a transpor as fronteiras dos segredos
POÉTICA
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Aonde há espaço:
– Meu tempo é quando.
New York, 1950
TERESA VIEIRA
- O homem enquanto arqueólogo da escrita detém a chave também de a ocultar.
