
Minha Princesa de mim:
A nação judia, livre e independente, dispõe-se a colaborar com os seus vizinhos árabes livres, para promover a verdadeira independência de todos os países semitas do Médio Oriente… – afirmava Ben Gurion um dos pais e primeiros governantes do atual estado de Israel. Aliás, foi ele quem pronunciou a declaração de constituição e independência do estado de Israel, em 14 de maio de 1948.
Já no século I da nossa era, Flávio José, judeu, cidadão romano, cronista ou historiador de seu ofício, propunha, na sua obra Antiguidades Judaicas (I, 180; VII, 67), a seguinte etimologia para o topónimo Jerusalém: Visão da Paz. O topónimo terá raiz muito antiga, surge no século XIX antes de Cristo gravado num figurino egípcio: Rushalimin.
Em Lettrines, março de 1967, Julien Gracq escrevia: Jerusalém, cometa histórico cuja história quase se reduz a um longo rasto inflamado, pousada na sua colina como foguetão em rampa de lançamento – tanta fúria de eternidade em tão pequeno corpo – cidade Pítia, cidade epiléptica, soluçando sem tréguas do transe do porvir…
No seu Éthique de la Considération, a professora de filosofia na Universidade de Paris-Est-Marne-la-Vallée, Corine Pelluchon, que tem a idade da minha filha Teresa, cita São Bernardo de Claraval, pai da reforma beneditina de Cister e pregador de Cruzada – sim, esse mesmo, o tal que é evocado, em azulejos do nosso mosteiro de Alcobaça, pelos seus monges e conversos, obreiros da colonização agrícola de grande parte de Portugal, nos tempos d´El Rei Dom Afonso Henriques, o Fundador:
Bernard de Clairvaux écrit au pape Eugene III en exil: «Lembra-te de que nasceste de uma mulher!» É impossível governarmos sem nos lembrarmos, nós mesmos, de que saímos nus do ventre de uma mulher, de que somos um ser engendrado. Para mim, todavia, a humildade, mais do que uma virtude, é antes do mais um método. Porque nos permite purificar o olhar, e deixarmos de estar em pleno poder e domínio, que são as tentações constantes do humano. A humildade é uma experiência que despoja o indivíduo dos seus atributos sociais, permitindo-lhe agarrar a sua nua humanidade, e ter compaixão para com outro, e então compreender o seu próprio lugar no mundo, sem perder o sentido da justa medida. Isso que hoje falta a tanta gente brilhante…
Lembrei-me destes passos e trechos – ouvidos ou lidos há mais ou menos tempo, sem precisão de datas ou ocasiões, pois que cada vez mais indiferentes se me tornam as horas e distâncias – ao refletir hoje, dia 27 de janeiro de 2018, na memória do Holocausto. Que a lembrança da barbárie nazi e de tantas outras perseguições e injustiças de que judeus foram vítimas possa levar hoje Israel a pensarsentir, não ressentimento ou vingança, nem sequer desforra – muito menos a custas de populações de cristãos e muçulmanos palestinos, inocentes de genocídios e, na sua esmagadora maioria, povos há mais tempo radicados na Palestina do que os judeus de origem caucasiana e descendentes de outros convertidos, que o movimento sionista veio trazendo para aquelas paragens, ali adquirindo e, depois, expropriando terras, nem sempre de forma condizente com as leis e usos locais, menos ainda com o respeito devido a paisanos sujeitos, primeiro, ao domínio otomano (até 1917) e, a seguir, ao do mandato britânico (de 1917 a 1945).
Recordo, comovido, um trecho de Pour l´Amour de Bethléem, ma Ville Emmurée, de Vera Baboun, eleita, em 2012, presidente da Câmara Municipal de Belém, professora universitária, católica palestina, de origem árabe e arménia, mãe de cinco filhos, viúva de um palestino morto por forças israelitas de ocupação: Acontecia-me ir diretamente, à saída da escola São José, assistir à missa das 17horas na igreja de Santa Catarina. Lembro-me especialmente desse dia de maio, mês da Virgem Maria. Tinha 16 anos. Estava sentada na nave, com a farda da escola, e a pasta ao lado. Escutava a homilia. Foi então que o padre pronunciou esta frase: «As bênçãos e as graças escondem-se no coração dos sofrimentos. Aprendei a fazê-las nascer!» Falava em árabe, e fascinava-me o ritmo, mesmo se ainda não lhe percebia o sentido. De regresso a casa, apressei-me a apontá-la num canto do diário íntimo que então escrevia. Tal como a ouvira. «As bênçãos e as graças escondem-se no coração dos sofrimentos. Aprendei a fazê-las nascer!» Quem era eu então? Uma filha de boa família, que se ia casar, tão jovem ainda, com um rapaz vindo também de um meio considerado bem. Tinha pais amorosos. A vida era bela! Não conhecia o sentido da palavra «sofrimento». E todavia aquela frase ia mudar a minha vida.
