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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Lista de artigos

XVI. As invasões francesas e a presença da Corte no Brasil

Nem todos os acontecimentos históricos têm efeitos imediatos significativos, mas podem produzir resultados profundos no longo prazo. A Revolução portuguesa de 1820 é um desses exemplos. Não estamos perante um fenómeno instantâneo, mas diante de um processo gradual em que a sociedade se foi emancipando. Lembremos o que antecedeu no movimento do Porto de 24 […]

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Alegoria à Constituição de 1822 – Domingos A. de Sequeira

XV. Da “Viradeira” à Revolução liberal

Com a morte de D. José (1777), caiu em desgraça o Marquês de Pombal. Ao subir ao trono D. Maria I vai procurar reparar o que se considerava serem as maiores injustiças cometidas pelo favorito de seu pai. Dá-se início à chamada “Viradeira”, que se vai limitar, porém, apenas a alguns aspetos da política anterior. […]

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XIV. Revisitando a ação dos Bandeirantes no Brasil

Reler “Raposo Tavares e a Formação Territorial do Brasil” (2 volumes) da autoria de Jaime Cortesão (Portugália, 1966) é tomar contacto com uma obra aliciante que segue um percurso que nos permite ver sucessivamente a Geografia e a etnografia da América do Sul, “a reação ao Tratado de Tordesilhas e o mito da ilha-Brasil”, o […]

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XIII. Sebastião José de Carvalho e Melo e o Século das Luzes

Aproximando-se a chegada ao trono de D. José, D. Luís da Cunha, o experimentado diplomata, apresentou sugestões para um novo governo, indicando alguém que tinha experiência diplomática em Londres e Viena, na maturidade dos 50 anos, o que na altura era já uma idade avançada. Referia-se a Sebastião José de Carvalho e Melo, para a Guerra […]

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XII. O Ouro do Brasil e as sequelas de Methuen

Os Tratados de Methuen estabeleceram o acordo de Portugal com a Grande Aliança, formada pela Grã-Bretanha, as Províncias Unidas e o Sacro-Império Romano-Germânico, para enfrentar a Espanha e a França na guerra de sucessão espanhola. À frente das negociações deste tratado estiveram o embaixador inglês John Methuen e D. Manuel Teles da Silva, marquês de […]

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Veloso Salgado

XI. O domínio filipino e a Restauração: equilíbrio e cerco

A Restauração da Independência de Portugal de 1640 correspondeu a uma reação à tentativa de Filipe III (IV de Espanha) e do Conde Duque de Olivares de centralização e unificação dos reinos ibéricos. Estava em causa o desrespeito das condições definidas nas Cortes de Tomar (de 1581). Se Portugal nunca perdeu a independência formal, o […]

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X. A decadência do Império

Quando na segunda Conferência Democrática do Casino Lisbonense (1871), Antero de Quental enumerou as causas da decadência dos povos peninsulares preocupou-se com o fator religioso representado pelo Concílio de Trento, com o fator político pelo absolutismo real e com o sistema económico dos descobrimentos. Se D. João II procurou garantir uma coordenação estratégica, baseada numa […]

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IX. Os portugueses e o Renascimento

O pano de fundo da história portuguesa dos séculos XV e XVI pode, em termos culturais, abranger sete referências fundamentais: (I) na grande tradição da lírica poética, vinda dos trovadores galaico-portugueses e das cantigas de amor e de amigo, chegamos à maturidade da língua portuguesa com Luís de Camões (1524-1580), antecedido por Garcia de Resende […]

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VIII. De Vasco da Gama a Afonso de Albuquerque: um império universal

Sobre Vasco da Gama, importa lembrar que depois da morte do Infante D. Henrique as navegações «eram sobretudo impulsionadas pela procura do Preste João e do ouro da Guiné, e que, durante o reinado de D. João II, estes motivos foram reforçados pela procura de especiarias asiáticas – compreendendo-se a resposta do enviado de Gama […]

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VII. A atração do mar

A expansão marítima europeia, que teve como precursores os portugueses, é de significativa complexidade, não sendo compatível com simplificações. A costa marítima atlântica de Portugal, o conhecimento antigo de África e do Mediterrâneo Ocidental, a longa prática dos pescadores algarvios nas relações económicas com Marrocos, as necessidades económicas determinadas pela carência de meios (cereais e […]

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