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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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TRADIÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO

 

Referimos hoje dois cineteatros que marcam uma tradição cultural e arquitetónica no concelho da Mealhada. E se evocamos e analisamos especificamente estes dois exemplos, é precisamente porque, cada um na sua época e com historiais bem diversos, documentam essa mesma tradição descentralizadora, no sentido de abrangência, numa época quem que a centralidade urbana era bem mais marcante do que hoje.

 

Referimo-nos então aos dois Cineteatros “históricos” do Concelho de Mealhada: Cineteatro Avenida, no Luso, e Cineteatro Messias,  na sede do Concelho.

 

Por este começaremos a descrição.

 

Trata-se de um projeto arquitetónico de Raul Rodrigues de Lima e o nome já de si constitui garantia de qualidade. Lembramos designadamente, no que respeita a salas de espetáculo, desde logo o Monumental e o Cinearte em Lisboa, mas também cinemas e teatros em Lagos e em Ponta Delgada.

 

Neste caso concreto do Cineteatro Messias da Mealhada, a iniciativa deveu-se sobretudo ao empresário Messias Batista, que em boa hora decidiu dotar a cidade de um edifício cultural que substituísse o velho Theatro Mealhadense, há muito desativado. Daí, esta designação algo insólita – Cineteatro Messias, sendo certo que, à data da inauguração, o edifício se denominou mais simplesmente Cine-Teatro da Mealhada. E foi então inaugurado em 18 de janeiro de 1950.

 

É de assinalar a imponência do edifício e a originalidade do projeto arquitetónico, concebido a partir da fachada curvilínea dominada por uma torre que  domina quer a fachada, quer a varanda que acompanha a curva feita em terraço. Só por si, essa qualidade arquitetónica merece o maior destaque.

 

Bem próximo, no Luso, foi inaugurado nos anos 30 do século passado o Cineteatro Avenida. Curiosamente, o projeto arquitetónico tem semelhanças com o Cineteatro Messias, pelo menos no destaque da zona da fachada, que se define numa vasta varanda.  E é de assinalar que este Cineteatro Avenida esteve encerrado mais de 20 anos.

 

Voltaremos à evocação.

DUARTE IVO CRUZ

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