Acrescento, Princesa de mim, mais duas breves citações do livro de Vera Baboun, porque também nos fazem refletir:
Trinta e sete anos depois, Belém está muito mudada. Do lado de Jerusalém, um muro com oito metros de altura encerra-nos cada vez mais hermeticamente… …Doravante, a avenida de Hebron, a artéria principal, dantes com tanta vida, que levava a Jerusalém, é um beco sem saída… …O muro impõe-se à nossa vida quotidiana, pesando sobre cada um dos nossos movimentos, penetrando insidiosamente nos nossos espíritos…
Geralmente, a primeira pergunta que os visitantes fazem ao presidente da Câmara de Belém é «Fale-nos das relações entre cristãos e muçulmanos!», como se estas devessem ser necessariamente más. Mas não é assim. Cristãos ou muçulmanos, em Belém vivemos sempre juntos. Quando era nova, todos os nossos vizinhos eram muçulmanos e mantínhamos as melhores relações do mundo. Vinham a nossa casa, íamos a casa deles. Partilhávamos almoço ou jantar. Jogávamos futebol na rua, rapazes e raparigas, muçulmanos e cristãos. Hoje, face ao muro, seja qual for a nossa religião, nós, Palestinos, somos todos arrumados pelo mesmo labéu.
O detestável surto de terrorismo cego que se reclama de inspiração islâmica (imagina, Princesa, outro qualquer movimento de violência “evangélica” que se pretendesse sequaz da expulsão dos vendilhões do Templo) tem gerado reações que, cada vez mais, tendem a apontar motivações religiosas ao espírito bélico e suas inerentes sevícias e injustiças gritantes. Juízo que, apesar de substanciado por atos e factos indesmentíveis, não deixa, finalmente, de ser temerário pela extensão generalizadora e discriminatória que fomenta, e pouco lúcido pela estreiteza da compreensão da própria natureza humana. Não chegarei ao exagero de afirmar que em cada um de nós habita um médico e o seu monstro, mas sei que todos sofremos a tentação de impulsos para o bem e para o mal. Muitos textos religiosos, da Bíblia ao Corão, e outros ainda, conservam palavras de ordem, pretensamente reveladas ou ditadas por divina voz, incitando a uma qualquer guerra santa, que todavia podem ser interpretadas pela perspetiva do bem, sobretudo para quem crê que se Deus fala o fará por bem. Claro que há nisto muito de subjetivo ou, se preferires, de cultural. Mas também é verdade que, em todas as religiões, incluindo as monoteístas, desde sempre despertaram movimentos de universalização da igual dignidade humana e de paz.
A vida religiosa ou qualquer vida conscientemente espiritual, é sempre uma relação e, como tal, necessariamente subjetiva ou, melhor, intersubjetiva. Se esta aparente banalidade que acabo de te escrever pode ser facilmente captável por pessoas praticantes de diferentes formas de religião – no sentido de tentativa de comunicação com o transcendente, o invisível, ou o poder ignoto -, já a sua instituição social – no sentido cripto-jurídico de ideia que se corporiza em organizações providas de funções normalizadas e hierarquias gestoras – poderá torna-la em propriedade mobilizadora de um poder político, de vocação totalitária ou discriminatória, de que temos tantos infelizes exemplos históricos (e os judeus basto sofreram de perseguições). A Igreja Católica ainda hoje carrega o peso institucional que lhe foi moldado, no século IV, pela sua “constantinização”, isto é, pela assimilação de conceitos e relações, regras e práticas, jurídicas e rituais, próprias do Império Romano e seu aparelho de Estado. Quem se dedicar um pouco – ou talvez mesmo muito – à leitura de textos coevos perceberá melhor o balanço de deve-e-haver dessa transformação das comunidades cristãs primitivas (as dos séculos I, II e III) na cristandade romana bizantina e latina do século IV. No judaísmo, quiçá por nunca ter convertido o poder imperial, a tradição religiosa (melhor diria: as tradições) foi-se transmitindo descentralizadamente pelas sinagogas da diáspora, em que, além da Torah, Jerusalém era um ponto de reencontro e união espiritual em redor da Promessa. Nesse sentido, o mito da Cidade do Templo, de David e Salomão, com mais ou menos veracidade histórica ou evidência arqueológica, é certamente respeitável e, pelo seu símbolo teológico da prometida Cidade de Deus, admirável.
