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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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PORQUE TE AMO

 

Se beijar o infinito

Loucura fosse

Nunca poderia dizer que tenho em mim

Quando te abraço

Toda a beleza que não vi criada

 

E ambos chamamos luz à luz

Como as crianças

 

E semeamos

Que diferente até o amor será

Na espera de já não sermos

Os vagabundos dos sonhos

 

Agora

Enlaçamo-nos

Nas horas que em nós

São a lida

Incansável

 

Asa transparente

Afinal

Aço

 

E

Se o vento mau te levar

Restarás comigo

 

Sempre                  

                  

 

Teresa Bracinha Vieira  

6 comentários sobre “PORQUE TE AMO

  1. O amor faz parte da vida, não tenho palavras para definir estes conceitos

    cada um é um mundo à parte, com ansiedades, objetivos e amores

    Continue a postar coisas dessas que gosto de ler

    João Felgar

      1. O Amor é uma fonte inesgotável como diz Roberto Carlos – Como é Grande o Meu Amor por Você (Ao vivo em Jerusalém)

        https://www.youtube.com/watch?v=bsN1_oRPLns&list=RDbsN1_oRPLns&start_radio=1

        E temos outro Mestre que é Pablo Neruda, isto é cultura.

        Manhã – Soneto XXIX

        Vens da pobreza das casas do SUL,
        das regiões duras com frio e terremotos
        que quando até seus deuses rodaram à morte
        nos deram a lição da vida na greda.

        És um cavalinha de greda negra, um beijo
        de barro escuro, amor, papoula de greda,
        pomba do crepúsculo que voou nos caminhos,
        alcanzia com lágrimas de nossa pobre infância.

        Moça, conservaste teu coração de pobre,
        teus pés de pobre acostumados às pedras,
        tua boca que nem sempre teve pão ou delícia.

        És do pobre Sul, de onde vem minha alma:
        em seu céu tua mãe segue lavando roupa
        com minha mãe. Por isso te escolhi, companheira.

        Pablo Neruda

        Soneto XXII

        Quantas vezes, amor, te amei sem ver-te e talvez
        sem lembrança,
        sem reconhecer teu olhar, sem fitar-te, centaura,
        em regiões contrárias, num meio-dia queimante:
        era só o aroma dos cereais que amo.

        Talvez te vi, te supus ao passar levantando uma taça
        em Angola, à luz da lua de junho,
        ou eras tu a cintura daquela guitarra
        que toquei nas trevas e ressoou como o mar desmedido.

        Te amei sem que eu o soubesse, e busquei tua memória.
        Nas casas vazias entrei com lanterna a roubar teu retrato.
        Mas eu já não sabia como eras. De repente

        enquanto ias comigo te toquei e se deteve minha vida:
        diante de meus olhos estavas, regendo-me, e reinas.
        Como fogueira nos bosques o fogo é teu reino.

        Pablo Neruda

        João Felgar

      2. É melhor assim a distancia, nunca vou ter o que desejo, é sempre obstáculos, complicações, o meu pensamento está sempre em você, como diz Ana Carolina, eu amo e é o melhor assim não gosto de ser mal tratado pela outra parte, quando eu amo, doe.

        O amor quando é verdadeiro, fazem se sacrifícios, e eu faço. Eu quero paz e sossego, o meu amor é eterno, o teu não sei.

        João Pedro

  2. Porque te amo, é um sentimento irracional, sentimos saudades, carinho, telepatia, sexo, o amor é tudo isto e muito mais. Amo te.

    Ofereço lhe estes exemplares de sonetos que falam de amor à Senhora Teresa Vieira

    ŚONETO I.

    M quanto quiz Furtunà, que tiveste
    O gosto de hum suave pensamento,
    Me fez que seus effeitos escrevesse,

    Porém remendo amor, que aviso desse
    Minha escritura a algum juizo izenco, ?
    Escureceome o engenho co tormento, para que feus enganos nam difleffe.

    Oh vos,qu’amor obriga a ler sugcitos, •
    A diversas vontades, quando lerdes
    Num breve livro cafos tan diversos.

    Verdades puras sam,e nam defeitos, :
    E sabeis que segundo o amor tiverdes,
    Tereis o entendimento de meus versos. 1

    S O NE TO II.

    U cantarei d’ amor tam docemente,
    Por hūs cermos em fi tam cõcertados, que dous mit accidentes namorados
    Faҫа sentir ao peito, que nam sente.
    Farei qu’ amor a todos avivente,
    Pintando mil fegtédos delicados,
    Brandas jr asa facia, e pena ausente;
    Tambem Senhora do desprezo honesto De vossa vista branda, e rigurofa, contentarm’hei dizendo a menos parre.

    Porèm para cantar de vofso gesto,
    A cotopoliçam alta, e milagrosa,
    Aqui talta saber,engenho, e arre.

    SORE TO IV.

    Quanto mal já por muitos repartio,
    Entregou me & Furtuna, porque vio,
    Que nað tinha mais malgyem mi moftrafle,

    Ella porque do amor fe avantejalle
    No tormento, que o ceo me permitio,
    O que para ninguem se confentio,

    Para mi sò mandou que se inventàffe.

