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Sobre o blogue

O blogue "Raiz & Utopia" é espaço de encontro e de diálogo, em defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Retomamos o projeto da revista “Raiz e Utopia” fundada por António José Saraiva, Carlos Medeiros e José Baptista em 1977, cuja direção foi assumida por Helena Vaz da Silva, tornando-se uma referência na cultura portuguesa, pelo carácter inovador e inconformista, reunindo colaboradores como Edgar Morin, Eduardo Lourenço, António Alçada Baptista e Alberto Vaz da Silva.

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Crónica da Cultura

CRÓNICA DA CULTURA

Uma esperança é algo que se passa no presente e prova que já estamos a viver uma coisa melhor

  
    “The Dynamic Eye”

A proposta é a de que talvez possamos deitar mão de uma realidade que compreenda o que está completo e em aberto ao mesmo tempo.

Nada é idílico. Tudo sai de tudo, mas é preciso ver o que sai de importante quando há desejo, e esse desejo inclui a liberdade e a imaginação.

Os movimentos de superestruturas e o dos grupúsculos que se querem fazer passar por mundo, não são desejos enquanto elementos culturais – o próprio entendimento da sexualidade, a liberdade, a misericórdia, a empatia, o cumprimento do melhor e mais justo bem-estar, sim, são desejos, trazem novas realidades que acossam o que a maioria desejaria viver.

Por aí um caminho!

Um caminho dificílimo que só um bom violino sabe tocar.

E os políticos saberão que um bom violino escapa a qualquer IA?

E se aproveitarmos as reflexões quando tudo pode estar num aberto que não estamos a ver, e do qual não estamos a valer-nos no tempo certo para uma remodelação que arrisque propostas?

Propostas de se viver com menos mitos e menos dogmas e com a possibilidade de mais realidades incodificáveis que não tenham no dinheiro o discurso paranóico da obediência?

E nada resulta no idílico, mas pode-se fazer ainda imensas coisas que noutras situações não estávamos suficientemente atentos e motivados para compreender a sua urgência.

O tempo não é o das gentes se deixarem abafar, nem é tempo de nos deixarmos aborrecermos com tudo.

Que tal operar uma descontinuidade no que de facto estava errado?

Que tal acarinhar o que de facto estava a melhorar as condições de vida dos povos?

Que tal as magias serem uma especial atenção para as realidades-evidência que tanto expõem o quanto há que melhorar face à infelicidade dos mundos dos gritos e dos silêncios?

Por aí um caminho!

Um caminho dificílimo que só um bom violino sabe tocar.

E os políticos saberão que um bom violino escapa a qualquer IA?

Teresa Bracinha Vieira

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