
Tenho muito gosto em trazer ao Centro Nacional de Cultura a escultura de Nuno Godinho num movimento – quase metamorfose – de rara expressão e beleza da realidade.
Recordo o dia em que o Nuno me deu aos olhos esta decifração, ou, andamento de vida, por onde tudo passa. No meu sentir, vi um dizer do quanto o efémero se queda convincente e cunhado na nossa memória, se o mesmo for cúmplice da arte, verdadeiro impulso realista de um poema feito caminho de expressão de onde se parte para o encontro de nós.
Convido a que aguardemos pela janela do ver do Nuno Godinho, o quanto uma escultura é maturidade e privilégio, inquietude e tranquilidade, verdade e reconciliação com a força que sempre chega quando o mundo é visto pelo angulo de o tentar captar.
Teresa Bracinha Vieira
Setembro de 2017