
Quando vejo aquelas aldeias cobertas de neve
Casas muito juntinhas
Lâmpadas acesas quais luzes de vida
Janelas embaciadas por diálogos de quente pão
Tudo me parece definir
Que todos desejamos
Aquele amor onde se apoia o frio
De quem não carece de sair de casa
Para viver o que o mundo já lhe oferece
Dentro
Em cobertores de nuvens que aconchegam
Qualquer olhar que os procure
Qualquer mão que se erga
Qualquer alma interrogada
Qualquer vida entreaberta
Teresa Bracinha Vieira
2016