Mas isso não faz dela a capital política do recente estado de Israel, não só por razões abundantes de ordem histórica, política e jurídica, como ainda pelo facto de 55% dos atuais cidadãos israelitas se declararem não religiosos. E muitos israelitas judeus contestam a fundamentação religiosa exclusiva de Jerusalém-capital e defendem os direitos dos palestinos. Aliás, Israel é o segundo estado judaico do mundo (com 5 milhões de habitantes), sendo os EUA o primeiro (com 6 milhões e meio). Nessa América, onde constituem + ou – 2% da população têm uma representação de 33% do Congresso. O que ninguém contestará: na verdade, estão lá por mérito próprio, não por serem judeus ou como tal considerados. São representantes do povo americano, a que pertencem. E assumindo várias nacionalidades e culturas, vivendo entre as gentes, praticando a sua religião, outra, ou até nenhuma, as comunidades judias são testemunhas de um princípio fundador da nossa civilização: Deus, o Ser, o Nome, a Palavra, escolheu o ser humano para, no tempo histórico, ir fazendo do universo a Jerusalém Celeste.
Aquilo a que hoje se chama «a Política» nada deve considerar nem resolver sem olhar para as pessoas, as populações, os povos, com suas vidas. Sem excluir ninguém, antes procurando sempre acolher os mais abandonados. Por isso, Princesa de mim, te deixo com mais uma citação de Vera Baboun, que talvez nos ajude a meditar (traduzo-te o epílogo de Pour l´Amour de Bethléem):
Belém é o paraíso dos indesejados. Abrigamos o «Presépio», um lar que acolhe as crianças nascidas fora do casamento; e ainda outro abrigo, animado por freiras, que recebe mulheres espancadas ou violadas, vindas de toda a Palestina: um excelente hospital para crianças atrasadas mentais; outro, novo, para tratar dependências da droga… Porquê? Porque a piedade, a paz, o amor são o credo da Natividade. Foi sobre isto que nos construímos. Aqui estamos, cristãos de Belém, para lembrar ao resto do mundo o que aqui se passou. Belém não é apenas uma cidade, é um modo de ser, uma unção de paz que apenas pede para se espalhar pelo planeta. Mas, ai de nós, enquanto a nossa cidade, que foi o berço do Príncipe da Paz, estiver emuralhada, não reinará a paz. Nós somos o estandarte da paz, os seus guardiães e defensores. Não merecemos esta desgraça. Em Belém se encontra a gruta onde Nosso Senhor, pelo seu nascimento, mudou o calendário do mundo! A humanidade poderia dar-lhe bom ou mau uso, mas foi sinal de uma civilização nova, de uma nova leitura do nosso destino. Possa o mundo aperceber-se disso, antes de que seja tarde demais!
Ninguém pode hoje provar e demonstrar que Jesus Cristo nasceu mesmo numa gruta ou em Belém. Mas tal não tira qualquer força à mensagem emitida, à vocação da paz. Tampouco sabemos tudo, ou nem sequer muito, da história de Jerusalém, que conheceu muitos e desvairados conquistadores e reinantes, vindos de perto e de longe, confessando fés diferentes (até as cruzadas lá impuseram um reino cristão). Mas, para além do conhecimento histórico, e ainda aquém de definitivas decisões políticas, pensemos em Rushalimin – Jerusalém, e desejemos, com a força das varas todas do nosso coração A Visão da Paz.
Camilo Maria
Camilo Martins de Oliveira
Obs: Solicitou-se a reposição deste texto publicado em 2018 neste blogue.
O Flavius foi senador e primo a Cesar de Roma, tenho a linhagem completa destes Flavius até 256, no qual o Flavius passou a Rei, e não sei o porquê tenho isto tudo, até em latim, para quê ?
Ataulpho Flavio potentissimo régi regum rectissimo, victori victorum invictissimo. Selon le style des inscriptions dont le bon goût n’étoit pas encore entièrement perdu au commencement du cinquième siècle, il auroit fallu dire Flavio Ataulpho, & non pas Ataulpho Flavio. D’ailleurs, tous les anciens qui ont parlé de ce roi ne lui ont jamais donné d’autre nom ou prénom que celui d’Ataulphe; & quoique nous voyons dans le Code visigothique le prénom de Flavius donné au roi des Visigoths à la tète de quelques-unes de leurs lois , nous n’en trouvons cependant aucun, avant Reccarède, c’est-à-dire avant la fin du sixième siècle, qui se soit servi de ce prénom, & il est certain qu’on n’en sauroit donner aucune preuve avant ce temps-là.
