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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

Veloso Salgado

XI. O domínio filipino e a Restauração: equilíbrio e cerco

A Restauração da Independência de Portugal de 1640 correspondeu a uma reação à tentativa de Filipe III (IV de Espanha) e do Conde Duque de Olivares de centralização e unificação dos reinos ibéricos. Estava em causa o desrespeito das condições definidas nas Cortes de Tomar (de 1581). Se Portugal nunca perdeu a independência formal, o […]

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X. A decadência do Império

Quando na segunda Conferência Democrática do Casino Lisbonense (1871), Antero de Quental enumerou as causas da decadência dos povos peninsulares preocupou-se com o fator religioso representado pelo Concílio de Trento, com o fator político pelo absolutismo real e com o sistema económico dos descobrimentos. Se D. João II procurou garantir uma coordenação estratégica, baseada numa […]

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IX. Os portugueses e o Renascimento

O pano de fundo da história portuguesa dos séculos XV e XVI pode, em termos culturais, abranger sete referências fundamentais: (I) na grande tradição da lírica poética, vinda dos trovadores galaico-portugueses e das cantigas de amor e de amigo, chegamos à maturidade da língua portuguesa com Luís de Camões (1524-1580), antecedido por Garcia de Resende […]

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VIII. De Vasco da Gama a Afonso de Albuquerque: um império universal

Sobre Vasco da Gama, importa lembrar que depois da morte do Infante D. Henrique as navegações «eram sobretudo impulsionadas pela procura do Preste João e do ouro da Guiné, e que, durante o reinado de D. João II, estes motivos foram reforçados pela procura de especiarias asiáticas – compreendendo-se a resposta do enviado de Gama […]

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VII. A atração do mar

A expansão marítima europeia, que teve como precursores os portugueses, é de significativa complexidade, não sendo compatível com simplificações. A costa marítima atlântica de Portugal, o conhecimento antigo de África e do Mediterrâneo Ocidental, a longa prática dos pescadores algarvios nas relações económicas com Marrocos, as necessidades económicas determinadas pela carência de meios (cereais e […]

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VI. A importância da crise de 1383-85. Fernão Lopes

A vida de Fernão Lopes é um mistério. Por ironia do destino, o homem através de quem conhecemos a Crónica de D. João I e a história da Ínclita Geração, é-nos quase desconhecido como pessoa. Não sabemos quando nasceu, mas presumimos que tal tenha acontecido nos anos da crise. “Fernão Lopes pertencia à primeira geração […]

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V. As origens da nacionalidade: a fundação de Portugal

Compreende-se a importância do Norte Atlântico por ser “a região por excelência do regime senhorial” e de as áreas mais montanhosas do Norte Interior e do Sul Mediterrânico coincidirem com a “implantação maciça das comunidades organizadas em concelhos”. Afinal, a receita para o sucesso político de Henrique de Borgonha e dos reis portucalenses advém da […]

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IV. A Reconquista e a formação do Estado

O tempo longo sempre nos reserva inúmeras surpresas. Trata-se de procurar compreender os grandes movimentos, as sínteses fundamentais, para além dos elementos circunstanciais que variam no imediato. José Mattoso estudou o tema, à luz da moderna historiografia, procurando vê-lo com os olhos do nosso tempo – menos na lógica de uma determinação ou de um […]

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III. As raízes antigas

Portucale ou Portugale, junto à foz do Douro, é a matriz do corpo político donde nasceu o Estado português – um Estado que precedeu a Nação. O nome Portugal leva-nos à influência indo-europeia e ao elemento céltico – Porto é etimologicamente uma entrada de mar e o elemento Gal corresponde à referência ao povo céltico […]

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II. As divisões do território: o Norte Atlântico, o Norte Transmontano e o Sul

Apesar dos contrastes, os aspetos comuns e as influências diversificadas e entrecruzadas tornam difícil a definição das regiões. Percebe-se, aliás, a resistência à regionalização. No fundo, “o que caracteriza as regiões geográficas de Portugal é o padrão miúdo e a rica variedade de aspeto e contrastes” (p. 141). As transições são graduais e, de novo, […]

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