouds fingered by the windFeeling the gentle pain of your felt feelingsI beg you, Lisbon,Rise again in beautyReinventThe lost sanctity of your shield   © Translated by Ana Hudson, 2010

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XXXI.  História longa – Memória rica…

Recordando António Alçada Baptista, termino o Folhetim de 2024 com uma dedicatória à língua portuguesa ou ao livro da nossa língua que maior projeção mundial tem. De facto, é uma obra pioneira na literatura mundial. Mais do que um livro de viagens, trata-se de um modo inteiramente novo e original de fazer uma narrativa. Com […]

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