VI. On pourrait objecter que le territoire de Saint-Gilles, aux environs du Rhône, étoit appelé anciennement Vallis Flaviana, & qu’il a pris ce nom, selon quelques auteurs, des premiers rois Visigoths maîtres du pays, à cause qu’ils se servoient du prénom de Flavius. Mais outre qu’il est constant qu’Ataulphe ne régna jamais dans ce canton, & qu’on n’en sauroit donner aucune preuve, tous les mémoires où il est fait mention de la Vallée Flavienne pour signifier le territoire de Saint-Gilles, ne remontent pas au-dessus de la seconde race de nos rois. D’ailleurs, on n’a aucune preuve que ce pays ait tiré ce nom de quelqu’un des rois Visigoths; & quand cela seroit, on devroit le rapporter plutôt à Théodoric3, roi d’Italie, qui régna, en effet, sur le Languedoc & la Provence, ou à quelqu’un des successeurs de Reccarède, puisque ce sont les seuls, comme on l’a déjà dit, qui se soient donnés le prénom de Flavius.
FABIUS MAXIMUS, bat les Auvergnats & les Allobroges, & soumet » Rome les pays habités par ces peuples, pp. 19, 20, 21.
Ataulpho Flavio
Potentissimo régi regum rectissimo,
Victori victorum invictissimo, Vandalicae
Barbariei depulsori, & Caesareae Placidiae
Animae suae : dominis suis clementissimis
Anatilii Narbonenses Arecomici
Optimis principibus in palatio
Posuerunt ob electam Heracleam in regiae
Majestatis sedem.
Ataulpho Flavio potentissimo régi regum rectissimo, victori victorum invictissimo. Selon le style des inscriptions dont le bon goût n’étoit pas encore entièrement perdu au commencement du cinquième siècle, il auroit fallu dire Flavio Ataulpho, & non pas Ataulpho Flavio. D’ailleurs, tous les anciens qui ont parlé de ce roi ne lui ont jamais donné d’autre nom ou prénom que celui d’Ataulphe; & quoique nous voyons dans le Code visigothique le prénom de Flavius donné au roi des Visigoths à la tète
João Felgar
A nação judia, livre e independente, dispõe-se a colaborar com os seus vizinhos árabes livres, para promover a verdadeira independência de todos os países semitas do Médio Oriente… – afirmava Ben Gurion um dos pais e primeiros governantes do atual estado de Israel. Aliás, foi ele quem pronunciou a declaração de constituição e independência do estado de Israel, em 14 de maio de 1948.
Mas Israel já teve Estado muito antes destes vizinhos árabes, teve reinos, em 1945/46 tiveram que comprar a terra deles, comprar o que era deles por direito.
A todos os Judeus que gostam de paz, sossego, e que não vão ter no Estado Israel enquanto terroristas continuarem a infernizar este povo, venham para Portugal y Espanha.
Marrocos aqui ao lado teve uma das maiores comunidades Judaicas desde 1195 a 1725, depois emigraram uns para o Brasil e outros para EUA, retornem todos à vossa Origem em Portugal, somos um povo pacifico, de brandos costumes e não vamos ter gente a infernizar ninguém pelo crédulo religioso como tivemos no passado com aquela coisa da inquisição da igreja católica.
Acabou a Inquisição desta Religião em Portugal de vez e irão embora daqui um dia
João Felgar
Os meus Judeus e que povo extraordinário, que passou tanto, por outros de invejas.