    Eisme aqui vou com vario som gritando
    Copioso exemplario para a gente,
    Que deftes dous tyranos he sugeira:

    Defvarios em verfos concertando,
    Triste, quem seu descanso tanto estreitas
    Que delte cam pequeno está contente.

    SONETO V.

    M priloês baxas fui hũ tempo atado,
    Vergonhoso castigo de meus erros,

    Inda agora arrojando levo os ferros,
    Que amor a meu pesar tem já quebrado.

    Sacrifiquei a vida a meu cuidado,
    Que amor nam quer cordeiros, nē bezerros
    Vi magoas,vi milerias, vi desterros,
    Pareceme que estáva assi ordenado.

    Contenteime com pouco,conhecendo, que era o contentamento vergonhoso,
    So por ver g cousa era viver ledo, Cdog
    Mas minha estrella, q eu já agora enten:
    A morte cega,e o caso duvidoro,
    Me fizeram de gostos haver medo,

    SONETO VI.

    Llustre,e dino ramo dos Meneses;
    Aos quaes o prudente, e largo Ceo,
    ( 9 errar nam sabe’) em dote concedeo
    Rompele os Mahometicos arneses.

    Delpresando a Furtuna,e seus reveses,
    Ide para onde o Fado vos moveo,
    Erguei flamas no mar alto Erithreo,
    E lereis nova luz aos Portugueses.

    Oprimi com tam firme,e forte peito,
    O pirata infolente,que se espante,
    E trema Taprobana,e Gedrosia,
    Dai nova causa à cor do Arabro estreito, que o roxo mar daqui em diante o leja.sò co langue de Turquia.

    SONETO VII.

    O tempo,que de amor viver sohia,
    Nē s@pre andava ao remo ferrolha.

    Antes agora livre, agora arado (do,
    Em varias flamās variamente ardia

    Que ardeffe num só togo nam queria,
    O Ceo, porque tivefle exprimentado, que nem mudar as causas ao cuidado,
    Mudança na ventura me faria.
    E se algum pouco tempo andaya izēto,
    Fui como quem co pelo descanļou,
    Por tornar a cansar com mais alento.

    Louyado seja amor em meu cormenio,
    Pois para paflatempo seu tomou
    Efte meu çam can lado sofrimento,

    SONETO VII

    Mor, ý o gesto humano n’alma elcren
    Vivas faiscas me mostrou hum dia,
    Donde hum puro cristal se derreria
    Por entre vivas rotas,e alya neve..

    A vifta que em si mesma nam se atreve,
    Por le certificar do que alli via,
    Foi convertida em fonte,que fazia
    A dor ao fofrimento doce,e leve,

    Jura amor, que brandura de vontade,
    Caufa o primeiro effeito,o penfamento
    Encloudece,se cuida que he verdade;

    Olhai como amor géra num momento,
    De lagrimas de honesta piệdade,
    Lagrimas de immortal contentamento.

    João Felgar

  3. O amor também tem outras facetas que muitas das vezes as pessoas não admitem e o Amor tem outras particularidades que nós ultrapassam. Criamos obstáculos para que ele não exista. É interessante.

    https://www.youtube.com/watch?v=z4j9BhlmSSU&list=RDbsN1_oRPLns&index=4

    Eu e você
    Não é assim tão complicado
    Não é difícil perceber

    Quem de nós dois
    Vai dizer que é impossível
    O amor acontecer

    Se eu disser
    Que já nem sinto nada
    Que a estrada sem você
    É mais segura
    Eu sei você vai rir da minha cara
    Eu já conheço o teu sorriso
    Leio o teu olhar
    Teu sorriso é só disfarce
    O que eu já nem preciso

    Sinto dizer que amo mesmo
    Tá ruim pra disfarçar
    Entre nós dois
    Não cabe mais nenhum segredo
    Além do que já combinamos

    No vão das coisas que a gente disse
    Não cabe mais sermos somente amigos
    E quando eu falo que eu já nem quero
    A frase fica pelo avesso
    Meio na contra mão
    E quando finjo que esqueço
    Eu não esqueci nada

    E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
    E te perder de vista assim é ruim demais
    E é por isso que atravesso o teu futuro
    E faço das lembranças um lugar seguro
    Não é que eu queira reviver nenhum passado
    Nem revirar um sentimento revirado
    Mas toda vez que eu procuro uma saída
    Acabo entrando sem querer na tua vida

    Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
    Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
    Falar só por falar
    Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
    Que a história de nós dois não me interessa
    Se eu tento esconder meias verdades
    Você conhece o meu sorriso
    Lê o meu olhar
    Meu sorriso é só disfarce
    O que eu já nem preciso

    E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
    E te perder de vista assim é ruim demais
    E é por isso que atravesso o teu futuro
    E faço das lembranças um lugar seguro
    Não é que eu queira reviver nenhum passado
    Nem revirar um sentimento revirado
    Mas toda vez que eu procuro uma saída
    Acabo entrando sem querer na tua vida

    João Felgar

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