Nunca perde o dia
Quem passou pelo ponto exato
Da vida
Nunca perde a liberdade
Quem a vive na mesma aldeia
De um tempo
A espera é longa
Presentes
As infinitudes de coragem
Em noites de sangue pastoso
Quando as agonias
São gente em morte
Que nos entra pelas órbitas
E nos açoita
Irmão:
Sou um pequeno cascalho
Mas ainda veículo
Ao teu lado
Aceita-me
Basta-me até tu
Minha maravilha
Teresa Bracinha Vieira