1743
EXCERTO DO TEXTO – PÁGINA 10
Qua in re jam alios fibi præcuntes has buit , & quidem ex Socini asseclis JOANNEM : VOLCKELIVM , qui , Christum demum suos … Idque antea Israelitis imperátum minime fuisse , vel in- . de constare putat , quod in illis DCXIII ; ut a Judearum …
GENEROSISSIMO. EXCELLENTISSIMO QVE VIRO IOANNI. GEORGIO WICHMANSHAVSEN
DYNASTAE. CLIENTELAE TAV SCHA. ETC. POTENTISSIMI. POLONIARVM
REGIS. ET. SERENISSIMI. ELECTORIS. SAXONIÆ. A. SANCTIO RIBVS. ÆRARII. ET.REDITVVM. EX METALLIS. CONSILIIS. SVPREMO RATIONVM. PVBLICARVM CURATORI ET.’VERE, MAGNORES. PATRIAS. EGREGIIS. LABORIBVS ET. CVRIS. SUSTINENTI
De Legibus Hebræorum ritualibus, carum rationibus, Libro I Capite 0. Vol. II. Sect. I
tem, obtuliffe.6. Tempus illud, quo agnum ver fpertinem offerebant, e verbis MAIMONIDIS, de Paschate loquentis, magis distincte colligatur: Non maétatur Pafcha nisi post sacrificium juge, quod inter duas vefperas offerri debet, pojz fuffimenti oblationem. Adeo ut res fit extra litem pofita, Judæos facrificii jugis offerendi minus nec larte folis ortum, nec poft folis occafum, præftitiffe. Atque hæc facri diurni faciendi tempora tam sancte observarunt, ut axiomatis vicem teneret: Si pratcriit tempus, præteriit facrificium. Ideo vero (li bene conjicio) tam sedulo curatum est, ut Judæorum fatra quotis diana (prout & reliqua omnia) sole quasi intuente peragerentur, ut clare constaret, ros noEturna gentium facra, in mortuorum bonorem fiert folita, penitus repudiare, nec religionem fuam quidquam commune cum Diis Inferis ; aut ceri. moniis, corum cultui propriis, retinere. Eorum enim myfteria lucifuga plurimum fuiffe, & Principis tenebrarum imaginem gesifle, e pluri . mis veterum teftimoniis innotescit d. Ex ad verso
b) JOSEPHUS Antiquitatum Libro XIV Cap. 8: “Ιερέων δες της ημέρας πρωϊ τι και περί ενάτην ώραν
ξερεργέντων επί το βωμό .
c) In Tractatii de Pascbate Capite XI G. 1V. d) In re tam testata & cuivis nora sufficiat, unum
PAUSANIAM in Phocitis teitem advocare, qui, de Diis Inferis. quos Milichios vocant, verba faciens, νυκτεριναι, inquit, αι θυσίαι Θεοίς τι τοίς Muheglots oti, bis nocturna fiunt facra, in qui. bus ante solis exortum carnes victimarum abfuw mere, eodem ipfo in loco folumns habens, verso Judæi, sacra facturi, in solem diemque prodiere. ut eo longius ab idololatriæ fufpicione abessent, & ipsum facrificii sui tempus indicio esset, se Patrem luminum folummodo venerari,
II. Audivimus adhuc SPENCERUM, quem fugiunt mysteria certorum temporum in-offerendo facrificio jugi. Quanto rectius, præter SAMUELEM_ BOCHARTUM, & JOANNEM BIERMANNUM, vera illa Christianis commendat myfteria JOANNES BRAUNIUS,& his verbis ufus: Quamvis matando codem tempore fuerint oblat.: in templo; mane scilicet hora tertia,
Ad cujus opinionis confirmationem exemplum Eliæ in monte Carmel magna fiducia adducunt i Regum XVIII, 26; dictitantes, hoc illnd NSA, het mezô, id eft, tempus gratiosum effe, cujus David Pfalmo XXXII, 6, meminerit. Huc etiam illud Efaiæ applicant. Capite LV, 6, ubi dicit: Quærite Dominum, dum invenitur, invocate eum, dum prope eft. Interim harxm rerum, applicatio in Judæis in fuo genere tolerari poffet , fi abeslek vawa do inanis fuperftitia, & imaginationum ifta. Gum fundamentum, id eft, Christum, non jam dus dum perdidiffent. Nunc autem omnia ad opus operatum. xeferunt , unde R. SALOMON in 25 versum Capitis 1 Efaiæ, ubi exponit, quando Je rofolynis: olim juftitia pernoctaverit, quod Proc pheta ibidem. affirmatio diciti, per juge facrificium hoc fatiain effe, duin per ejusdem maturinam oblationem no&tis.præteritæ peccata, per vefper, tinam vero diurnæ transgreffiones, expiatæ ling
JOANNES HENR. HOTTINGERUS in Notis ad THOM-AM GOODWINUM pag. 540, ADRIA. NUS RELA ND U-s in Antiquitatibus facris veterum Hebræorum delineatis Parte II. Capite o 8.10 pag. 332, & SAMUEL BOCHARTUS Parta Hierozoici prima Libre Il Capite.so pag.sse, qui tan dem Judæi, uti JOSÉPHUS’ SCALIGER ” obferva. vit, ignorant prorsus, multo autem rectius ex Cbristianis exponunt, qui typum atque antitypum inter se conferunt. Præter THOMAM GOODWINUM,” operæ pretium fuerit, repetere verba
João Felgar
Quero agradecer ao Centro Nacional de Cultura, a possibilidade em poder comentar e dar a minha opinião, sobre tudo.
O meu muito Obrigado pela vossa paciência.
João Felgar